31 julho 2026

Minha opinião

Extrema direita segue dividida
Luciano Siqueira    

Triste destino o da direita brasileira: dependente da liderança destrambelhada do ex-presidente presidiário Jair Bolsonaro, enfrenta o pleito presidencial de agora sem razão e sem destino.

Segue dividida, sem projeto comum e taticamente embaraçada.

Até as gestões de última hora na busca de uma companheira de chapa para Flávio Bolsonaro (PL) parece esbarrar em obstáculos de toda ordem. A hipótese da senadora Tereza Cristina (PP) tudo indica que não vingará porque seu partido não crer na viabilidade do projeto e prefere manter a liberdade de alianças nos Estados, mirando o Senado e a Câmara dos Deputados como prioridade.

O bolsonarismo raiz representado pelo clã familiar tenta a todo custo preservar o controle sobre o espólio político do indigitado Jair e nem para essa empreitada se une. A dita reconciliação entre a madrasta e enteado está muito longe de corresponder aos frios e burocráticos pronunciamentos recentes de ambos.

Entrementes, as pesquisas eleitorais seguem constatando a persistência de percentual alto do eleitorado identificado com ideias e comportamentos neofascistas e, portanto, tendente ao voto na direita.

Caiado, Zema e Flávio Bolsonaro se digladiam em função desse espólio. Com um detalhe: nenhum deles ostenta um projeto para o Brasil. Até quando?

[Ilustração: imagem produzida em IA]

Se comentar, identifique-se.

Três "questões de ordem" https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/minha-opiniao_0658357328.html 

Nenhum comentário:

Postar um comentário