07 agosto 2026

Enio Lins opina

Entreguismo e bolsonarismo são sinônimos: traição nacional
Enio Lins   

É O BOSONARISMO A EXPRESSÃO mais exata de traição à pátria. Pode-se dizer que, no Brasil, nunca houve – talvez não venha a existir jamais – tamanha infidelidade nacional como a de Jair Falso Messias, sua família e facção. “Trump, i love you” é, acintosamente, a maior expressão lesa-pátria jamais vista nesse país, ao longo de 526 anos, desde 22 de abril de 1500. E olhe que tivermos entreguistas notáveis, autores de sabujices como “O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil”, frase defecada por Juracy Magalhães, em 1965, como embaixador brasileiro em Washington.

EM 1964 E ARREDORES,
mesmo com o financiamento do governo dos Estados Unidos, os golpistas de primeiro de abril procuravam expressar uma tênue autonomia. Apesar de Juracy, a direita extremada daqueles dias evitava demonstrações cabais de que seria mera fantoche de Washington. Minimizavam a desenvoltura intervencionista do embaixador estadunidense no Brasil – Lincoln Gordon – querendo passar as evidências do comando ianque como mero detalhe. Ao longo de 21 anos de trevas, os generais do golpe nunca cogitaram bater continência (sem justificativa protocolar) à bandeira norte-americana. E, em vários momentos, tomaram posições consideradas “ruins” por Washinton, como a parceria com a Alemanha (e não com os Estados Unidos) para implantação do programa nuclear brasileiro, e reconhecendo a República Popular da China (sob a liderança de Mao Tse Tung) como a única representante dos povos chineses na ONU, através da Resolução 2758, aprovada com o voto brasileiro em 25 de outubro de 1971, enquanto os Estados Unidos votaram contra, e só reconheceriam a China nas Nações Unidas em 1979.

DESDE SEMPRE
, o bolsonarismo transbordou-se em declarações esfuziantes de auto-humilhação, servilismo e entreguismo. Com a derrota eleitoral de 2022, essa alma de capacho se converteu numa súplica desesperada pela intervenção explícita do governo americano contra o Brasil, com o objetivo de devolver o poder à quadrilha do Jair, a despeito da opinião das urnas. Durante o governo Biden esse conluio não prosperou, mas com o autocrata Trump na Casa Branca, a facção criminosa Jair & Filhos pegou ar. Empolgou-se e rasgou a tanguinha de filó, verde-amarelada, tipo fio-dental, que fazia de conta esconder suas partes pudendas. Dudu Bananinha, detentor de 741.701 votos paulistas para a Câmara Federal, abandonou o mandato e homiziou-se no mais alto luxo em território americano para se dedicar diuturnamente a sabotar o Brasil. Como resultado dessa política de traição nacional, materializada nas taxas absurdas de Trump, se estima (segundo a Jovem Pan News, em 16/07/2026) um prejuízo entre US$ 7 bilhões e US$ 11 bilhões anuais para as exportações brasileiras.

PARA BOLSONARO & CIA
a frase “Brasil acima de tudo” é uma ironia covarde, uma mentira tão deslavada quanto as bravatas “contra o crime organizado” – quando, pelas práticas recorrentes, são – Jair, filhos e principais aderentes – ligados às milícias (vide Flávio, irmãos e pai), ao PCC (vide caso do comandante bolsonarista da PMSP), ao Comando Vermelho (vide caso do deputado bolsonarista carioca TH Joias). Para Jair & filhos & cúmplices, o Brasil é, acima de tudo, sua vítima preferencial, algo a ser explorado, roubado, violentado, entregue ao apetite de quem lhes proporciona mais vantagens pessoais. Essa ignomínia pôde ser visualizada no dia 7 de setembro de 2025, quando milhares de bolsonaristas estenderam uma bandeira gigante dos Estados Unidos na Avenida Paulista, em São Paulo, durante ato político da facção. Era um agradecimento a Donald Trump pelos prejuízos causados ao Brasil. “Estados Unidos acima de tudo, Trump em cima de todos” é a legenda dos Bosonaros & parceiros. De uma vez por todas: Vade retro, satanases!

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Com Lula rumo a um Brasil soberano e desenvolvido https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/08/palavra-do-pcdob.html 

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