30 agosto 2026

Minha opinião

Tudo para entender ou confundir
Luciano Siqueira     

Estima-se que já foram gastos este ano R$ 109 milhões em pesquisas eleitorais com foco nacional e, a maioria delas, voltadas para a disputa majoritária nos Estados. 

As pesquisas são úteis, mas não o suficiente para justificarem o destaque quase que monárquico que alcançam na mídia dominante. 

Como se fosse a última palavra na percepção da vontade coletiva. 

O comportamento humano não se resume em questionários e estatísticas.

Requer vivência. 

Certamente era nisso que se apoiava Miguel Arraes quando ele próprio valorizava ao extremo a ausculta da população. 

Até repórteres ele incluía. 

Não foram poucos os que tentaram entrevistá-lo e depois se deram conta de que o governador é que os havia perguntado mais do que falara.

A supervalorização das pesquisas realizadas por várias institutos especializados de grande repercussão midiática, outros nem tanto, é compreensível quando feita pelo mercado — que em tudo toca à semelhança do rei Midas. 

Mas o militante, não. Há que tomar ciência dos números divulgados pelos institutos sem porém abrir mão da sua própria sondagem. Esta se faz no contato direto com as pessoas — compartilhando insatisfações, desejos, sonhos... que afinal haverão de se traduzir na urna como vontade política individual, uma entre milhões, base da vitória de uns e da derrota de muitos outros. 

Em outras palavras: prestemos atenção aos números das pesquisas, porém sem mais abrir mão do contato direto com as pessoas — na tela do celular e, sobretudo, olhos nos olhos, em toda parte.

Prazeroso diálogo na telinha https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/08/minha-opiniao_0215026545.html 

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