21 setembro 2026

Dica de leitura

Mote midiático de campanha
Luciano Siqueira 

Arguto e criterioso crítico do complexo midiático neoliberal dominante, Luís Nassif questiona o noticiário a propósito da chamada crise no STF no artigo "O uso político das notícias contra Moraes", publicado no Jornal GGN https://jornalggn.com.br/midia/o-uso-politico-das-noticias-contra-moraes-por-luis-nassif/ 

Observa que a cobertura sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) tem fins políticos explícitos, segundo um padrão de dois pesos e duas medidas no jornalismo investigativo.

Por exemplo, um fato relevante e eticamente questionável que merece investigação: o contrato firmado pelo escritório da esposa de Alexandre de Moraes com o Banco Master (de Daniel Vorcaro). Entretanto, até o momento não há nenhuma evidência concreta de que tal contrato tenha influenciado decisões ou votos de Moraes em favor do banco.

Nessa mesma linha, a insistência em criar grandes manchetes em torno de suposições.

O artigo contrapõe o escândalo movido contra Moraes ao silêncio em relação a acusações bem mais graves sobre outros ministros.

Kássio Nunes Marques mudou seu voto no caso da Destilaria Alcídia em favor do banco de Vorcaro (após ter se declarado impedido), havendo registros de mensagens do diretor jurídico do Master com o contato do filho do ministro dizendo "Dominado aqui" .

Dias Toffoli alterou sua posição para votar a favor dos precatórios de interesse do banco.

André Mendonça tomou decisões detalhadas aos interesses de Vorcaro logo após se reunir pessoalmente com o banqueiro.

Nassif conclui que essa chafurdação midiática não busca promover um jornalismo técnico e consistente. A narrativa seletiva tem como objetivo enfraquecer a imagem do STF e influenciar a disputa político-eleitoral.

Cida: luta, consciência e afeto https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/06/minha-opiniao_0343482442.html 

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