A pauta do Brasil e do povo na voz de Lula dá o tom da reta de chegada
Dias decisivos do primeiro turno exigem forte militância nas ruas e redes para consagrar Lula nas urnas e derrotar a grave ameaça que paira sobre o país
Editorial do 'Vermelho'
A campanha presidencial chega à reta final do primeiro turno marcada pelo confronto de polos nitidamente antagônicos. De um lado está Luiz Inácio Lula da Silva, com sua trajetória de defesa da democracia, da soberania da pátria, do desenvolvimento nacional e da reindustrialização do país, da valorização do trabalho, da distribuição de renda e redução das desigualdades, dos direitos sociais e humanos, da inclusão social, da segurança pública, da educação, da ciência e tecnologia, da segurança alimentar e da proteção ambiental.
Ao acabar com as bets, reajustar o Bolsa Família, pela pauta do povo, Lula retomou o protagonismo da disputa e, nesta hora decisiva, sua campanha ganha energia, entusiasmo e reúne multidões.
No outro lado está Flávio Bolsonaro, que, ao se colocar a favor das bets, depois de ter sabotado a aprovação do fim da escala 6×1, revelou com absoluta luz que é contra o povo. De ponta a ponta dessa campanha, com execrável ostentação, Flávio se apresenta como serviçal do governo de Donald Trump, com uma agenda de traição à pátria: tramou e respaldou os tarifaços e seu programa, em essência, consiste em promover a total entrega das riquezas do Brasil ao imperialismo estadunidense, a começar pelas terras raras e minerais críticos.
O candidato da extrema-direita também tem vínculos comprovados com o movimento liderado por seu pai, Jair Bolsonaro, condenado e preso por organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Se eleito, a democracia brasileira voltaria a ser mutilada. Evidências, fatos, vários episódios demonstram o vínculo de Flávio com bandos criminosos, as milícias.
É também o único candidato presidencial formalmente sob investigação da Polícia Federal por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas relacionadas ao suposto financiamento da cinebiografia Dark Horse sobre o seu pai. No centro desse caso está a sua relação íntima com o ex-banqueiro criminoso Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O candidato mente reiteradamente: negou fatos, mudou versões e continua sustentando afirmações contestadas pelos elementos já amplamente conhecidos.
Flávio Bolsonaro, mergulhado na corrupção, se limita a essa agenda entreguista e de traição nacional, enquanto Lula comprova a sua estatura de líder com prestígio de dimensões internacionais, como ficou demonstrado com sua performance na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em 22 de setembro, num pronunciamento que articulou democracia, soberania, multilateralismo, combate à fome, desenvolvimento, mudanças climáticas, inteligência artificial e combate às políticas de guerras.
É nesse campo, mais diretamente ligado às condições de vida da população, que a campanha de Lula, nesta reta final do primeiro turno, concentrou suas ações. Entre as medidas de maior alcance está a recomposição do Bolsa Família, o reajuste de 15,04%. Outro movimento de grande repercussão foi a proibição das bets, que enfrenta o endividamento e defende a renda familiar e a saúde da população. As pesquisas demonstram que Lula atendeu a verdadeiro clamor popular, dando um basta aos cassinos virtuais.
O Brasil livre das bets foi uma espécie de tremor de terra na dinâmica da disputa. Parcelas da população até então alheias ao processo eleitoral despertaram-se. E o presidente Lula passou a centralizar sua mensagem no futuro do país, dando ênfase a uma nova geração de direitos a ser garantida ao povo com a riqueza oriunda de um ciclo robusto de desenvolvimento, caso o eleitorado venha honrá-lo com um quarto mandato.
Entre os compromissos estão a continuidade da luta pelo fim da escala 6×1 e a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial; o compromisso de zerar os impostos sobre todos os itens da cesta básica, além da adoção de um sistema de devolução de parte dos impostos para os consumidores; o governo também já instituiu o Desenrola Brasil 3.0, nova modalidade de renegociação de dívidas; a criação da Rede Brasil contra o Câncer, a ampliação do Farmácia Popular com exames e teleconsultas gratuitos, a expansão do programa Agora Tem Especialistas e da Rede de Hospitais Inteligentes.
Na educação, estão previstas a universalização do Pé-de-Meia, a implantação do ensino integral em todas as escolas públicas, a ampliação da formação em inteligência artificial, robótica e programação e a retomada do Ciência sem Fronteiras com foco em tecnologia e inteligência artificial. Também estão entre os compromissos assegurar paz e segurança ao povo, combater implacavelmente as facções criminosas e fortalecer o Pacto Contra o Feminicídio.
São questões essenciais para o debate, que contrastam com tergiversações para tumultuar a campanha, como a ofensiva do ministro André Mendonça contra o STF para atingir a legalidade democrática do país e o episódio recente envolvendo uma publicação do humorista Antonio Tabet sobre Nossa Senhora Aparecida, afrontando princípios constitucionais como a liberdade de expressão, a liberdade religiosa e o direito de professar uma fé ou de não se manifestar por nenhuma religião.
Ao se colocar no epicentro desse episódio, Flávio deu um tiro no pé, atacou a Igreja Católica e provoca grave desgaste em sua campanha, na boca da urna, trazendo à tona a política de ódio, de manipulação da fé e a intolerância religiosa do bolsonarismo.
A pauta dos direitos do povo, da democracia e da soberania do Brasil, na voz de Lula, vem soprar fortes e bons ventos, despertando ânimo e esperança no eleitorado e elevando a mobilização da militância democrática, popular e patriótica.
Nessa reta final, de uma disputa acirradíssima, é fundamental mais presença nas ruas e nas redes, em todos os cantos do país, virando e ganhando votos, hasteando bandeiras, fazendo vibrar o prenúncio da vitória, convocando o eleitorado às urnas, reduzindo a abstenção ao mínimo, com destaque para o reforço da mobilização para a agenda da campanha de Lula, que prevê comícios e caminhadas em Belém, Fortaleza, Salvador, Juiz de Fora, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo.
A eleição de Lula, se confirmada, exigirá uma sólida base parlamentar, política e social. Por isso, é fundamental uma bancada de esquerda forte no Congresso Nacional, na qual o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) tem papel fundamental e precisa ampliar sua representação, ao lado da eleição de deputados, senadores, governadores e representantes nas assembleias legislativas comprometidos com os interesses do país e os direitos do povo.
Leia também: Ao acabar com as bets, Lula atende clamor popular https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/09/editorial-do-vermelho_0212001759.html

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