Calem-se, por favor!
Luciano Siqueira
É compreensível que tudo se faça para vender, mesmo os grandes supermercados.
O
varejo se retroalimenta diariamente.
Mas não
pode ser um vale tudo. Como a promoção (duvidosa) do Novo Atacarejo, em Casa
Forte, na manhã-tarde deste sábado.
Estridentes
vozes masculina e feminina se alternam no anúncio de produtos momentaneamente à
venda por preços absurdamente inferiores ao convencional.
-
Acreditem, é de 79,80 reais, mas agorinha aqui você pode comprar por R$
7,90!
E a voz
masculina em seguida:
- Apenas
por R$ 11 reais aqui, neste instante, oferta especial... o preço normal é R$ 62,70!
Não fui
ver, não me interessou. Mas caberia conferir a data de validade dos produtos
ofertados, certamente se esgotando. Nada mais justificaria oferta tão
exagerada.
Mas o
pior é a gritaria perturbadora. Impossível transitar entre as muitas gôndolas
ouvindo aquelas vozes.
Outro dia
foi na Ferreira Costa da Tamarineira. O promotor de vendas gritava ofertas
ditas “de última hora” de galões de tintas de diversos matizes e para
serventias várias.
- Não
deixe de levar! Uma oferta excepcional!
E eu que
queria apenas comprar uma lâmpada me senti enxotado. Como aguentar a gritaria?
Em troca de quê?
Saí rápido
e adquiri a lâmpada num concorrente.
Como o
expediente é frequente, faz parte da concorrência, resta-me praticar o conselho
de antigamente: - Os incomodados que se retirem!
Leia também: "Cada um em sua telinha" https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/09/cada-um-em-sua-telinha-luciano-siqueira.html

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