21 setembro 2026

Minha opinião

Muito mais do que voto útil 
Luciano Siqueira    

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Várias eleições passadas, frequentemente um eleitor inclinado a optar por candidatura sem chances de êxito era instado a praticar o que se convencionou chamar "voto útil". 

Ou seja, fazer opção por influenciar diretamente o resultado da disputa. 

Não eram poucos os que reagiam com justificada irritação. Em nome da vitória é possível se sentir tolhido no desejo justificado de apoiar alguém sem chance, mas como forma de afirmar determinada posição.

Hoje, o confronto acirrado entre esquerda versus direita torna o voto, em certa medida, muito mais decisivo do que antes. 

Isto é evidente na disputa pela Presidência da República. Para governos dos estaduais, idem. 

Nem sempre claro, por exemplo na disputa por cadeira no Senado e na Câmara dos Deputados.

E é preciso esclarecer: a hipótese de Lula se reeleger, mas governar mais quatro anos com um Senado e uma Câmara hostis é muito concreta. Daí a absoluta necessidade de não dispersar os nossos votos e contribuir para eleger aqueles e aquelas que efetivamente têm chances de vitória e, inequivocamente, se posicionam em favor do projeto da ampla frente democrática e progressista reunida em torno do presidente. 

Assim, pós-disputa eleitoral se seguirá verdadeira guerra no parlamento. 

Daí grandes legendas, como PP, União Brasil e Republicanos não apoiam formalmente nenhuma das candidaturas à Presidência da República e concentram esforços na eleição de deputados federais e senadores. 

Este é o jogo. 

Nas circunstâncias dramáticas do Brasil, dispersar o voto, na prática, significa inconscientemente ajudar as forças conservadoras e de direita.

A praça ainda é do povo? https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/09/minha-opiniao_02118984853.html   

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