Muito mais do que voto útil
Luciano
Siqueira
Várias eleições passadas, frequentemente um eleitor inclinado a optar por candidatura sem chances de êxito era instado a praticar o que se convencionou chamar "voto útil".
Ou seja,
fazer opção por influenciar diretamente o resultado da disputa.
Não eram
poucos os que reagiam com justificada irritação. Em nome da vitória é possível
se sentir tolhido no desejo justificado de apoiar alguém sem chance, mas como
forma de afirmar determinada posição.
Hoje, o
confronto acirrado entre esquerda versus direita torna o voto, em certa medida,
muito mais decisivo do que antes.
Isto é
evidente na disputa pela Presidência da República. Para governos dos estaduais,
idem.
Nem
sempre claro, por exemplo na disputa por cadeira no Senado e na Câmara dos Deputados.
E é
preciso esclarecer: a hipótese de Lula se reeleger, mas governar mais quatro
anos com um Senado e uma Câmara hostis é muito concreta. Daí a absoluta
necessidade de não dispersar os nossos votos e contribuir para eleger aqueles e
aquelas que efetivamente têm chances de vitória e, inequivocamente, se
posicionam em favor do projeto da ampla frente democrática e progressista
reunida em torno do presidente.
Assim, pós-disputa
eleitoral se seguirá verdadeira guerra no parlamento.
Daí grandes
legendas, como PP, União Brasil e Republicanos não apoiam formalmente nenhuma
das candidaturas à Presidência da República e concentram esforços na eleição de
deputados federais e senadores.
Este é o
jogo.
Nas
circunstâncias dramáticas do Brasil, dispersar o voto, na prática, significa inconscientemente
ajudar as forças conservadoras e de direita.
A praça ainda é do povo? https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/09/minha-opiniao_02118984853.html

Nenhum comentário:
Postar um comentário