Do
ciclo os mistérios do ofício
Anna
Akhmátova
Não me importa
o exército das odes,
Nem o jogo torneado da elegia.
Nos versos, tudo é fora de propósito.
Não como entre as pessoas, – me dizia.
Saibam vocês,
o verso, é do monturo
Que eles se alenta, sem vexame disso,
Como um dente-de-leão pegado ao muro,
Anserina, bardana, erva-de-lixo.
Grito de
zanga, um travo de alcatrão,
Um bolor misterioso que esverdinha…
E eis o verso, furor e mansidão,
Para alegria de vocês e minha.
[Ilustração:
Leia também: "Céu de confeiteiro", poema de Cida Pedrosa https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/08/palavra-de-poeta_01758261591.html

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