No mato sem cachorro
Luciano Siqueira
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Durante a pré-campanha e agora em toda a campanha, que terá primeiro turno daqui a três dias, o complexo midiático dominante, neoliberal até a medula, tudo fez e ainda faz para influenciar os resultados nas urnas.
A disputa pela Presidência da República em especial.
Gastou meses incentivando a pré-candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), vetado pelo clã bolsonarista.
Depois, tendo que engolir o senador Flávio Bolsonaro (PL), viu se no mato sem cachorro. A tão incensada “terceira via” morreu de véspera.
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A chamada "Faria Lima", a que o complexo midiático serve subserviente e disciplinadamente, também majoritariamente adepta da solução Tarcísio, parece ter lavado as mãos. Oscila entre engolir o candidato da extrema direita — sem eira nem beira — ou buscar junto a Lula algum tipo de acordo sobre a macroeconomia.
O jantar com Lula e Alckmin, sexta-feira a última, que reuniu mais de trezentos líderes empresariais (bancos, indústria, monopólios varejistas e agronegócio exportador) sugere isso.
Dará tempo?
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E se Lula vencer, como se pode supor em razão de tendências que parecem se consolidar nas últimas pesquisas?
A elite dominante, obviamente, terá que conviver com o governo Lula 4.
Nesse caso, uma das apostas será apoiar-se na provável maioria parlamentar oposicionista, no Senado e na Câmara.
Como se vê, é briga de cachorro grande e, no desdobramento das eleições, a participação popular terá que acontecer — nas ruas e nas redes.
Na reta final detalhes importam https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/09/minha-opiniao_01182604884.html

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