01 fevereiro 2026

Dia do poeta

PEQUENA RECEITA AO BEM ESTAR DO MUNDO
Carlos Marinho*   

Vir e ver a vida,
Com o coração aberto e braços estendidos;
E, crer na transformação de momentos,
Como a base do bem-estar do mundo.


*
Médico e poeta, sobretudo grande amigo de muita gente, Carlos Mari8nho aniversariou ontem e  nos brindou com essa mensagem no WhatsApp: 

"No dia 31.01, faço 27.740 dias de vida, vividos no curso desses últimos 2 séculos. Confesso que vi e vivi muitas histórias, transformações e revelações intensas. Sucesso, decepções, alegrias e tristezas fazem parte desse processo; até as doenças do corpo e da alma estão firmemente aí incluídas. O rir é sublime, o choro é o sangrar da alma. Assim segue a vida, parte da existência."

Que viva muito - para o bem de todos nós (LS)

China + Reino Unido

Reino Unido e China retomam diálogo bilateral e mandam recado a Trump
Starmer se reúne com Xi em meio a tensões com EUA; países anunciam isenção de visto, acordos econômicos e cooperação em segurança
Lucas Toth/Vermelho  

Após um período de deterioração diplomática e oscilações entre aproximação e confronto, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer visitou Pequim nesta quinta-feira (29). Foi a primeira ida de um chefe de governo do Reino Unido à China em oito anos.

A viagem ocorre em meio ao aumento das tensões entre o governo dos Estados Unidos e seus aliados tradicionais, convertendo-se num recado duro ao presidente norte-americano, Donald Trump. 

Ao receber o premiê britânico, Xi afirmou que China e Reino Unido precisam “superar as diferenças” e defender o “verdadeiro multilateralismo”, enquanto os dois governos anunciaram acordos para ampliar a cooperação econômica, incluindo isenção de visto para britânicos e medidas de facilitação comercial.

Xi reconheceu que a relação entre os dois países passou por “altos e baixos” ao longo dos anos e afirmou que “às vezes, coisas boas levam tempo, desde que seja a coisa certa, que sirva aos interesses fundamentais do país e do povo”.

O presidente chinês afirmou que os dois países serão capazes de “resistir ao teste da história” desde que adotem uma visão ampla, se respeitem mutuamente e avancem juntos.

Em resposta, Starmer afirmou que pretende construir uma relação “mais sofisticada” com Pequim e reiterou que busca trazer “estabilidade e clareza” ao vínculo bilateral após anos de inconsistência. 

O premiê britânico disse que está na China “com o povo britânico em mente” e lembrou que prometeu, ao assumir o governo, fazer o Reino Unido “voltar a se projetar para o mundo”.

O líder britânico acrescentou que “os acontecimentos no exterior afetam tudo o que acontece em nossos países, desde os preços nas prateleiras dos supermercados até o quanto nos sentimos seguros”, defendendo que um engajamento mais amplo é necessário para compreender o cenário internacional como um todo e construir uma relação adequada aos desafios atuais.

A reunião entre os dois líderes durou cerca de 80 minutos, quase o dobro do tempo inicialmente previsto na agenda oficial. O prolongamento do encontro foi interpretado por ambas as delegações como sinal de disposição para aprofundar o diálogo em um momento de reacomodação das relações bilaterais.

Após a conversa, Xi e Starmer participaram de uma reunião reservada ao lado de seus principais assessores, incluindo o ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, e o conselheiro de segurança nacional britânico, Jonathan Powell. 

O formato restrito permitiu tratar de temas sensíveis da agenda bilateral, além de questões internacionais.

Em seguida, os líderes participaram de almoço oficial no Golden Hall, espaço tradicionalmente reservado a encontros de alto nível no Grande Salão do Povo. Além das pautas econômicas e geopolíticas, o encontro incluiu referências culturais e históricas, reforçando o caráter simbólico da visita.

Starmer também participou de evento promovido pelo UK-China Business Council, no qual reiterou a importância de ampliar o engajamento econômico e empresarial entre os dois países. 

O premiê destacou a necessidade de aprofundar o diálogo comercial e institucional, alinhando a retomada diplomática a uma agenda de cooperação prática.

Acordos econômicos, facilitação de viagens e cooperação em segurança

Entre os anúncios mais relevantes da visita está a concessão de isenção de visto para cidadãos britânicos em viagens à China por até 30 dias, medida que passa a valer tanto para turismo quanto para negócios. 

Com a decisão, o Reino Unido passa a integrar o grupo de cerca de 50 países cujos cidadãos podem ingressar no território chinês sem a necessidade de autorização prévia para estadias curtas. 

O governo britânico trata o acordo como um avanço significativo na retomada do diálogo bilateral, ao reduzir barreiras burocráticas e ampliar a circulação de empresários e investidores britânicos.

No campo econômico, os dois países concordaram em aprofundar a cooperação no setor de serviços, área na qual o Reino Unido exporta aproximadamente £13 bilhões por ano para o mercado chinês. 

Foi anunciado um estudo de viabilidade para a criação de um acordo mais estruturado nesse segmento, com o objetivo de estabelecer regras mais claras e juridicamente vinculantes para empresas britânicas que atuam na China. 

A iniciativa sinaliza uma tentativa de institucionalizar o relacionamento comercial após anos de instabilidade diplomática.

Entre os movimentos empresariais destacados durante a visita, a farmacêutica AstraZeneca anunciou investimento de US$15 bilhões em sua operação chinesa. 

Pequim também concordou em reduzir de 10% para 5% a tarifa de importação sobre o whisky escocês, medida que, segundo estimativas do governo britânico, pode gerar benefício de cerca de £250 milhões ao setor ao longo de cinco anos. 

Além disso, foram assinados memorandos de entendimento em áreas como padrões técnicos, saúde, educação profissional, indústria do esporte, segurança alimentar e quarentena animal e vegetal.

A agenda incluiu ainda um acordo de cooperação para compartilhamento de informações no combate ao crime organizado e à imigração irregular. 

O governo britânico afirma que a medida poderá contribuir para interromper o fornecimento de embarcações e motores utilizados em travessias pelo Canal da Mancha, parte dos quais têm origem industrial na China, além de ampliar a cooperação contra redes de tráfico de drogas. 

Os entendimentos firmados também reforçam a Comissão Econômica e Comercial Conjunta entre os dois países, mecanismo retomado no ano passado e agora apresentado como eixo permanente do diálogo bilateral.

Leia: Em 2025, novos fenômenos no mundo https://lucianosiqueira.blogspot.com/2025/12/mundo-em-transicao.html

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