11 agosto 2026

Dica de leitura

Trump, qual a saída?
Luciano Siqueira 

Diariamente, pela sua própria rede social e com repercussão da mídia em geral, Donald Trump coleciona declarações contraditórias acerca da guerra que move contra Irã. Oscila entre ameaças apocalípticas e apelo a um acordo de paz.

Contribui para compreender a postura pendular do governante norte-americano a entrevista concedida por Alastair Crooke a Chris Hedges, publicada no site Outras Palavras  https://outraspalavras.net/geopoliticaeguerra/eua-ira-o-agressor-enrascado/ 

Anoto a ineficácia das ações militares e o esgotamento de recursos especificamente mobilizados pelos Estados Unidos para a agressão ao Irã. Em que pese o grande volume de mísseis e armamentos empregados nos ataques ao Irã, o impacto estratégico tem sido limitado. O arsenal de mísseis e a postura defensiva do Irã não foram significativamente alterados.

Na verdade, a descentralização defensiva promovida pelo Irã ao longo de décadas contrasta com a vulnerabilidade geopolítica e a concentração de infraestruturas estratégicas em Israel e nos países do Golfo.

Também se frustra a intenção norte-americana de desestabilizar o regime iraniano. O que se vê é o fortalecimento do sentimento nacionalista e o desejo de retaliação e vingança, produzindo a coesão interna.

Concomitantemente, mostram-se ineficazes e frágeis simplificações acerca de grupos como as forças do Hashad al-Shaabi no Iraque e os Houthis no Iêmen, fortalecidos em suas agendas próprias e identidades nacionalistas locais.

Demais, os Estados Unidos são instados a sopesar o risco de agravamento do conflito, que pode tornar a situação regional imprevisível e sem solução rápida ou simples.

Iustração Fraga

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Trump com poucas cartas na mão https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/08/fragilidades-de-trump-contra-ira.html

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