Trump, qual a saída?
Luciano Siqueira
Diariamente,
pela sua própria rede social e com repercussão da mídia em geral, Donald Trump coleciona
declarações contraditórias acerca da guerra que move contra Irã. Oscila entre
ameaças apocalípticas e apelo a um acordo de paz.
Contribui
para compreender a postura pendular do governante norte-americano a entrevista
concedida por Alastair Crooke a Chris Hedges, publicada no site Outras Palavras https://outraspalavras.net/geopoliticaeguerra/eua-ira-o-agressor-enrascado/
Anoto a ineficácia das ações militares e o
esgotamento de recursos especificamente mobilizados pelos Estados Unidos para a
agressão ao Irã. Em que pese o grande volume de mísseis e armamentos empregados nos ataques ao Irã, o
impacto estratégico tem sido limitado. O arsenal de mísseis e a postura
defensiva do Irã não foram significativamente alterados.
Na verdade,
a descentralização defensiva promovida pelo Irã ao longo de décadas contrasta
com a vulnerabilidade geopolítica e a concentração de infraestruturas
estratégicas em Israel e nos países do Golfo.
Também se
frustra a intenção norte-americana de desestabilizar o regime iraniano. O que
se vê é o fortalecimento do sentimento nacionalista e o desejo de retaliação e
vingança, produzindo a coesão interna.
Concomitantemente, mostram-se ineficazes e frágeis
simplificações acerca
de grupos como as forças do Hashad al-Shaabi no Iraque e os Houthis no Iêmen, fortalecidos
em suas agendas próprias e identidades nacionalistas locais.
Demais,
os Estados Unidos são instados a sopesar o risco de agravamento do conflito, que
pode tornar a situação regional imprevisível e sem solução rápida ou simples.
Iustração Fraga
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Trump com poucas cartas na mão https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/08/fragilidades-de-trump-contra-ira.html

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