30 agosto 2026

Minha opinião

Dispersão à mineira
Luciano Siqueira     

Sempre se reconheceu na história da política institucional brasileira uma espécie de excelência mineira na formação de consensos. 

Dizia-se que nunca em Minas uma reunião daria errado porque a decisão era tomada com antecedência...

Figuras como Tancredo Neves – que dizia ser preciso ficar rouco de tanto ouvir - passaram a História como exímios formadores de consensos a partir de grotões os mais distantes. 

Tancredo começou em São João del Rei e alcançou a glória unificando a oposição na superação do regime militar. Adoeceu e morreu antes da posse, mas ganhou para sempre o título de Presidente da República. 

Mas precisamente neste pleito de 2026, Minas Gerais exibe ao país inusitada dispersão: sete candidatos ao governo do Estado— Gabriel Azevedo (MDB), Alexandre Kalil (PDT), Mateus Simões (PSD), Patrus Ananias (PT), Flávio Roscoe (PL), Cleitinho Azevedo (Republicanos) e Ben Mendes (Missão). 

No total são 11,  se acrescentarmos quatro outros de minúsculas legendas de esquerda limitadas a si mesmas. 

Donde se deduz que não há nova geração de líderes hábeis e competentes para agregar diferentes vontades. 

Claro que a dispersão não é, na atualidade condição exclusiva dos mineiros. Está praticamente em toda parte, sobretudo na extrema direita, que se apresenta dividida em pelo menos quatro candidaturas mais visíveis à Presidência da República, semelhantes em seu caráter neofacista mas incapazes de convergência. 

Ainda bem que do lado de cá mais uma vez prevalece a frente ampla em torno do presidente Lula.

Competente, corajosa, múltipla https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/combativa-sem-perder-leveza-jamais.html 

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