Dispersão à mineira
Luciano Siqueira
Sempre se reconheceu na história da
política institucional brasileira uma espécie de excelência mineira na formação
de consensos.
Dizia-se que nunca em Minas uma reunião
daria errado porque a decisão era tomada com antecedência...
Figuras como Tancredo Neves – que dizia
ser preciso ficar rouco de tanto ouvir - passaram a História como exímios
formadores de consensos a partir de grotões os mais distantes.
Tancredo começou em São João del Rei e
alcançou a glória unificando a oposição na superação do regime militar. Adoeceu
e morreu antes da posse, mas ganhou para sempre o título de Presidente da
República.
Mas precisamente neste pleito de 2026,
Minas Gerais exibe ao país inusitada dispersão: sete candidatos ao governo do
Estado— Gabriel Azevedo (MDB), Alexandre Kalil (PDT), Mateus Simões (PSD),
Patrus Ananias (PT), Flávio Roscoe (PL), Cleitinho Azevedo (Republicanos) e Ben
Mendes (Missão).
No total são 11, se
acrescentarmos quatro outros de minúsculas legendas de esquerda limitadas a si
mesmas.
Donde se deduz que não há nova geração
de líderes hábeis e competentes para agregar diferentes vontades.
Claro que a dispersão não é, na
atualidade condição exclusiva dos mineiros. Está praticamente em toda parte, sobretudo
na extrema direita, que se apresenta dividida em pelo menos quatro candidaturas
mais visíveis à Presidência da República, semelhantes em seu caráter neofacista
mas incapazes de convergência.
Ainda bem que do lado de cá mais uma
vez prevalece a frente ampla em torno do presidente Lula.
Competente, corajosa, múltipla https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/combativa-sem-perder-leveza-jamais.html

Nenhum comentário:
Postar um comentário