Luta
ideias na era dos influenciadores digitais
Luciano Siqueira
Leitura oportuna o artigo “A política na era dos influenciadores”,
de Matheus Pereira, no site A
Terra é Redonda, https://aterraeredonda.com.br/a-politica-na-era-dos-influenciadores-2/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=novas_publicacoes&utm_term=2026-09-29 acerca do ecossistema digital contemporâneo,
pondo em destaque a regulação e regulamentação das apostas on-line ( bets
).
O mercado das apostas online sintetiza uma rede articulada entre o
capital financeiro, o setor publicitário, clubes esportivos e influenciadores
digitais.
Assinala que esse ecossistema gera lucros socializados para as
empresas e agentes envolvidos, enquanto isola a responsabilidade do prejuízo no
indivíduo. Quando o apostador perde, o discurso dominante afirma que a culpa é
limitação pessoal ("você deveria ter se controlado"), ocultando a estrutura
exploratória por trás do jogo.
Nesse modelo de negócios,
o influenciador
digital cumpre um papel particular: exibe seu estilo de vida e explora uma falsa
relação de proximidade com os seus seguidores.
A atividade política passa a ser moldada e disputada no nível das emoções e da estética, antes mesmo da razão ou da informação factual.
Assim, quando
o Estado intervém (como a interdição das bets, menciono), os chamados criadores
de conteúdo consideram essa ação "agressão pessoal" ou interdição do
seu ofício.
Influenciadores
ocupam uma posição privilegiada que lhes permite direcionar o ressentimento das
pessoas, afetando a forma como elas interpretam os fatos políticos sem a
necessidade de ler leis ou documentos formais.
Daí a absoluta
necessidade – observo – de uma militância partidária, social ou cultural capa
de disputar a consciência da maioria em
ambiente em que predominam estímulos sensoriais acima do argumento.
Inteligência Artificial, a nova contadora de histórias na literatura https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/09/ia-literatura.html

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