13 março 2007

A resposta do senador Jarbas ao nosso comentário crítico

Nosso comentário de hoje (veja postagem abaixo) no espaço Destaque do dia, em que fazemos observações críticas à conduta conservadora do senador Jarbas Vasconcelos, foi transcrito no Blog de Jamildo (ex-Blog do JC).

O senador sentiu-se incomodado com a crítica e enviou nota em termos um tanto agressivos, mas que merece ser aqui divulgada na íntegra - para que você que nos lê possa, democraticamente, tirar suas próprias conclusões.

Do Blog de Jamildo:
Veja a resposta de Jarbas a Luciano

"Durante a campanha eleitoral de 2006, deixamos claras nossas propostas para o exercício do mandato de senador. Entre elas está Reforma Política, a fidelidade partidária, o financiamento público das campanhas, o fim das coligações proporcionais e a ampliação da cláusula de desempenho, além da adoção voto distrital misto. O mesmo se aplica na postura de oposição ao Governo Lula – como é de conhecimento da opinião pública de Pernambuco.

Portanto, o que temos feito é colocar em prática esses compromissos, apresentados com clareza aos mais de 2 milhões de eleitores pernambucanos que nos escolheram para representá-los no Senado da República.

Talvez o vice-prefeito não se lembre disso porque a única coisa que ele afirmava durante a campanha eleitoral era que seria "o senador de Lula". Eu fiz a opção de ser o senador dos pernambucanos.

O posicionamento do vice-prefeito é um resquício da sua formação autoritária. O que ele defende é que todo mundo apóie o atual mandatário do País. Que não existisse oposição. Ele defende o partido único, sem contestação.

Como afirmamos recentemente, é importante que aprendamos a respeitar as urnas, que se traduzem na escolha do eleitor sobre quem deve governar e quem deve fiscalizar o Governo. Não lutamos contra o regime militar para apoiar uma nova experiência autoritária, seja ela liderada por quem for.

Luciano Siqueira pode desejar a unanimidade.

Preferimos a pluralidade.

E não temos vocação política para o adesismo.

Foram esses princípios que me fizeram, por exemplo, defender o apoio à candidatura do companheiro de partido do vice-prefeito, deputado Aldo Rebelo, à presidência da Câmara.

Outro sintoma dessa postura autoritária do vice-prefeito é sua disposição para se envolver em questões internas de outros partidos. Seria mais louvável que o vice-prefeito estivesse indo às ruas para conquistar os votos necessários que seu partido precisa para cumprir a cláusula de desempenho.

O vice-prefeito tem todo direito de expressar sua opinião – foi para isso que combatemos o autoritarismo –, mas não de manipular fatos em seu benefício ou em benefício do mandatário de plantão".

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