14 setembro 2026

Postei nas redes

Porta-vozes do mercado financeiro na grande mídia neoliberal tentam menosprezar as plataformas de governo dos candidatos à Presidência da República para ocultar do eleitorado a essência do confronto entre o campo progressista e a extrema direita. 

Luís Nassif: Da República de Weimar à imprensa brasileira https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/09/midia-x-democracia.html

Dica de leitura

Jornalismo dúbio e ineficiente
Luciano Siqueira   

Luís Nassif, experimentado jornalista, com passagem pelos principais órgãos de comunicação do país, tem sido crítico atento e fundamentado da imprensa (pelas diversas mídias) que se pratica hoje no Brasil.

Em mais um artigo sobre o tema no Jornal GGN https://jornalggn.com.br/midia/luis-nassif-o-jornalismo-sela-e-a-desmoralizacao-do-jornalismo/ aborda o conceito de "jornalismo-sela": o vício em que o repórter abdica da apuração independente para "deixar-se cavalgar pela fonte". Ao investigar, o jornalista obtém uma versão pronta, não a pergunta e passa a reproduzi-la servilmente a serviço de interesses de terceiros.

Nassif aponta a Operação Lava Jato como o momento divisor de águas e o exemplo mais emblemático dessa prática. Grande parte da imprensa deixou de fiscalizar os meandros da operação para atuar como mero braço de divulgação e repassadora de vazamentos seletivos.

Em sua concepção, o jornalismo deve ser um “contrapoder”. Mas quando o repórter se restringe a repassar liberações ou vazamentos sem checar as informações com contraditórios, ele converte a imprensa em um mero instrumento de poder de agentes estatais ou corporativos.

Observa que vazamentos e relatos de fontes não são a "verdade final", mas sim o início do trabalho de apuração. A função do repórter investigativo é cruzar dados, ouvir versões antagônicas e encontrar os elos reais dos fatos — a fonte é matéria-prima, e não dona da pauta.

Assim, jornalistas e leitores devem separar o jornalismo investigativo autêntico do "subjornalismo" oportunista que desmoraliza a profissão.

Leia também: Da República de Weimar à imprensa brasileira https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/09/midia-x-democracia.html

Humor de resistência

 

Aroeira

Firme repúdio à manobra golpista https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/09/palavra-do-pcdob.html 


Minha opinião

Absurdo retrocesso
Luciano Siqueira  

Subproduto da onda conservadora que varre o mundo ocidental e se faz presente de modo agressivo e multifacetado no Brasil, a condenação ao voto feminino acontece com certa força nos ambientes digitais.

É o que revela reportagem da BBC News Brasil https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy74n45p7dyo - a emergência de uma rede de influenciadores digitais e figuras públicas brasileiras ligadas a setores ultraconservadores e de extrema-direita passaram a contestar abertamente a participação das mulheres na política e o próprio direito ao voto feminino.

Um absurdo, porém real.

Influenciadores defendem a tese de que a ampliação do eleitorado feminino seria nociva ao processo político porque as mulheres tomariam decisões eleitorais pautadas por "emocionalismo”, "fragilidade" ou suposta cooptação por pautas progressistas.

Daí o voto feminino seria prejudicial à estabilidade social e às famílias.

Na prática, influência direta de correntes ultraconservadoras e reacionárias dos Estados Unidos. Assimila o movimento red pill, grupos de estilo de vida tradwives (esposas tradicionais) e a alt-right americana, onde se defende a ideia do "voto familiar" (em que o homem, tido como chefe do lar, representaria a unidade doméstica nas urnas).

Parece fantasia, mas não é.

Acontece com a participação ativa de mulheres influencers conservadoras que adotam essa narrativa utilizando suas redes sociais para defender papéis tradicionais de submissão e criticar os avanços dos direitos políticos das mulheres.

Tal movimento contribui diretamente para a escalada da misoginia digital, a transformação de pautas antifeministas radicais em conteúdos voltados para o engajamento de algoritmos e monetização.

Segundo a BBC, o questionamento do voto feminino não representa um debate isolado sobre regras eleitorais, mas sim a expressão de um projeto cultural e ideológico amplo que visa deslegitimar a presença da mulher no espaço público e desacreditar o próprio sistema democrático.

[Ilustração imagem produzida por IA]

A necessidade de um salto de qualidade no combate à violência contra mulher https://lucianosiqueira.blogspot.com/2024/09/violencia-sexista_10.html 


Boa notícia

Inflação em queda

Luciano Siqueira     


Um bom sinal – que a grande mídia neoliberal noticia, mas apenas moderadamente, como faz com tudo o que pareça êxito do governo.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrado pelo IBGE apresentou deflação de -0,32% em agosto, configurando uma maior queda mensal de preços (e menores impostos para o mês) dos últimos quatro anos (desde agosto de 2022). Com isso, a inflação acumulada em 12 meses recuou para 4,22%.

Merecem atenção os fatores determinantes desse resultado.

O grupo habitação teve recuo de -1,87% (o menor resultado para agosto do Plano Real), impulsionado principalmente pelo desconto e bônus tarifários (como o repasse de Itaipu) na conta de luz.

O grupo alimentação e bebidas registrou queda de -0,34% , puxado pelo retorno expressivo de itens essenciais como batata-inglesa (-19,89%), cenoura (-11,22%), cebola (-11,07%) e tomate (-10,94%).

O setor de Transportes recuou -0,86%, influenciado pela queda nas passagens aéreas (-13,17%) e na maioria dos combustíveis, com baixas sem etanol (-3,95%), diesel (-0,80%) e gasolina (-0,59%).

Na verdade, a deflação veio mais acentuada do que o previsto pelo mercado financeiro (cuja projeção apontava cerca de -0,23% a -0,29%), reforçando a trajetória de desaceleração dos preços e a manutenção do acumulado de 12 meses dentro do limite do sistema de metas.

Cesta básica fica mais barata em 25 capitais https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/09/boa-noticia.html

Minha opinião

Militantes digitais
Luciano Siqueira  

Alguns anos atrás, a expressão mais comum o apelo às manifestações de apoio às nossas candidaturas se concentrava nas lideranças sindicais, estudantis, comunitárias e assim por diante era "as ruas". 

Hoje, a primeira referência é "nossos militantes digitais".

Sinal dos tempos, como se costuma dizer. 

Definitivamente, as manifestações de rua — que ainda persistem, felizmente — são superadas pela comunicação através da tela do celular. 

Na campanha que se aproxima do auge, a despeito de serem eleições gerais — Presidência da República, governos estaduais, Senado, Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas — predomina pela voz de milhares de candidatos e candidatas o discurso fracionado, a mensagem digital focada em detalhes, em prejuízo da tomada de consciência por parte da grande maioria dos eleitores de que são os rumos do país que estão fundamentalmente em questão. 

Não que o discurso em praça pública necessariamente seja abrangente na voz da maioria dos candidatos. Mas sempre foi uma oportunidade de se explicitar com mais clareza a dimensão da luta e as plataformas de governo, no que se refere às candidaturas majoritárias. O calor da luta experimentado coletivamente sempre emocionou e despertou consciências.

Mas, se o tempo presente coloca a primeiro plano a comunicação digital, o jeito é realizá-la do modo mais eficiente possível. Especialmente em relação ao conteúdo do discurso. 

Sim, é possível numa fala simples e direta combinar a justa reivindicação por mais empregos e melhores salários com a luta por um novo projeto nacional de desenvolvimento cuja dimensão ultrapassa os limites das eleições atuais. 

Por aí a elevação da consciência política e do discernimento de milhares e milhões de lideranças em todos os níveis, capacitadas a abordar as pessoas combinando os fatos e reclamos específicos e localizados com a luta pelo poder político central.

Que cada um de nós seja capaz de expressar conteúdos nessa linha de abordagem de modo a esclarecer e a convencer nossos seguidores. Mesmo sem recursos técnicos sofisticados e com mais comunicação direta e sincera.

A praça ainda é do povo? https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/09/minha-opiniao_02118984853.html 

Postei nas redes

Bom que candidatos ao Senado pela direita estejam se engalfiando. Melhoram as condições para a vitória de Humberto Costa e Marília Arraes. 

Na peleja em Pernambuco, o fator subjetivo https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/09/minha-opiniao_0348287597.html