Lula dá o tom da reta de chegada https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/09/editorial-do-vermelho_089066419.html
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Lula dá o tom da reta de chegada https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/09/editorial-do-vermelho_089066419.html
O presidente Lula arrastou uma multidão para as ruas do Rio de Janeiro (RJ) nesta sexta-feira (2). Em cima de um veículo, Lula (PT) esteve com os candidatos ao Senado Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD) em um percurso da Praça Pio X até a Candelária.
No seu discurso, assim como fez na entrevista ao podcast Flow, Lula falou da importância das pessoas com mais de 70 anos votarem no domingo (4) para garantir a democracia no país.
“A gente não pode permitir que a quadrilha do Banco Master volte a governar esse país. A gente não pode permitir que a quadrilha da Previdência Social volte a governar esse país. A gente não pode permitir que esse país eleja uma pessoa que, sendo senador da República, foi defender um policial que matou a menina de cinco anos de idade. Não podemos permitir que essa quadrilha da família Bolsonaro pense em voltar a governar esse país”, afirmou.
“O que está em jogo não é a vitória de um homem, é a vitória de uma ideia, é a vitória da democracia. Ou a gente consolida a democracia ou ela vai acabar, porque vocês sabem que a vitória deles [bolsonaristas] não permitirá boa coisa nesse país”, completou.
Em apelo para que a população eleja parlamentares do campo progressista, o presidente destacou a importância de impedir que a extrema direita eleja senadores para avançar com a pauta negacionista e contra as instituições. Nesse sentido, pediu apoio para Benedita e Pedro Paulo, assim como para Eduardo Paes (PSD), candidato ao governo do Rio de Janeiro.
“Não tem trégua, não tem descanso. Nós precisamos trabalhar em conjunto”, disse.
Sobre a ida ao Flow em detrimento do debate da Globo, que foi cancelado, brincou que a sua entrevista “teve mais audiência do que a novela” e arrematou: “uma demonstração de que se a gente tiver coragem, se a gente tiver determinação, a gente não é manipulado pelos meios de comunicação”.
Em tom mais sério contra Flávio, o presidente conclamou o público a ter coragem para vencer a disputa eleitoral, que opõe “a luta da seriedade de homens que têm biografia contra a luta daquele que faz orgia, daqueles que não medem qualquer comportamento de caráter”.
Momentos depois, destacou que a eleição determinará o futuro do Brasil e disse estar confiante de que vencerá Flávio, inclusive no Rio de Janeiro, que é o reduto bolsonarista.
Na sequência, Lula bradou palavras de ordem para o público: “Bets, nunca mais! Escala 6 por 1, nunca mais! Quadrilha da Previdência, nunca mais!”
Sobre a interferência dos Estados Unidos em assuntos do Brasil, o presidente salientou que a soberania é uma das suas prioridades, ao contrário do clã Bolsonaro, que tenta negociar o País com Donald Trump.
“Aqui nenhum gringo vai meter a mão nas coisas do Brasil. Já tem um bolsonarista lá [Eduardo] tentando vender o Brasil, que vá o resto da família, porque nós não vamos deixar ninguém explorar a nossa riqueza. Os nossos minerais críticos e as nossas terras raras são patrimônio do povo brasileiro. O nosso petróleo é patrimônio do povo brasileiro. A nossa indústria naval é uma conquista desse país, e nós vamos continuar investindo na educação, muita educação, para que as nossas meninas e os nossos meninos possam se formar, ter uma bela formação e ter emprego de qualidade. A gente não vai permitir que o atraso tome conta do país”.
Lula ainda lembrou que assinou, na quinta-feira (1º), uma lei que assegura o pagamento pelo INSS às mulheres vítimas de violência doméstica que precisarem se afastar do trabalho, quando houver determinação judicial.
Por fim, antes de encerrar a caminhada com milhares de pessoas, o presidente reforçou que serão as mulheres que darão a vitória a ele e pediu “dedicação revolucionária” aos presentes para que assuma pela quarta vez o mandato presidencial.
No mato sem cachorro https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/10/minha-opiniao_02027768607.html
“Já que nosso time não foi
classificado, desacreditemos a competição”. Esta parece ser a consigna do
complexo midiático neoliberal dominante em relação às eleições do próximo
domingo.
A disputa pela Presidência da República
sobretudo.
Em tudo e por tudo o pleito é visto com
mil e um defeitos. Da precariedade do debate de propostas programáticas à
frequência de fake news nas redes digitais.
Supostos "analistas"
convidados do mundo acadêmico e colunistas políticos de diversos órgãos e
estilos parecem não ter a consciência (ou disfarçam) de que, de fato, resmungam
diante do espelho.
Tudo como subproduto de uma dor de
cotovelo: o fracasso da tentativa de patrocínio de uma candidatura da chamada
"terceira via" (nem à esquerda, nem o bolsonarismo), ainda que o nome
incensado até o limite tenha sido o do governador de São Paulo, Tarcísio de
Freitas (Republicanos), também de extrema direita.
Tomara que tudo isso seja o que parece
ser: frustração antecipada pela provável reeleição de Lula.
No mato sem cachorro https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/10/minha-opiniao_02027768607.html
Em todo o sistema
Globo de comunicação, a partir da TV, verdadeiro festival de queixas em relação
a decisões judiciais que teriam inviabilizado o debate com os candidatos à
Presidência da República, ontem. Historicamente partidária e tendenciosa em
favor da direita, a Globo posa de vestal.
A pauta do Brasil e do povo na voz de Lula https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/09/editorial-do-vermelho_089066419.html?m=1
Flávio Bolsonaro contra os trabalhadores
Luciano Siqueira
Pouco se fala sobre o programa de
governo do candidato da extrema direita, Flávio Bolsonaro (PL). O advogado
trabalhista e sindical Ronaldo
Tamberlini Pagotto lança luz sobre o tema em bom artigo https://outraspalavras.net/trabalhoeprecariado/oque-flavio-bolsonaro-propoe-aos-trabalhadores/
publicado no site Outras Palavras.
O autor destrincha as diretrizes da
candidatura de Flávio Bolsonaro
, denunciando que suas propostas representam séria ameaça aos direitos dos
trabalhadores, à Previdência, ao funcionalismo público e às organizações
sindicais.
Há um claro
estímulo à "pejotização" e ao
trabalho por aplicativos, reduzindo o emprego formal, com registro via
CLT, a uma faixa minoritária.
Concomitantemente, ameaça as instituições de proteção trabalhista,
sugerindo o enfraquecimento (ou extinção) da Justiça do Trabalho e do Ministério
Público do Trabalho (MPT) negando ao trabalhador instâncias de mediação
e defesa contra abusos patrões e formas degradantes de trabalho.
Mais: sugere
transformar a aposentadoria pública em apenas uma renda básica complementar,
empurrando a população de maior renda para fundos de previdência privada.
Nessa mesma linha, propõe a eliminação da participação de
entidades de classe na gestão colegiada de órgãos como o INSS, atualizando-a
por uma gestão exclusivamente corporativa/patronal.
O programa de Flávio Bolsonaro,
portanto, tenta uma reestruturação da economia e da sociedade sob a lógica da
desregulamentação radical em todas as esferas.
Pagotto conclui que esse modelo
aprofunda a desigualdade, precariza as condições de subsistência da classe
trabalhadora e coloca o país em uma posição de subalternidade primária-exportadora.
Leia também: O jornalismo econômico troca o debate plural pelo consenso do mercado https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/08/midia-pro-mercado.html
Chega a ser patético o ar com que o
apresentador César Tralli, do Jornal Nacional, anunciou a suspensão do debate
com candidatos à Presidência da República.
Determinações judiciais oriundas do STF
e do TSE frustraram a TV Globo em seu intuito de promover um espetáculo mal-assombrado, pondo uma placa com o nome do presidente Lula sobre o púlpito que
ele deveria ocupar se comparecesse.
Um complemento das razões pelas quais,
acertadamente, Lula declinara do convite.
Tal como aconteceu no primeiro turno da
eleição presidencial há quatro anos, oponentes se sucederam nos ataques ao
presidente sem nenhum compromisso com a verdade, nem com o respeito ao
público.
As regras restritivas impostas pela TV
Globo também contribuíram para tornar o espetáculo mais espalhafatoso do que
esclarecedor.
Com a ausência de Lula, a TV Globo
ficou a ver navios e a democracia ganhou.
Leia também: Debate nacional na Globo: inconveniente e improdutivo https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/09/minha-opiniao_0243763020.html