26 maio 2022

Lula avança

Datafolha: Lula lidera com 48% e Bolsonaro tem 27%. Aguardem novas provocações antidem ocráticas do presidente que não se conforma com a perspectiva de derrota eleitoral.

O fato e a ideia https://bit.ly/3n47CDe     

Lula: ampliar e unir

Nem tudo que polariza se dissolve no ar
Luciano Siqueira

Na recente reunião dos pré-candidatos Lula e Alckmin com dirigentes dos partidos coligados, firmou-se a impressão de que a polarização revelada no conjunto das pesquisas até o momento tende a se confirmar em outubro.

Como expectativa atual, sim. Sem que se despreze a possibilidade de fatos novos que venham a alterar tendências no comportamento do eleitorado. Uma variável sempre na espreita, particularmente num país como o nosso mercado pela instabilidade em toda linha.

Certamente o confronto Lula versus Bolsonaro reflete o verdadeiro fosso que se amplia incessantemente na base da sociedade, entre uma minoria que concentra a produção, a especulação, a renda e a riqueza e uma imensa maioria que se vê excluída e desprovida de direitos elementares.


Conscientemente ou não, esses dois extremos desiguais confrontam entre si suas expectativas e Isso se traduz em escolhas eleitorais.


Correndo por fora, Ciro Gomes segue sua via crucis ostentando boas ideias sobre a economia e incompreensível ataque cerrado ao ex-presidente Lula, mais até do que à extrema direita alojada no poder, adversária comum de todos os democratas.

Também quase à margem da peleja seguem a cúpulas emedebistas e tucanas em busca de uma candidatura que pelo menos marque presença no pleito.

A coalizão liderada por Lula, que já reúne os federados PT, PCdoB e PV mais PSB, Psol, Rede e Solidariedade, agora se vê diante de uma dupla tarefa: avançar na definição comum de uma plataforma a dar conteúdo à campanha; e seguir atraindo mais apoios junto a legendas partidárias e segmentos da sociedade.

Nada simples.


No polo oposto, Bolsonaro e o Centrão manejam celeremente e sem qualquer escrúpulo a máquina estatal, na tentativa de segurar seus apoios e recuperar parcelas do eleitorado que se deslocaram para a oposição.


E na própria frente ampla em torno de Lula, a plataforma de reconstrução nacional implica desafios políticos e técnicos sob um mesmo guarda-chuva marcado pela pluralidade de concepções sobre a economia e os rumos do país.

Quero um exemplo? Confira no YouTube o seminário 'Desmonte do setor de energia — Petrobras e Eletrobrás — e os caminhos para sua reconstrução’, 
https://bit.ly/3wNxSWl promovido pela Fundação Grabois. 


Sim, a polarização que se confirma a cada pesquisa é tão consistente que não se dissolverá no ar – mas, como se diz cá na mauriceia, rapadura é doce mas não é mole...


​​​​​​​Vamos ao trabalho!

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Veja: Um mais três duas vezes no apoio a Lula https://bit.ly/3LcXQYD

Por que há bilionários na China?

Elias Jabbour fala sobre um dos temas mais pedidos por aqui: bilionários e a persistência de mecanismos capitalistas durante uma experiência socialista como a China.
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Paralisia

Ventos externos de uma economia mundial em crise tendem a complicar mais ainda o cenário econômico brasileiro, emperrando atividades produtivas e ampliando desemprego e inflação. Como reage o presidente da República? Faz de contas que nada tem a ver com isso.

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Cultura da violência

Nestes 5 meses de 2022, aconteceram 40 tiroteios em escolas nos Estados Unidos. Para cada 100 pessoas, há 120 armas em posse de cidadãos. É a cultura armamentista que Bolsonaro e seguidores tentam implantar no Brasil.

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25 maio 2022

Fotografia: cena urbana

 

Cleo Queiroz*


*Assistente social, gestora pública, fotógrafa amadora
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Futebol: a técnica e a prática

Técnicos no Brasil deliram com seus conhecimentos táticos

Em jogos dos melhores do mundo, não há alterações estranhas, que ninguém entende
Tostão, Folha de S. Paulo

 

Após vários anos, voltei ao Mineirão neste domingo (22), às 11h, para assistir, ao lado de meus filhos, netos, genro, nora e amigos, à vitória do Cruzeiro sobre o Sampaio Corrêa, pela Série B. Adorei, pela companhia de pessoas tão queridas e por ver de perto a belíssima festa da torcida, com quase 60 mil pessoas. Deu tempo ainda de retornar, de comer uma pizza e de ver o jogo entre Corinthians e São Paulo.

O Cruzeiro, bem dirigido pelo técnico uruguaio Paulo Pezzolano, joga um futebol simples, seguro, vibrante, como se cada partida fosse a última. A maioria das jogadas ofensivas é pelos lados, em velocidade, especialmente pela direita, com cruzamentos entre o goleiro e os zagueiros ou para trás, na entrada ou um pouco dentro da área, para os meio-campistas que chegam livres para finalizar, já que os zagueiros e os atacantes correm em direção ao gol.

No estádio, existe uma visão mais ampla do conjunto e do posicionamento dos jogadores, embora as imagens pela televisão sejam hoje bem abertas, para ver o jogo coletivo. Por outro lado, senti falta das informações, das opiniões e dos detalhes de imagens repetidas.

Notei o que já observo na Série A e na maioria das equipes brasileiras, uma preocupação excessiva de fazer um jogo intenso, rápido, o que é bom. Porém essa intensidade algumas vezes se confunde com pressa e com afobação, o que gera muitos erros de passe. Meio-campistas não são apenas para correr de uma intermediária à outra. São construtores, articuladores.

Além da intensidade, outra característica do futebol atual, em todo o mundo e muito mais ainda no Brasil, é o de analisar e de resumir as partidas de acordo com as intervenções dos treinadores, nas escalações e nas mudanças durante as partidas. Isso ficou bastante evidente durante e após o clássico entre Corinthians e São Paulo. Quase só se falou nos treinadores, como se fossem os donos do espetáculo, da história da partida.

Repito, em jogos de times do mesmo nível técnico, o primeiro tempo costuma ser diferente do segundo, independentemente da conduta dos jogadores, mesmo considerando que eles sejam importantes. Foi o que ocorreu durante a partida entre Corinthians e São Paulo. Cada um foi melhor em um tempo, embora o São Paulo tenha criado mais chances de gol.

Fora isso, as mudanças feitas por Rogério Ceni durante a partida, na maneira de jogar e na substituição dos dois melhores jogadores, Nestor e Reinaldo, não se justificam, por mais compreensíveis que sejam as razões apontadas pelo técnico, como a alteração tática ocorrida no Corinthians. Rogério quis ser mais estrategista que a estratégia.

Se Cássio não tivesse feito várias ótimas defesas, se Igor Gomes não tivesse perdido um gol na frente do goleiro, já no fim da partida, se o VAR não tivesse anulado o gol do Corinthians, por causa do nariz de Renato Augusto à frente, quando deu o passe para Jô, e por vários outros detalhes, as análises e o comportamento dos técnicos seriam diferentes.

Penso que os técnicos que atuam no país, brasileiros e estrangeiros, deliram com seus conhecimentos táticos. Assisti a todas as partidas dos três melhores times do mundo, Manchester CityLiverpool e Real Madrid, e não vi em nenhum jogo uma mudança surpreendente, estranha, que ninguém tivesse entendido. As alterações foram pontuais, esperadas.

Os grandes talentos, em todas as áreas, são os que tornam simples e claro o que é complexo e confuso.

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