Influenciadores trumpistas divulgam propaganda paga a favor de Flávio Bolsonaro e de bets. Com a palavra, o TSE.
Militantes digitais https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/09/minha-opiniao_0905367849.html
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Pesquisa aponta piora na avaliação da
economia e do custo de vida; democratas abrem 7,5 pontos de vantagem na
intenção de voto para o Congresso federal nas eleições de novembro
Lucas Toth/Vermelho
A aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caiu para 33%, o menor índice de seu atual governo, segundo pesquisa da Focaldata encomendada pelo Financial Times.
O resultado representa queda de três pontos percentuais em relação ao levantamento anterior. A pesquisa foi feita entre 28 de agosto e 1º de setembro com 1.914 eleitores registrados. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais.
O principal desgaste do líder da extrema direita mundial vem justamente na economia.
Quase dois terços dos entrevistados afirmaram que os Estados Unidos seguem na direção errada, enquanto 57% disseram estar em situação financeira pior sob o governo Trump. No mês anterior, esse percentual era de 53%.
A alta do custo de vida atinge um presidente que voltou à Casa Branca prometendo justamente reduzir preços. Em meio à guerra contra o Irã, no entanto, os combustíveis e os bens de consumo ficaram mais caros nos EUA.
Na sexta-feira (4), o diesel alcançou US$5,85 por galão, recorde histórico, segundo a associação automobilística AAA.
As tarifas impostas por Trump também enfrentam rejeição. A pesquisa mostra que 56% desaprovam a decisão de aplicar uma alíquota de 50% sobre cerca de US$20 bilhões em produtos canadenses.
A medida provocou retaliação do Canadá e alimentou a expectativa de novos aumentos de preços para consumidores dos dois países.
A queda na popularidade do presidente norte-americano alcançou a própria base republicana. A aprovação de Trump entre eleitores de seu partido recuou de 74% para 72%, o menor nível registrado pela pesquisa.
Na avaliação sobre emprego e economia, apenas 53% dos republicanos aprovam sua atuação — quase oito pontos a menos que no levantamento anterior.
Os números surgem a menos de dois meses das eleições legislativas de novembro. Os norte-americanos elegerão todos os 435 integrantes da Câmara dos Representantes e parte do Senado.
A votação será um teste para seu governo e para o controle republicano do Congresso.
Na pergunta sobre intenção de voto sem nomes de candidatos, os democratas aparecem 7,5 pontos à frente dos republicanos. No levantamento anterior, a diferença era de cinco pontos.
A presença de Trump na campanha também pode se tornar um problema para seu partido. Quarenta e seis por cento dos eleitores disseram que o presidente dificulta a vitória de candidatos republicanos.
Entre os independentes, 47% afirmaram que um apoio de Trump os tornaria menos propensos a votar no candidato endossado por ele.
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A
campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição entrou numa fase
de maior conteúdo voltado para o povo, depois de um período em que a crise no
Supremo Tribunal Federal (STF) interditou o debate de temas que afetam
diretamente o povo e o país. A campanha trouxe ao debate público o que é
essencial: renda, trabalho, saúde, educação, direitos sociais, redução do
endividamento, o direito do povo à paz e à segurança, fim do feminicídio, entre
outras bandeiras.
É nesse
terreno concreto, no eixo da vida real, que a campanha de Lula ganhou impulso,
abordando temas como o reajuste do Bolsa Família, o anúncio, em breve, de
medidas contra as bets, as chamadas canetas emagrecedoras no Sistema
Único de Saúde (SUS) e o problema do endividamento. São questões que falam
diretamente ao cotidiano popular e recolocam a eleição diante daquilo que
realmente importa para a vida das pessoas.
O
reajuste do Bolsa Família já é fato. A partir de outubro, o benefício mínimo
passará de R$ 600 para R$ 691, uma recomposição de 15,04%, enquanto o benefício
médio estimado subirá de R$ 675 para R$ 777. O benefício por pessoa aumentará
de R$ 142 para R$ 164, o Benefício Primeira Infância passará de R$ 150 para R$
173 por criança e o Benefício Variável Familiar subirá de R$ 50 para R$ 58.
O Bolsa
Família está presente nos 5.570 municípios brasileiros e alcança 19,29 milhões
de famílias, com benefício médio de R$ 678,18 e repasses de aproximadamente R$
13 bilhões no mês. Isso significa que a transferência de renda entra
simultaneamente em milhares de cidades, bairros, pequenos estabelecimentos,
supermercados, farmácias, feiras, padarias, transportes e serviços, circulando
rapidamente em economias municipais nas quais uma parcela significativa do
consumo depende da renda das famílias mais pobres.
Estudo do
Banco Mundial divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento Social mostrou que a
expansão do programa produz efeitos positivos sobre o consumo, o emprego, a
bancarização e a arrecadação tributária. A estimativa é de que R$ 5,8 bilhões
serão injetados na economia em 2026 e cerca de R$ 22 bilhões a R$ 22,7 bilhões
por ano em 2027 e 2028.
As
medidas contra as bets completam esse movimento pelo outro
lado. Se o Bolsa Família coloca dinheiro no bolso, a luta contra a disseminação
das apostas pretende impedir que esse dinheiro seja drenado por uma perversa
engrenagem associada ao endividamento e à vulnerabilidade financeira. Lula foi
direto e inequívoco: “Se depender de mim, a gente fecha as bets.”
Em outra passagem, questionou: “Se as bets causam o mal que a
gente acha que causam, por que a gente não acaba com as bets?” “O
lucro não pode estar acima da vida das pessoas”, resumiu a deputada Jandira
Feghali (PCdoB-RJ).
Nádia
Campeão, presidente em exercício do PCdoB, aplaude a decisão do presidente Lula
de alertar o povo e mobilizar a sociedade brasileira contra as bets,
asseverando que elas estão afetando gravemente as famílias brasileiras, em
especial as mais carentes. “As apostas retiraram quase R$ 140 bilhões da
economia do país e levaram o SUS a gastar mais de R$ 30 bilhões para cuidar de
doenças como depressão e ansiedade”, afirmou.
O governo
também estuda novas medidas para ajudar as famílias a sair do endividamento. A iniciativa
dá continuidade ao Novo Desenrola Brasil, criado por Lula em maio. Essa nova
fase, em elaboração, objetiva em vez de renegociar, quitar dívidas antigas,
possivelmente, via Tesouro Nacional. Embora, ainda, sem data definida sinaliza
o compromisso do presidente Lula de oferecer máxima ajuda para as famílias
saírem do tormento das dívidas.
Sobre a
disponibilização gratuita no SUS das chamadas canetas utilizadas no tratamento
da obesidade, o governo prepara protocolo para utilização responsável dos medicamentos
e trabalha também com a expansão da produção nacional, concorrência e redução
dos preços, facilitando o acesso à saúde e potencializando a capacidade
tecnológica do país.
Flávio
Bolsonaro representa a negação dessa agenda. Ele, por exemplo, realiza uma
verdadeira cruzada contra a redução da jornada de trabalho e o fim da escala
6×1. Opõe-se, ferrenhamente, a que o/a trabalhador/a tenha mais um dia de
descanso. O partido dele, o PL, entrou na Justiça para derrubar o reajuste do
Bolsa Família. Seu programa de governo não garante o aumento real do
salário-mínimo, tampouco das aposentadorias. Deve ser desmascarado: se eleito,
será o governo dos banqueiros e dos ricaços, contra o povo e os trabalhadores,
isto é a essência de sua agenda neoliberal.
Integra a
pauta do povo a defesa da soberania nacional, que hoje significa impedir que o
Brasil e suas riquezas caiam nas garras de Donald Trump, pois Flávio Bolsonaro
é um sabujo do presidente dos Estados Unidos, um traidor da pátria. Igualmente,
o regime democrático é bandeira do povo. É na democracia que os trabalhadores e
as forças populares usufruem das condições para se organizarem, reivindicar
direitos, defender políticas públicas e decidir os rumos do país. Se eleito,
Flávio Bolsonaro, tal e qual seu pai, que se encontra preso por tentativa de
golpe, já explicitou que irá atacar as liberdades para impor um regime
autoritário-ditatorial.
Nesta reta final do primeiro turno, a frente
democrática e popular, em especial, as forças progressistas, devem ocupar com
intensidade crescente, dia a dia, até quatro de outubro, as ruas e as redes,
disseminando os compromissos de Lula, a pauta do Brasil e do povo para o futuro
e desmascarando, num combate sem tréguas, Flávio Bolsonaro. A campanha deve,
ainda, ter especial direcionamento ao eleitorado que oscila entre as duas
principais candidaturas. A mobilização nacional marcada para o próximo domingo,
dia 27, tem a importância de criar nas ruas e praças e nas redes um clima de
vibração e entusiasmo que sinalize a possibilidade concreta de vitória. E que
vá convocando, desde já, a necessidade de comparecimento maciço às urnas.
Brasil na resistência à onda neofascista https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/09/minha-opiniao_0863894061.html
Na ONU, enquanto o presidente Lula fazia um discurso equilibrado propondo o melhor desempenho da organização e busca da paz, Donald Trump, com a arrogância e a prepotência que lhes são peculiares, simplesmente ameaçava destruir o Irã .Sylvio Belém
Desempatar é urgente! https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/09/minha-opiniao_02008909635.html
Estava demorando. Depois de aprender a fazer em microssegundos operações que levariam uma eternidade para um humano, os robôs estão se aventurando agora naquelas que são naturais para nós, mas, por enquanto, inalcançáveis para eles. Exemplo: "Hei, Robby, me traz um café!".
Para tanto, o robô precisará saber identificar as portas e gavetas certas do armário, abri-las e reunir os apetrechos: coador, filtro, pó de café, colher, xícara e açúcar ou adoçante. Feito isso, terá de aprender a abrir o saco de pó sem rasgá-lo, pôr a água para ferver, despejá-la sem molhar seus eletrodos, encher a xícara, mexer com a colherinha e, no caso de adoçante em cubinhos, desfazer o invólucro —façanha de respeito mesmo para humanos. Até agora, os robôs estão fracassando. Como são mais cérebro do que corpo, e ainda por cima eletrônico, não têm muito jeito com as mãos.
Ao contrário deles, qualquer criança já nasce sabendo segurar um objeto com o polegar. Logo conseguirá executar os 27 movimentos de que, segundo a ciência, a mão é capaz e, em pouco tempo, servirá um competente café. Posso garantir isso porque, há pouco, até eu, analfabeto na cozinha, fui capaz dessa proeza —digo, servir um café. Donde os robôs estão tentando chegar aonde as crianças e eu já chegamos.
Enquanto não chegam lá, os robôs, cientes de suas limitações, resolveram agir. Uma empresa de IA nos EUA acaba de criar um serviço, Rent a Human —Alugue um Humano—, para desempenhar missões ainda supercomplexas para eles, como fazer truques com cartas de baralho, pinçar um pelo encravado ou descascar uma banana. Já há até sites com anúncios classificados em que humanos oferecem seus serviços profissionais para robôs, cada qual descrevendo sua especialidade.
Ao saber disso, comecei a preparar um currículo para o caso de ter de me colocar na praça. Passei a vida me esforçando para escrever com clareza, objetividade e verdade. Mas, se preciso for, sou capaz também de simular uma tese de pós-doc, um poema-piada ou um texto da IA.