07 agosto 2026

Boa notícia

Brasil acumula superávit de US$ 49 bi e minimiza impacto de tarifas dos EUA
Resultado impulsionado pelo comércio com a China reforça resiliência do comércio exterior e compensa retração das vendas para os Estados Unidos
Davi Dmolir/Vermelho  
 

O Brasil registrou um superávit comercial de US$ 49,04 bilhões entre janeiro e julho deste ano, o que representa um crescimento de 31,9% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados consolidados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O resultado reforça a resiliência da balança comercial brasileira diante das medidas protecionistas adotadas pelos Estados Unidos e consolida a China como o principal destino das exportações nacionais.

De acordo com os números oficiais, as exportações brasileiras somaram US$ 218,55 bilhões no período, com alta de 10,5%, enquanto as importações alcançaram US$ 169,51 bilhões, avanço de 5,5%. A corrente de comércio totalizou US$ 388,06 bilhões, crescendo 8,2%. Apenas no mês de julho, o saldo positivo foi de US$ 7,07 bilhões, fruto de exportações da ordem de US$ 34,12 bilhões e importações de US$ 27,05 bilhões.

A China manteve a liderança isolada entre os parceiros comerciais do país. As vendas brasileiras ao mercado chinês atingiram US$ 69,03 bilhões nos sete primeiros meses do ano, uma expansão de 19,7%, garantindo uma participação de 31,58% no total exportado pelo Brasil. O superávit bilateral com os chineses somou US$ 24,06 bilhões. Em julho, os embarques para o país asiático alcançaram US$ 10,67 bilhões, alta de 8,6%, gerando um saldo favorável de US$ 4,26 bilhões.

Entre os principais produtos exportados para a China destacam-se a soja, o petróleo bruto e o minério de ferro, confirmando a relevância estratégica dessa parceria comercial.Por outro lado, os dados mostram que as exportações para os Estados Unidos recuaram cerca de 12% no acumulado até julho, totalizando aproximadamente US$ 20,95 bilhões, o que gerou um déficit bilateral de US$ 2,27 bilhões. A participação norte-americana na pauta de exportações brasileiras caiu para o patamar de 9,5% a 10%.

Apesar da retração no comércio com os norte-americanos, os dados do MDIC revelam que o impacto do chamado “tarifaço” sobre o resultado geral da balança comercial brasileira tem sido limitado. A estratégia de diversificação de mercados, somada ao fortalecimento das vendas para a Ásia, compensou as perdas no mercado dos EUA.

As medidas tarifárias da administração norte-americana, com sobretaxas de 25% e 12,5% em determinados itens (chegando a 37,5% em casos específicos), atingiram uma parcela restrita de produtos. Itens de grande peso econômico, como petróleo, café, carne bovina, suco de laranja e minérios, permaneceram isentos ou resguardados por listas de exceções. O diretor de Estatísticas do MDIC, Herlon Brandão, observou que a queda das exportações para os EUA em julho não pode ser atribuída diretamente ao novo pacote tarifário, já que a medida passou a vigorar plenamente no fim do mês.No recorte por setores, a indústria extrativa liderou a expansão das vendas externas no ano (+21,3%), puxada por petróleo e minérios. A agropecuária cresceu 9,2%, e a indústria de transformação avançou 6,3%. Diante dos dados sólidos, o MDIC já havia projetado que o superávit anual pode alcançar a marca de US$ 90 bilhões.

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Entreguismo e bolsonarismo são sinônimos 
https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/08/enio-lins-opina_01988265509.html 

Fotografia

 

Dusan Milosic

Competente, corajosa, múltipla https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/combativa-sem-perder-leveza-jamais.html 

Postei nas redes

Li agora no Globo: “Vazamentos sobre queda de estoques de munição irritam Trump e criam tensão com secretário de Defesa. Presidente afirma que divulgação das informações enfraquece posição dos EUA nas negociações com Teerã, enquanto Pete Hegseth enfrenta desgaste crescente dentro do governo e entre republicanos.” Angú de caroço no covil da superpotência decadente. 


Trump com poucas cartas na mão https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/08/fragilidades-de-trump-contra-ira.html 

Minha opinião

Trump e a diplomacia anárquica

Luciano Siqueira   

 

O absoluto desprezo do governo Donald Trump pelas normas tradicionais da diplomacia internacional traduz redefinição profunda da política externa norte-americana. Sob a doutrina do "América Primeiro" (America First), há uma explícita rejeição do padrão de convivência entre os países estabelecido no pós-Segunda Guerra Mundial.

Despreza consensos multilaterais e trata instituições globais — como a ONU e a Organização Mundial do Comércio — como amarras restritivas à soberania dos Estados Unidos. Para Trump, compromissos históricos com a OTAN ou acordos ambientais são vistos como fardos econômicos desvantajosos.

Demais, numa espécie de incomum pirueta diária à testa do governo norte-americano, comporta-se de modo imprevisível e contraditório, usa as redes sociais sem qualquer limite e pratica uma espécie de diplomacia unipessoal.

Caso das tarifas sobre produtos importados pelos Estados Unidos, adotadas mediante critérios controvertidos e incoerentes, no intuito coagir tanto aliados quanto rivais a negociar em desigualdade.

No âmbito político interno, sustenta discurso anti-establishment e tenta canalizar o ressentimento eleitoral ao conceituar o "globalismo" como responsável pela desindustrialização e pelo declínio econômico da superpotência norte-americana.

Um presidente tresloucado mas imperialista na essência, apropriado à conjuntura de decadência do Estados Unidos num quadro geopolítico de transição a uma nova ordem multipolar.

[Ilustração: Gargalo]

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Lreia também: “Trump com poucas cartas na mão” https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/08/fragilidades-de-trump-contra-ira.html

Arte é vida

 

Ademir Martins 



Enio Lins opina

Entreguismo e bolsonarismo são sinônimos: traição nacional
Enio Lins   

É O BOSONARISMO A EXPRESSÃO mais exata de traição à pátria. Pode-se dizer que, no Brasil, nunca houve – talvez não venha a existir jamais – tamanha infidelidade nacional como a de Jair Falso Messias, sua família e facção. “Trump, i love you” é, acintosamente, a maior expressão lesa-pátria jamais vista nesse país, ao longo de 526 anos, desde 22 de abril de 1500. E olhe que tivermos entreguistas notáveis, autores de sabujices como “O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil”, frase defecada por Juracy Magalhães, em 1965, como embaixador brasileiro em Washington.

EM 1964 E ARREDORES,
mesmo com o financiamento do governo dos Estados Unidos, os golpistas de primeiro de abril procuravam expressar uma tênue autonomia. Apesar de Juracy, a direita extremada daqueles dias evitava demonstrações cabais de que seria mera fantoche de Washington. Minimizavam a desenvoltura intervencionista do embaixador estadunidense no Brasil – Lincoln Gordon – querendo passar as evidências do comando ianque como mero detalhe. Ao longo de 21 anos de trevas, os generais do golpe nunca cogitaram bater continência (sem justificativa protocolar) à bandeira norte-americana. E, em vários momentos, tomaram posições consideradas “ruins” por Washinton, como a parceria com a Alemanha (e não com os Estados Unidos) para implantação do programa nuclear brasileiro, e reconhecendo a República Popular da China (sob a liderança de Mao Tse Tung) como a única representante dos povos chineses na ONU, através da Resolução 2758, aprovada com o voto brasileiro em 25 de outubro de 1971, enquanto os Estados Unidos votaram contra, e só reconheceriam a China nas Nações Unidas em 1979.

DESDE SEMPRE
, o bolsonarismo transbordou-se em declarações esfuziantes de auto-humilhação, servilismo e entreguismo. Com a derrota eleitoral de 2022, essa alma de capacho se converteu numa súplica desesperada pela intervenção explícita do governo americano contra o Brasil, com o objetivo de devolver o poder à quadrilha do Jair, a despeito da opinião das urnas. Durante o governo Biden esse conluio não prosperou, mas com o autocrata Trump na Casa Branca, a facção criminosa Jair & Filhos pegou ar. Empolgou-se e rasgou a tanguinha de filó, verde-amarelada, tipo fio-dental, que fazia de conta esconder suas partes pudendas. Dudu Bananinha, detentor de 741.701 votos paulistas para a Câmara Federal, abandonou o mandato e homiziou-se no mais alto luxo em território americano para se dedicar diuturnamente a sabotar o Brasil. Como resultado dessa política de traição nacional, materializada nas taxas absurdas de Trump, se estima (segundo a Jovem Pan News, em 16/07/2026) um prejuízo entre US$ 7 bilhões e US$ 11 bilhões anuais para as exportações brasileiras.

PARA BOLSONARO & CIA
a frase “Brasil acima de tudo” é uma ironia covarde, uma mentira tão deslavada quanto as bravatas “contra o crime organizado” – quando, pelas práticas recorrentes, são – Jair, filhos e principais aderentes – ligados às milícias (vide Flávio, irmãos e pai), ao PCC (vide caso do comandante bolsonarista da PMSP), ao Comando Vermelho (vide caso do deputado bolsonarista carioca TH Joias). Para Jair & filhos & cúmplices, o Brasil é, acima de tudo, sua vítima preferencial, algo a ser explorado, roubado, violentado, entregue ao apetite de quem lhes proporciona mais vantagens pessoais. Essa ignomínia pôde ser visualizada no dia 7 de setembro de 2025, quando milhares de bolsonaristas estenderam uma bandeira gigante dos Estados Unidos na Avenida Paulista, em São Paulo, durante ato político da facção. Era um agradecimento a Donald Trump pelos prejuízos causados ao Brasil. “Estados Unidos acima de tudo, Trump em cima de todos” é a legenda dos Bosonaros & parceiros. De uma vez por todas: Vade retro, satanases!

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Com Lula rumo a um Brasil soberano e desenvolvido https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/08/palavra-do-pcdob.html 

Sylvio: Argentina rebaixada

Absolutamente correta a atitude do governo brasileiro rebaixando a relação diplomática com a Argentina após as agressões do folclórico e despreparado, para não  dizer psicopata, Xavier Milei. Ele não  merece um diplomata, mas apenas um encarregado de negócios. Se voltar a se comportar como o cargo que, equivocadamente lhe foi concedido exige, a situação poderá  ser revista.

Sylvio Belém  

Pequenas grandes contribuições https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/08/pequenas-grandes-contribuicoes.html