28 maio 2026

Palavra de poeta

O constante diálogo
Carlos Drummond de Andrade    

Há tantos diálogos

Diálogo com o ser amado
                   o semelhante
                   o diferente
                   o indiferente
                   o oposto
                   o adversário
                   o surdo-mudo
                   o possesso
                   o irracional
                   o vegetal
                   o mineral
                   o inominado

Diálogo consigo mesmo
            com a noite
            os astros
            os mortos
            as idéias
            o sonho
            o passado
            o mais que futuro

Escolhe teu diálogo
                           e
tua melhor palavra
                           ou
teu melhor silêncio
Mesmo no silêncio e com o silêncio
dialogamos.

[Ilustração: Oswaldo Guayasamín]

Leia também: “Livros como a roupa do corpo” https://lucianosiqueira.blogspot.com/2025/09/minha-opiniao_35.html 

Streaming brasileiro

Lula lança Tela Brasil, streaming público e gratuito do cinema brasileiro
A plataforma vai reunir centenas de títulos brasileiros e ampliando de forma inédita o acesso da população às produções nacionais
Iram Alfaia/Vermelho 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai lançar no próximo sábado (30), no Rio de Janeiro, o Tela Brasil, streaming público e gratuito do cinema brasileiro, uma importante entrega da política cultural para o audiovisual. A plataforma vai reunir centenas de títulos brasileiros e ampliando de forma inédita o acesso da população às produções nacionais.

“Vamos disponibilizar 500 filmes brasileiros para que o povo possa assistir de graça na rede de TV brasileira. É a nossa Netflix, nossa Netflix brasileira”, disse o presidente durante inauguração do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS) da Fiocruz, no Rio de Janeiro.

O Ministério da Cultura diz que a iniciativa de difusão do audiovisual representa um avanço estratégico para a valorização da cultura brasileira, o fortalecimento do setor e a democratização do acesso às obras produzidas no país.

A Tela Brasil foi desenvolvida com tecnologia brasileira, pelo Ministério da Cultura com o apoio da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), e consolida-se como política pública estruturante de acesso, promoção, formação e memória do audiovisual brasileiro.

A iniciativa vai disponibilizar obras audiovisuais brasileiras em uma plataforma pública e gratuita de vídeo sob demanda, com acesso integrado ao Gov.br, ampliando o alcance da produção nacional e democratizando o acesso da população à cultura brasileira.

Durante a cerimônia, o presidente assinará o decreto que institui a Política Nacional de Economia Criativa – Brasil Criativo.

A iniciativa da pasta da Cultura consolida a economia criativa como estratégia para a geração de trabalho e renda, de forma a reconhecer a dimensão simbólico-cultural dos bens e serviços brasileiros e contribuir para o desenvolvimento econômico, social, ambiental, cultural, político e humano do país.

Com informações do Planalto

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Carmen Miranda assombrou a Broadway https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/04/uma-cronica-de-ruy-castro_22.html

Fotografia

Dusan Milosic 

"História estranha", Luis Fernando Veríssimo https://lucianosiqueira.blogspot.com/2025/09/uma-cronica-de-luis-fernando-verissimo.html 

Abraham Sicsu opina

Soberania nacional e entreguismo: os descaminhos de um candidato
Abraham B. Sicsu     

Quarta feira, dia 27 de maio, estou lendo material na UOL de Mariana Sanches. As trapalhadas da visita de um candidato ao Presidente dos Estados Unidos. Antes de comentar a material, algumas considerações fazem-se necessárias.

Entendemos como Soberania Nacional o legítimo direito de uma nação tomar decisões independentes e governar dentro de suas próprias fronteiras, sem submissão a interferências externas, levando em consideração os interesses de sua população.

Ao contrário, Entreguismo é uma postura que prioriza interesses externos em detrimento da busca de um desenvolvimento nacional autônomo. Um modo de ver o mundo que leva a uma prática política que defende a entrega de matérias primas, empresas estratégicas e poder de decisão em assuntos internos aos interesses externos, os quais consideram superiores e mais qualificados para orientar o desenvolvimento da nação.

Por exemplo, no período de 2019 a 2022, governo Jair Bolsonaro,  a lógica para governar do país tinha como direcionamento a venda de ativos estatais, as privatizações, políticas de aproximação aos interesses estrangeiros, principalmente americanos, que apontavam para que os interesses externos eram superiores no encaminhar das questões nacionais. O resultado, é claro, o desmantelamento de setores estratégicos como o do petróleo, vendas de refinarias e da distribuição, que tantos problemas nos causam hoje.

Para os “entreguistas”, desenvolvimento deveria ser buscado com a redução das disparidades em relação aos países centrais, busca de ter o mesmo padrão de organização sócio-política, poderio econômico, poderio militar e bem estar social, o que só poderia ser alcançado com a submissão aos países líderes, basicamente aos Estados Unidos da América.

 O fascínio com o padrão de sucesso pessoal, com os hábitos de consumo, com o conforto e comodidade das classes abastadas daqueles países, mais que justificaria, na opinião deles, uma sociedade desigual em que a maioria da população está alijada dos frutos do desenvolvimento. Isso, novamente para eles, é problema dos que não conseguiram, por “ineficiências próprias”, melhor se posicionar.

Essa visão justifica que um Deputado Fujão como Eduardo defenda publicamente uma medida evidentemente contrária à população brasileira  como o “tarifaço” que foi aplicado no início do governo Trump sobre as exportações brasileiras. Com uma ironia desavergonhada justificou que essas medidas, 50% de taxas adicionais sobre nossos produtos, não tinham motivação econômica, mas política, por contrariarmos os interesses da nação líder.

Aproveitou para atacar o STF, que em um julgamento transparente condenou seu pai, e chamar a medida de “Tarifa Moraes”. Alusão ao ministro do Supremo. Como bom chantagista bufão se arvorou, chamou para si o “mérito” de ser o causador da medida que tanto nos prejudicava, e dizer que só seria revogada quando seu pai fosse solto.

Ledo engano, menosprezou a capacidade de negociação do Governo Brasileiro, nossa diplomacia, sem abrir mão de nossa Soberania. Foi revogada em grande parte.

Voltemos à matéria de Mariana Sanches. A família Bolsonaro, que com a mesma subserviência anterior procura retornar ao poder, marca um encontro de seu candidato com o presidente americano. Uma foto sai em toda a imprensa. Apenas uma foto em que o dito candidato aparece de pé e o de lá comodamente sentado, como se o brasileiro fosse um guarda costas do americano, reflete uma relação de subserviência.

A partir do encontro, uma declaração é dada.

A declaração de Flávio mostra o quão submissos são. O que pediu foi transformar as facções criminosas, que têm sido e são combatidas com rigor no país, além de propostas no Congresso que prometem enrijecer mais, para organizações terroristas. Sabe ele que isso levaria à possibilidade de intervenção militar no Brasil e seria uma ameaça profunda á nossa Soberania. Novamente um movimento de entreguismo.

O que ele não revelou é que a conversa não se reduziu a isso. Trump fez constantes elogios ao Presidente Lula. Diz a jornalista:

“Eu apurei que houve muito mais além dessa questão de PCC e CV. Entre os assuntos, inclusive, surgiu uma conversa sobre o presidente Lula. Donald Trump perguntou o que Lula tinha falado sobre a reunião que teve no começo do mês, no começo de maio, aqui na Casa Branca, uma reunião de três horas entre os dois presidentes do Brasil e dos Estados Unidos. E aí, neste momento, então, os brasileiros disseram que o Lula disse que a reunião tinha sido boa, e Trump disse que era verdade, que tinha sido uma reunião boa, embora eles não tivessem acertado nenhum acordo, assinado nada.”

E mais: “O Trump teria dito que o Lula aparentava ser muito velho, mas que, quando ele falava e agia, ele passava uma impressão diferente, de uma pessoa muito dinâmica e de uma pessoa muito esperta. Portanto, Donald Trump fez elogios ao Lula diante de Flávio Bolsonaro, foi isso que aconteceu. “

Mesmo os presentes protocolares que, sabemos muito bem, camisas da seleção brasileira, tentando novamente se apoderar de símbolos nacionais, não puderam entrar na reunião por questões de segurança e ser entregues na hora, frustrando as pretensões mal intencionadas do senhor Flávio.

Nada disso poderá desviar as atenções das inexplicáveis relações entre o Mestre da Rachadinha e o senhor Vorcaro, nada disso apagará o fato escancarado que muito ainda terá de ser explicado à sociedade.

Um teatro que revela apenas farsas.

[Ilustração: imagem produzida por IA no site Poder 360]

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Extrema direita patina na lama https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/05/minha-opiniao_01219044875.html 

Humor de resistência

 

Laerte

Diz-me com quem andas e eu te direi quem és https://lucianosiqueira.blogspot.com/ 

Minha opinião

Supressão da escala 6x1: extraordinária vitória parcial*
Luciano Siqueira 
instagram.com/lucianosiqueira65 
     

Finalmente, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou a proposta de emenda à Constituição (PEC) que suprime a escala 6×1 (seis dias de trabalho com apenas um de descanso) e reduz a jornada das atuais 44 para 40 horas semanais.

A matéria agora será apreciada e votada no Senado.

Larga vitória do povo, apesar da correlação de forças adversa. Mais uma vez, como em outros instantes marcantes de nossa História recente, prevaleceu a pressão popular.

Faz-me lembrar a eleição de Tancredo Neves para a presidência da República no Colégio Eleitoral, em janeiro de 1985, vencendo por 480 votos contra 180 dados a Paulo Maluf e 26 abstenções.

O tal Colégio Eleitoral fora constituído pela totalidade dos senadores e deputados, acrescida por dez parlamentares estaduais escolhidos pelas Assembleias Legislativas, de modo a assegurar uma sólida maioria sintonizada com o regime militar.

A Assembleia Legislativa de Pernambuco, onde eu ocupava uma cadeira pela legenda do PMDB mas assumidamente pelo PCdoB, os dez deputados foram escolhidos unanimemente pró-Maluf, a exemplo dos parlamentos estaduais em todo o país.

Ocorre que, mesmo diante de um pleito indireto, escoimado do voto popular, aconteceram em curto espaço de tempo manifestações públicas em favor de Tancredo e contra Maluf  tão vigorosas que até superaram a campanha das diretas-já, ocorrida pouco antes, em 1983-1984.

A correlação de forças se inverteu, Tancredo venceu no mesmo parlamento que havia se negado a votar a emenda Dante de Oliveira — que restabeleceria as eleições diretas — negando-lhe o quórum.

Agora acontece algo semelhante, embora as manifestações de rua nem de longe se assemelhem à dimensão das de então. Hoje, a pressão se faz multifacetada, nas ruas, nos salões e nas redes.

Apesar da desigualdade de forças no manejo dos instrumentos digitais, praticamente tudo o que o movimento popular e democrático realiza em praça pública de imediato se amplifica à enésima potência nas redes sociais e estimula a discussão nos ambientes de trabalho, nas escolas e que tais..

O internauta comum se manifesta mediante clics e postagens e contribui, no conjunto, para que a pressão ecoe no parlamento.

A maioria conservadora e de direita não se mantém incólume, tanto que a matéria avançou — obtendo as assinaturas necessárias para a sua tramitação formal — seja pela sua justeza e pelo amplo sentimento popular favorável, como pela proximidade das próximas eleições, em que parlamentares inicialmente contrários temem as inevitáveis cobranças em suas bases.

Agora se deu uma conjugação de forças entre a ação do governo Lula e das bancadas situadas à esquerda e, paulatinamente a crescente adesão de parlamentares do centro conservador.

No polo oposto, a extrema direita esperneou o quanto pôde, manobrando de todas as formas possíveis. Sem êxito.

Agora, a tramitação no Senado também encontra resistências – a partir mesmo do presidente ultraconservador e oportunista David Alcolombre, useiro e vezeiro dos poderes autocráticos da presidência da Casa em favor das elites dominantes e contrário aos interesses do povo.

A pressão popular deve prosseguir – no parlamento, nas ruas, nos salões (ampliando o debate “presencial” junto a variados setores da sociedade) e nas redes. 

*Texto da minha coluna semanal no portal ‘Vermelho’

[Na foto, parte da aguerrida e competente bancada do PCdoB na Câmara]

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A escala 6×1 e o espírito do capitalismo https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/05/alienacao-jornadas-extensas.html 

Editorial do 'Vermelho'

Na acirrada disputa presidencial, Lula passa à frente
Flávio Bolsonaro perde força, alvejado pelo caso Master. Lula impõe sua popularidade pela robustez de seu governo
Editorial do 'Vermelho' 
 

As pesquisas após as revelações de ligação financeira e pessoal do pré-candidato da extrema direita Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, sinalizam um novo momento da pré-campanha presidencial. Rompeu-se a tendência de empate técnico no segundo turno e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu uma vantagem, circunstancialmente, importante sobre o seu principal adversário.

O falso patriotismo de Flávio Bolsonaro já havia sido desmascarado. Agora, pela força dos fatos, se vê o quão hipócrita é o vozerio bolsonarista sobre combate à corrupção. Flávio Bolsonaro não apresentou o contrato – se é que ele existe – de financiamento quase exclusivo do filme Dark Horse, que beatifica seu pai, que está preso, pelo banqueiro Daniel Vorcaro, criminoso responsável pela maior fraude financeira do país.

Na verdade, não está esclarecido o destino real dos R$ 61 milhões repassados por Vorcaro. Ao contrário, há um rol de versões que se contradizem. Na última delas, Waldemar Costa Neto, presidente do PL, disse à imprensa que Flávio Bolsonaro visitou o banqueiro, em prisão domiciliar, para “ver se conseguia o restante do dinheiro”, enquanto o senador havia afirmado que o encontro ocorreu apenas para “colocar um ponto final” na relação.

De conjunto, esse episódio empurrou a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro para o declive, mas há uma razão objetiva. O crescimento de Lula começa a se impor aos olhos do eleitorado, inclusive das camadas intermediárias entre os polos em disputa, pela comparação da estatura e do significado político dos dois candidatos, o que representam para o presente e o futuro imediato do Brasil. Lula também reforçou a sua representatividade enraizada no povo, um líder reconhecido e respeitado em todo o mundo.

Flávio Bolsonaro é o oposto de Lula. Trata-se de uma figura menor, sem currículo próprio relevante, que ostenta como credencial apenas o sobrenome do pai criminoso. Sua ficha registra casos como a homenagem, quando foi deputado estadual no Rio de Janeiro, com a Medalha Tiradentes – maior honraria do estado – ao ex-capitão a Adriano Magalhães da Nóbrega (Capitão Adriano), a pedido de seu pai, apontado como chefe da milícia de Rio das Pedras e integrante do grupo de assassinos de aluguel conhecido como “Escritório do Crime”.

Estão também no seu currículo o esquema chamado de “rachadinhas”, o desvio de salários de assessores em seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Como senador, exerce um mandato apagado, cujo “ponto alto” é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre privatização de praias.

O que preocupa os eleitores, de fato, é a perspectiva para o país. O que importa é a previsão de como estará o Brasil e a vida de cada família no próximo quadriênio. Isso explica o empuxo da campanha de Lula e a perda da tração de Flávio Bolsonaro, a comparação entre os dois candidatos para se vislumbrar como o país será conduzido. E um desses elementos é a comparação entre os governos Lula e Jair Bolsonaro.

O governo bolsonarista tem como herança maldita recessão, falência de milhares de empresas e perda de milhões de postos de trabalho, um quadro de tragédia social, de aviltamento da soberania nacional, de ataque contínuo à democracia e de centenas de milhares de mortes pela conduta irresponsável e criminosa do então presidente da República durante a pandemia da Covid-19. Os governos liderados por Lula têm um legado de importantes conquistas para o povo e para o país e jamais ameaçaram a democracia.

Essa analogia está presente na atual disputa presidencial. Flávio Bolsonaro, dia sim outro também, vai à Faria Lima reafirmar seu pacto com os banqueiros, enquanto Lula vai ao encontro do povo, defendendo com altivez a economia nacional, com valorização do trabalho e geração de emprego e renda.

Flávio Bolsonaro e seu clã se juntaram ao presidente Donald Trump para impor o tarifaço contra o Brasil, assumindo o papel de traidores da pátria. Agora, foi mendigar uma audiência com o presidente estadunidense, implorar por uma boia para a sua pré-candidatura.

O desespero para agarrar-se a Trump é tal que se pavoneia pela mídia de uma agenda atrativa à Casa Branca: se juntar ao governo estadunidense em defesa das big techs e contra o governo brasileiro que, recentemente, estabeleceu regras que podem puni-las caso não removam conteúdo criminoso.

A pré-campanha de Lula precisa aproveitar esse bom momento e avançar nas distintas dimensões. Neste instante, o presidente está à frente de uma larga articulação política, social, partidária, econômica e parlamentar para proporcionar aos trabalhadores a conquista da redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1, sem redução salarial, enquanto senadores da aliança de Flávio Bolsonaro tentam dificultar ao máximo a aprovação dessas medidas, propondo inclusive retrocessos como o “trabalho por hora”.

Lula está correto ao mandar às favas a ladainha neoliberal que acusa o governo de “irresponsabilidade fiscal”, “gastança” ou coisa que o valha. Foram construídas as condições para conquistas como o novo programa Desenrola; o programa Move Aplicativos; e o programa Brasil Contra o Crime Organizado.

Com base na unidade da esquerda e do campo progressista, a pré-campanha de Lula deve seguir construindo aliança, a mais ampla possível, estendendo-se ao centro e à centro-direita. Ampliar ações como o chamado que fez ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para que coloque em votação a PEC da Segurança Pública. É preciso, também, prosseguir com a mobilização do povo, na esteira do vigoroso brado que ecoa nas ruas pela redução da jornada de trabalho.

A pré campanha precisa deixar patente que um eventual quarto mandato do presidente Lula irá além em termos de conquistas e realizações. Tudo o que foi feito deve ser apresentado como alicerce para uma nova etapa do desenvolvimento nacional. Essa mensagem de perspectiva arrojada precisa adquirir visibilidade por um programa de governo avançado que tenha a soberania nacional como vértice, entrelaçada com o desenvolvimento, a democracia e a valorização do trabalho.

Um quarto mandato que crie condições para que se realizem as reformas estruturais democráticas, condição para que o país palmilhe o caminho do desenvolvimento soberano, capaz de elevar enormemente a qualidade de vida do povo.

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Leia também: Unidade e luta são decisivas para o presente e o futuro dos trabalhadores https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/05/editorial-do-vermelho.html