19 julho 2026

Fotografia

 

Alexandre Urch

A morte e a morte do amigo https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/06/minha-palavra.html 

Vira-latas

Traidor da pátria detectado: “TariFlávio” tem 7 milhões de menções nas redes
Peso do tarifaço recai de forma justa sobre seu principal fiador, o senador Flávio Bolsonaro, que teve milhões de menções negativas ao seu nome nas primeiras 24 horas da medida
Murilo da Silva/Vermelho    

O tarifaço dos Estados Unidos contra os produtos brasileiros tem gerado grande repercussão negativa sobretudo para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), um dos principais fiadores da medida.

De acordo com a agência Ativaweb, a pedido da coluna de Tatiana Farah no Uol, nas 24 horas seguintes ao anúncio da medida, 7 milhões de menções ou interações foram registradas nas redes com a palavra “TariFlávio”, o que demonstra que a população sabe bem que é o “pai” do tarifaço em solo nacional.

A nova taxa de 25% contra produtos que o Brasil exporta para os EUA teve mais de 21,4 milhões de citações nas redes X, Instagram e TikTok.

A revista Veja, que também encomendou o levantamento para a agência, destaca que Lula saiu na frente na disputa de narrativas ao ser ligado à defesa da soberania nacional, do Pix e da resposta brasileira às medidas de Donald Trump. Flávio Bolsonaro, por sua vez, foi o principal alvo de desgaste nas redes, impulsionado pela hashtag “TariFlávio”, que atribui à família Bolsonaro parte da responsabilidade pela crise entre Brasil e Estados Unidos. O termo esteve presente em 32% das publicações sobre a medida.

Leia mais: Voto em Lula é mais consolidado que o de Flávio Bolsonaro

Ainda é ressaltado que o levantamento aponta que o Pix passou a ser tratado como símbolo da soberania nacional e que houve amplo apoio à Lei da Reciprocidade, aprovada pelo Congresso. Já a campanha da oposição com o slogan “Faz o L” teve alcance menor do que a narrativa que responsabiliza Flávio Bolsonaro.

A revista também aponta a fala do diretor da Ativaweb, Alek Maracajá. Ele indica que o tarifaço, antes mesmo de produzir efeitos econômicos, trouxe impactos no que tange à reputação digital, sendo que Lula saiu vencedor nessa disputa: “Nas redes sociais, a batalha não era sobre tarifas ou comércio exterior. Era sobre definir quem seria reconhecido como defensor do Brasil e quem carregaria o custo político da crise.”

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Lula lidera 1º e 2º turnos e Flávio Bolsonaro tem maior rejeição https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/lula-avanca.html 

Postei nas redes

Leio na Folha que campanha de Flávio Bolsonaro usará veto a visita ao pai encarcerado para reforçar papel de porta- voz e isolar a madrasta Michele. Luta política de baixíssimo nível, ao estilo de novela mexicana. 

Enquanto isso, sigamos em frente https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/convite-vamos-nessa.html 

Humor de resistência

Galvão Bertaz

Lula lidera 1º e 2º turnos e Flávio Bolsonaro tem maior rejeição https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/lula-avanca.html 

18 julho 2026

Palavra de poeta

Tarde no Recife
Joaquim Cardozo      

Tarde no Recife.
Da ponte Maurício o céu e a cidade.
Fachada verde do Café Maxime,
Cais do Abacaxi. Gameleiras.

Da torre do Telégrafo Ótico
A voz colorida das bandeiras anuncia
Que vapores entraram no horizonte.

Tanta gente apressada, tanta mulher bonita;
A tagarelice dos bondes e dos automóveis.
Um camelô gritando: – alerta!
Algazarra. Seis horas. Os sinos.

Recife romântico dos crepúsculos das pontes,
Dos longos crepúsculos que assistiram à passagem dos fidalgos
                                                                                  [holandeses,
Que assistem agora ao movimento das ruas tumultuosas,
Que assistirão mais tarde à passagem dos aviões para as costas
                                                                         [do Pacífico;
Recife romântico dos crepúsculos das pontes
E da beleza católica do rio.

Leia também: "Guarda-me em ti", poema de Raúl Zurita https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/palavra-de-poeta_02016478250.html 

Minha opinião

¡Vamos, Argentina!
Luciano Siqueira    

“Confira aqui: a Folha lhe ajuda a escolher por qual seleção torcer na final da Copa do Mundo.”

O "convite" está no caderno esportivo da versão online do jornal paulista.

Não li, passei adiante.

Superei a curiosidade de saber como — será por um robô? — poderia confortavelmente abrir mão dos meus sentimentos e juízos de valor e fugir ao desafio da escolha.

Escuto de amigos muitos argumentos favoráveis à Argentina e outros tantos em favor da Espanha. Poucas razões objetivas e muita subjetividade, como é próprio da paixão que arrebata os espíritos no futebol.

Tudo bem. Num mundo tão complexo, palmilhado de infelicidade, a opção por este ou aquele lado num jogo da dimensão da final da Copa do Mundo chega a ser um bálsamo. 

Por que então transferir o desafio para um mecanismo qualquer, talvez de inteligência artificial, adotado pelo jornal como que para facilitar a vida do torcedor brasileiro, mais uma vez excluído da final da Copa do Mundo?

Ora, as emoções dão cor à vida. A dúvida é criativa e a decisão liberta. 

Eu mesmo, ao invés de cotejar argumentos fundamentados a favor de um lado ou de outro, neste domingo serei 100% Argentina, em defesa dos povos colonizados do subcontinente sul-americano contra a Espanha colonizadora.

Mais: se o time de Lionel Messi vencer, na Buenos Aires de apenas 13 mil habitantes, na Zona da Mata Norte pernambucana (retratada no filme “Buenosaires”, dirigido por Tuca Siqueira, recém-lançado), onde há um Boca Juniors com torcida organizada, rolará muita euforia e cachaça.

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Quando Buenos Aires viu “Buenos Aires”, de Tuca Siqueira https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/06/buenos-aires-o-filme.html

Editorial do 'Vermelho'

Governo Lula defende o Brasil contra o tarifaço Trump-Bolsonaro
Pesquisa aponta que maioria do povo responsabiliza Flávio Bolsonaro pelas tarifas. Cresce apoio a Lula, enquanto o neofacista perde apoio
Editorial do 'Vermelho' www.vermelho.org.br
   

O governo de Donald Trump, dos Estados Unidos, oficializou a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, que entrará em vigor em 22 de julho, em um anúncio carregado de hostilidades. É preciso lembrar que o itinerário dessa decisão contou com a participação do candidato a presidente da extrema direita, Flávio Bolsonaro, que esteve na Casa Branca com Trump, acompanhado de seu irmão foragido Eduardo Bolsonaro e de outro comparsa, Paulo Figueiredo, em 26 de maio de 2026, e, mais recentemente, em 7 de julho, na conferência do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), quando somente ele, entre dezenas que usaram a palavra, não apresentou restrições às tarifas.

O secretário de Estado do governo Trump, Marco Rubio, disse nas redes sociais que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva Lula e seu governo “não negociaram com os Estados Unidos de boa-fé” ao pôr “seu próprio ego acima da realização de um acordo”. A publicação foi respostada por Flávio Bolsonaro, mais um lance de total subserviência à uma potência estrangeira que ataca o Brasil.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse que “desde o primeiro momento o presidente Lula buscou diálogo e enfatizou sua disposição de negociar”. As declarações do Secretário de Estado “são inaceitáveis e ofensivas ao povo e ao governo brasileiros”, afirmou, ressaltando que só com Rubio e o representante de comércio, Jamieson Greer, foram 11 contatos, incluindo o encontro entre Lula e Trump na Casa Branca. “Rubio ataca, de forma grosseira e arrogante, o chefe de Estado de um país amigo”, protestou.

Uma nota da Secretaria de Comunicação da Presidência afirmou que “o dia 15 de julho de 2026 passará para a história das relações entre Brasil e Estados Unidos como um marco lastimável”. “Não há justificativa para medidas unilaterais contra o nosso país. Segundo estatísticas do próprio governo norte-americano, os Estados Unidos acumularam nos últimos 15 anos US$ 424,5 bilhões em superávit de bens e serviços com o Brasil”, destaca.

Em 2025, de acordo com a nota, 76% das importações originárias dos Estados entraram no país sem pagar imposto de importação, e a alíquota média efetivamente aplicada sobre produtos norte-americanos foi de apenas 3,1%. “O Brasil não reconhece a legitimidade de investigações sem amparo nas regras multilaterais de comércio. Apesar disso, nunca deixamos a mesa de negociação para defender os interesses nacionais”, afirma.

De acordo com a nota, “o governo do Brasil seguirá adotando medidas para reduzir os danos causados à economia e à renda dos brasileiros”. “Continuaremos a diversificar parcerias comerciais e a abrir novos mercados para nossos produtos, como fizemos ao firmar acordos do Mercosul com a União Europeia, a Associação Europeia de Livre Comércio e Singapura. Por meio do Plano Brasil Soberano, manteremos medidas de proteção aos setores afetados por tarifas ilegais e arbitrariamente impostas pelo governo dos Estados Unidos, preservando empregos e a capacidade produtiva nacional.” O governo brasileiro asseverou também que acionará a Lei da Reciprocidade.

Os produtos atingidos incluem etanol, máquinas agrícolas, roupas e calçados e material elétrico. O presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Ricardo Alban, disse, em comunicado, que as tarifas prejudicam as empresas nos dois países. A Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) calcula que a medida deve afetar mais de US$ 11 bilhões em exportações da indústria e do agronegócio, e classificou a decisão como um resultado “muito negativo” para a relação bilateral entre os dois países.

Por sua vez, Paulo Skaff, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em vez de sair em defesa da indústria paulista, optou por atacar o governo brasileiro. Responsabilizou o presidente Lula, levianamente, sem base na realidade, pela decisão dos Estados Unidos. Skaff apoiou Jair Bolsonaro tanto em 2018 quanto em 2022. Mais uma vez, confirma sua conduta antipatriótica e de subordinação ao imperialismo estadunidense.

As alegações de práticas desleais de comércio pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos são falsas. A começar pelo Pix, sistema que prescinde de operadoras de cartões de crédito e empresas de tecnologia – como a Visa e a Apple –, público, aberto e seguro, que protege a população de taxas e serviços digitais. “O Pix é um patrimônio do nosso povo e referência internacional de infraestrutura pública digital”, disse a nota do Palácio do Planalto.

Da mesma forma, são falaciosos os argumentos de que no Brasil os problemas relacionados à corrupção, comércio digital e desmatamento não são tratados adequadamente, além de aberta ingerência em assuntos internos com a indisfarçável tentativa de ajudar Flávio Bolsonaro.

A nota do Palácio do Planalto afirma que os Bolsonaro “são falsos patriotas que arquitetaram e defenderam publicamente ações contra o nosso país, movidos por objetivos eleitoreiros. Não se pode amar o Brasil apenas quando vencemos eleições. Proteger a nossa soberania é uma obrigação que está acima de todos os partidos e todas as tendências. O governo brasileiro não vacilará em seu dever de preservá-la.”

Uma pesquisa Genial/Quaest, divulgada na quinta-feira (16), revela que a maioria dos brasileiros atribui a Flavio Bolsonaro a decisão dos Estados Unidos: 51% citaram Lula e 30% o candidato da extrema direita. Mesmo entre os eleitores bolsonaristas houve queda na aprovação das ações de Flávio Bolsonaro. Outro dado relevante é a constatação de que seis em cada dez brasileiros (63%) acreditam que o tarifaço vai prejudicar sua vida e a de suas famílias.

Sobre a corrupção, é preciso constatar que o Judiciário brasileiro tem atuado com rigor na aplicação dos preceitos do Estado Democrático de Direito, tanto na anulação dos abusos da Operação Lava Jato quanto na punição ao golpismo bolsonarista. Sobre o desmatamento, no ano passado houve um recuo para o menor nível desde 2019 e ficou, pela primeira vez, abaixo da barreira de um milhão de hectares. “O mundo inteiro sabe que, a partir de 2023, combatemos de forma incisiva os ilícitos ambientais e reduzimos drasticamente o desmatamento em todos os biomas brasileiros”, afirma a nota.

A proteção da propriedade intelectual e a aplicação de regras para as big techs igualmente seguem princípios de soberania e do direito constitucional. “No Brasil, não vamos abdicar de proteger nossas famílias e nossas crianças contra a ganância de um punhado de tecno-oligarcas. A liberdade de expressão não é carta branca para a criminalidade”, diz a nota.

Lideranças do campo patriótico, popular e democrático ergueram a voz em defesa do país. A exemplo da presidente interina do PCdoB Nádia Campeão. “A medida (o tarifaço) é um ataque descarado dos Estados Unidos com o claro objetivo de interferir nas eleições em favor da família Bolsonaro”, disse ela numa postagem nas redes sociais. Acrescentou, ainda, que o Brasil se manterá de cabeça erguida e “defenderá a soberania nacional”. Concluiu asseverando que os comunistas seguirão denunciando as ações dos Estados Unidos contra a soberania nacional, denúncia “contra todos aqueles que dão as costas ao Brasil.”

Desde o ano passado, Flávio Bolsonaro, seu clã e a extrema-direita comemoram os tarifaços e demais agressões do governo Trump contra o Brasil. Em documento assinado, o candidato da extrema direita disse que, se eleito, disponibilizará uma equipe de transição a Trump, uma “generosa oferta”, segundo Marco Rubio. Chegou ao descaramento de afirmar que seriam bem-vindas ações militares dos Estados Unidos no litoral do Rio de Janeiro. Está claro, como a luz do sol, que a essência de seu programa de governo é a entrega das riquezas do Brasil aos Estados Unidos.

Por tudo isto, a soberania nacional é o ponto chave das eleições presidenciais. Com ela, o país reforça a democracia e o papel do Estado como indutor do desenvolvimento nacional e barreira contra investidas da direita e da extrema direita entreguistas e sabotadoras do futuro da nação e do povo.

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Competente, corajosa, múltipla https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/combativa-sem-perder-leveza-jamais.html