04 outubro 2026

Minha opinião

Partido midiático
Luciano Siqueira  

Faz tempo estou convicto — e tenho afirmado aqui — que o mais poderoso partido político em ação no Brasil é o complexo midiático neoliberal dominante. 

Canais de TV, redes de rádio, jornais impressos e digitais, canais no YouTube e streaming e micro blogs constituem influentes instrumento da luta de ideias, atingindo os mais diversos segmentos da sociedade com a incrível precisão técnica. 

Partidos políticos são antes de tudo corrente de opinião. A mídia neoliberal exerce esse papel — em íntima associação com a elite dominante, especialmente o capital financeiro, o grande agro exportador, monopólios do varejo e indústria. 

Durante todo o terceiro governo Lula, esse partido midiático exerceu oposição cerrada, inflexível. 

Agora, na campanha eleitoral, fustigou o presidente e o governo de múltiplas maneiras, a ponto de caracterizar toda e qualquer iniciativa em benefício da maioria da população como "eleitoreira".

A extrema direita, que comparece à disputa com cinco candidatos ativos, obviamente tirou proveito disso. 

Nos últimos dias e hoje, fica a impressão de que os senhores da mídia se dão conta do desastre que poderia ser a vitória eleitoral do filho do ex-presidente encarcerado. Numa espécie de objetividade tardia, através de editoriais e escritos e falas dos seus analistas mais destacados, transmitem o incômodo diante de tamanha ameaça. 

Fica até a impressão de que a intenção era mesmo levar as eleições ao segundo turno e daí em diante buscar algum tipo de compromisso do Presidente da República e da ampla frente democrática e popular que o apoia, particularmente no que se refere à política macroeconômica. 

Tudo leva a crer que o embate não se resolve hoje, teremos uma segunda rodada. 

Veremos como se comportará o partido midiático.

Leia também: Competente, corajosa, múltipla https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/combativa-sem-perder-leveza-jamais.html 

Arte é vida

Kael Abello

No ritmo atual, paridade de gênero levará 120 anos https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/10/igualdade-de-genero.html 

Dica de leitura

Discurso furta-cor
Luciano Siqueira     

No artigo "Chutzpah: quando a cara de pau se torna uma tecnologia política", publicado no Jornal GGN https://jornalggn.com.br/artigos/chutzpah-quando-a-cara-de-pau-se-torna-uma-tecnologia-politica/ , Celso Pinto de Melo analisa como o conceito judaico de chutzpah (termo em iídiche para audácia extrema, cinismo ou “cara de pau”) deixou de ser apenas um rasgo de insolência individual para se transformar em uma estratégia e tecnologia de comunicação política.  

Chutzpah é a atitude do homem que mata o pai e a mãe e, no julgamento diante do juiz, deseja ser absolvido alegando ser um "pobre órfão".

Ou seja, a inversão absoluta de papéis, na qual o próprio causador do problema transforma as consequências do seu ato em argumento de vitimização.  

Caso do discurso sobre as milícias. Atores políticos viam benefícios e elogiavam esses grupos. Posteriormente, por conveniência, passaram a rotulá-los como narcoterroristas.  

Assim, chutzpah como tecnologia política tergiversa, substituindo o debate por outra pauta ou simplesmente contradizendo-se.

Em certa medida, o público aceita ou tolera essas inversões devido a motivações eleitorais imediatistas.

Em uma cultura política pautada pela chutzpah, a recusa em recuar ou fazer autocrítica é vista pelo eleitorado como "coragem" ou "autenticidade", e a cobrança por coerência como "perseguição do sistema".  

O fenômeno viceja numa esfera pública polarizada que permite ao oportunista mudar a pauta, transformar culpa em vitimização e converter o questionamento ético em demonstração de força perante seus seguidores.  

Tudo a ver com a extrema direita, o bolsonarismo em particular.

Leia também: Flávio Bolsonaro contra os trabalhadores https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/10/dica-de-leitura_0653764906.html    

Humor de resistência

 

Miguel Paiva

Minha opinião

Desejamos, mas não é fácil
Luciano Siqueira   

Bom seria vencer já no primeiro turno. Teríamos a certeza de que o país seguiria adiante preservando a sua soberania e o regime democrático. Mais: persistindo numa plataforma desenvolvimentista com compromisso social.

Mas não é simples.

Lula teria que alcançar 50% mais um dos votos válidos, descontados os votos brancos e nulos.  

Dados de pesquisas - as consideradas razoavelmente confiáveis – revelam até hoje, o dia D, o que se convencionou chamar “polarização achatada” e empate técnico, sem que nenhum dos dois principais contendores, Lula e Flávio Bolsonaro, atinja números próximos da maioria absoluta.

A acirrada polarização esquerda x direita tem como subproduto alta taxa de rejeição de ambos.

Ao se apurarem os votos, veremos que pesarão, em certa medida, os níveis de abstenção e voto nulo.

[Ilustração imagem produzida por IA]

Na reta final detalhes importam https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/09/minha-opiniao_01182604884.html 

Humor de resistência

 

Aroeira

Renildo, tanto quanto https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/10/minha-opiniao.html 


03 outubro 2026

Postei nas redes

Sem negar os demais institutos, importa saber que pela pesquisa CNT/MDA Lula tem 47,8% e Flávio 42,1% dos votos válidos no 1º turno. Este domingo pode ser decisivo.

Lula dá o tom da reta de chegada https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/09/editorial-do-vermelho_089066419.html