05 julho 2026

Walemar Borges

Morre Waldemar Borges, deputado de vida dedicada à política de Pernambuco
O parlamentar era casado com a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos
Iram Alfaia/Vermelho 

Após lutar contra um câncer, morreu neste sábado (4), em Recife (PE), o deputado estadual Waldemar Borges (PSB), que tinha 67 anos. O parlamentar era casado com a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.

Eleito em 2011, Waldemar exerceu três mandatos consecutivos na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), onde será o velório neste domingo (5), das 8h às 13h. O sepultamento ocorrerá em seguida no Cemitério Morada da Paz.

No seu perfil no Instagram junto com o marido, a ministra comunicou a perda da família de “uma das figuras mais íntegras, coerentes e dedicadas da história política recente de Pernambuco”.

Ela afirma que Waldemar deixa uma lacuna irreparável na vida pública e, acima de tudo, no seio da família.

“Nascido em 10 de julho de 1958, Wal, como era conhecido, dedicou toda a sua vida a uma trajetória marcada pela coerência, correção, firmeza, compromisso social e, acima de tudo, por uma imensa capacidade de diálogo. Seus quase 40 anos de trajetória pública, dos quais 32 exercendo mandatos conferidos pelo povo, foram desempenhados com reconhecida decência, consolidando-o como um dos melhores representantes da boa política — aquela elevada, transformadora e voltada para a coletividade. A política como ela deve ser”, diz a ministra.

Além do homem público exemplar, Luciana, Walzinho, Mariana e Luana, vão guardar para “sempre a lembrança do marido e pai amoroso, cuja generosidade e retidão continuam a ser o nosso orgulho e o nosso maior norte”.

“Sua história e seu legado permanecem vivos em nossos corações e como um farol para as próximas gerações”.

Homenagens

“Waldemar era uma liderança importante do PSB de Pernambuco, um parlamentar atuante e muito respeitado. O Brasil perde um defensor da democracia e da soberania nacional, e o PCdoB presta homenagens a um amigo querido. Como companheiro da nossa presidente Luciana Santos, Wal compartilhou e festejou conosco os momentos importantes do nosso Partido”, disse a presidenta nacional interina do PCdoB, Nádia Campeão.

O ex-prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, lamentou a morte do amigo: “Cresci acompanhando de perto a bonita amizade que ele construiu com meu pai e, ao longo dos anos, tive a oportunidade de conhecer seu caráter, sua generosidade, sua lealdade e seu profundo compromisso com Pernambuco”, lembra.

O pré-candidato ao governo de Pernambuco disse que Waldemar foi um homem público que honrou a política com seriedade, ética e espírito público.

“Sempre enxergou seus mandatos como instrumento para melhorar a vida das pessoas, especialmente das que mais precisavam. Deixa um exemplo de dedicação, coerência e compromisso que seguirá inspirando todos aqueles que acreditam na boa política”, afirma.

A líder do governo no Senado, senadora Teresa Leitão (PT-PE), disse que a política de Pernambuco perde um representante íntegro, coerente e profundamente comprometido com o bem comum.

“Ao longo de décadas de vida pública, pude compartilhar parte de sua trajetória na Alepe, onde testemunhei seu compromisso com a ética, o diálogo e o respeito à democracia. Seu legado de dedicação à boa política permanecerá como inspiração para as futuras gerações”, recorda a senadora.

Homenagem https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/guerreiro-do-povo.html 

04 julho 2026

Minha palavra

Anotações 
Luciano Siqueira    

Faz muito tempo que não anoto minhas ideias em papel. Afastei-me do manuscrito e do datilografado paulatinamente, substituindo-os pelo digitado. 

Depois, as anotações pronunciadas de viva voz e "escritas" no bloco de notas do celular. Não por preguiça, o raciocínio flui mais rápido. 

Já não posso dizer "anotei numa folha de papel". Digo: "uma ideia digitada". 

O raciocínio se torna mais rápido? Não. O raciocínio é depois. 

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Leia também: "Duplo sentido" https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/06/minha-palavra_070600094.html 

Palavra de poeta

Canção Peregrina
Graça Graúna    

I
Eu canto a dor
desde o exílio
tecendo um colar
muitas histórias
e diferentes etnias

II
Em cada parto
e canção de partida,
à Mãe Terra peço refúgio
ao Irmão Sol, mais energia
e à Irmã Lua peço licença poética
para esquentar tambores
e tecer um colar
de muitas histórias
e diferentes etnias.

III
As pedras do meu colar
são história e memória
são fluxos de espírito
de montanhas e riachos
de lagos e cordilheiras
de irmãos e irmãs
nos desertos da cidade
ou no seio da floresta.

IV
São as contas do meu colar
e as cores dos meus guias:
amarela
vermelha
branco
negro
de Norte a Sul
de Leste a Oeste
de Ameríndia
ou de LatinoAmérica
povos excluídos.

V
Eu tenho um colar
de muitas histórias
e diferentes etnias.
Se não me reconhecem, paciência.
Haveremos de continuar gritando
a angústia acumulada
há mais de 500 anos.

VI
E se nos largarem ao vento?
Eu não temerei,
não temeremos,
pois antes do exílio
nosso irmão Vento
conduz nossas asas
ao círculo sagrado
onde o amálgama do saber
de velhos e crianças
faz eco nos sonhos
dos excluídos.

VII
Eu tenho um colar
de muitas histórias
e diferentes etnias.

​​​​​​​[Ilustração: Candido Portinari]

Competente, corajosa, múltipla https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/combativa-sem-perder-leveza-jamais.html 

Postei nas redes

Em editorial, a Folha de S. Paulo diz que no país blocos à esquerda e à direita são minoritários, com prevalência de posições em um centro expandido. E lamenta a ausência de uma "terceira via" entre as candidaturas à presidência da República. Chora as mágoas da elite financeira dominante. 

Cada campanha é uma campanha https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/minha-opiniao.html 

Sylvio: subserviência

Segundo se informa, em carta enviada aos Estados Unudos o senador Flávio Bolsonaro sugere que as tarifas aplicadas contra o Brasil tenham sua vigência adiada para depois das eleições. Mais uma traição contra os interesses nacionais, o que já  é  uma marca de sua família.

Sylvio Belém   

Lula reafirma soberania nacional https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/06/soberania-nacional.html

Palavra de Luciana

FormP&D 2026 e Lei do Bem: Inovação, Soberania e Desenvolvimento para o Brasil
Novo sistema do MCTI simplifica investimentos em P&D, amplia a transparência e reforça a inovação, a competitividade e a soberania tecnológica do Brasil.
Luciana Santos/Vermelho   
 

O Brasil vive um momento decisivo de retomada e de afirmação do seu papel no cenário global. Somos uma potência científica, com universidades pujantes, institutos de pesquisa de excelência e profissionais altamente qualificados. O grande desafio que assumimos no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) é transformar essa expressiva produção de conhecimento em riqueza real: em inovação, competitividade, reindustrialização nacional, empregos de qualidade e crescimento econômico.

É exatamente nesse cenário que a Lei do Bem se consolida como importante política pública de estímulo à inovação no setor empresarial. Ao incentivar o investimento privado em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), fortalecemos a capacidade tecnológica da nossa indústria, ampliamos a competitividade do país e avançamos na construção de uma economia dinâmica, sustentável e firmada na base do conhecimento.

Dando mais um passo firme nessa caminhada, o MCTI lançou o FormP&D 2026. Esta nova versão do sistema para as empresas declararem seus investimentos em P&D foi pensada e desenvolvida para simplificar a vida das empresas, aprimorar a integração de dados e, acima de tudo, robustecer os mecanismos de governança, transparência e acompanhamento dos investimentos.

As mudanças implementadas refletem o nosso compromisso permanente com a eficiência da gestão pública. Entre as principais novidades, destacam-se a criação de identificadores únicos para projetos, que garantem maior clareza no acompanhamento de cada iniciativa; a integração com bases governamentais e a importação automática de dados, resultando em menos burocracia e mais agilidade no preenchimento; e a ampliação dos canais de suporte, consolidando um Estado mais acessível e parceiro de quem quer inovar.

Muito mais do que uma simples atualização tecnológica, o FormP&D 2026 eleva a capacidade do Estado brasileiro de monitorar a evolução dos investimentos privados e, a partir daí, formular políticas públicas ainda mais assertivas e eficazes.

Os resultados mais recentes comprovam que estamos no caminho certo. Em 2023, o volume total investido alcançou R$ 41,9 bilhões, dos quais R$ 32,1 bilhões corresponderam a recursos próprios das empresas. Em 2024, os investimentos alcançaram a marca histórica de R$ 51,6 bilhões, sendo R$ 39,6 bilhões provenientes de aportes empresariais, um crescimento expressivo de 23% em relação ao ano anterior. O número de empresas beneficiárias saltou para 4.252, movimentando um total de 14.877 projetos de inovação. Esses são os maiores patamares já registrados desde a criação da lei.

Para efeito de comparação, entre 2019 e 2022 o aumento acumulado foi de R$ 20,3 bilhões, distribuído ao longo de três anos. Isso significa que, em apenas dois anos, o país alcançou cerca de 78% de todo o crescimento registrado no triênio anterior, evidenciando uma aceleração significativa dos investimentos privados em inovação. 

Em 2024, para cada R$ 1 de renúncia fiscal, foram mobilizados R$ 4,30 em investimentos totais em PD&I, dos quais R$ 3,30 correspondem a recursos efetivamente aportados pelas empresas. É um desempenho impressionante.

Nesse contexto, a Lei do Bem evidencia como a concessão de incentivos fiscais pode produzir efeitos econômicos maiores que os da renúncia tributária. Ao reduzir os riscos e os custos associados às atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação, o Estado estimula a iniciativa privada a direcionar mais recursos para projetos tecnológicos, ampliando investimentos que geram ganhos de produtividade, competitividade e valor agregado. Trata-se, portanto, de uma relação virtuosa em que cada real incentivado tem potencial para mobilizar múltiplos reais em investimentos privados, fortalecendo a indústria nacional, gerando empregos qualificados e ampliando a capacidade de crescimento sustentável do país.

Não há inovação sem pessoas. Por isso, celebramos com muito orgulho os índices de formação a partir das nossas ações. Em 2024, mais de 52 mil profissionais, entre pesquisadores, engenheiros, técnicos, mestres e doutores, atuaram exclusivamente em atividades de pesquisa e desenvolvimento nas empresas apoiadas pela Lei do Bem.

Esse contingente de mentes brilhantes trabalha diariamente na criação de novos produtos, processos e soluções que movem o Brasil para o futuro. É a prova viva de que incentivar a inovação significa gerar empregos de alta qualificação e valorizar a inteligência brasileira dentro do nosso próprio território.

Desde o primeiro dia, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu o compromisso inabalável de recolocar a ciência e a tecnologia no centro da estratégia de desenvolvimento do país. Isso é acreditar no Brasil, nos brasileiros e no nosso futuro. Estamos reconstruindo as capacidades do Estado, fortalecendo as nossas instituições e criando pontes sólidas entre a academia e o setor produtivo. Estamos desenhando uma agenda onde o crescimento econômico caminha de mãos dadas com a inclusão social, a sustentabilidade ambiental e a nossa soberania tecnológica.

O lançamento do FormP&D 2026 faz parte desse esforço coletivo. Ao modernizar nossos instrumentos e desburocratizar os processos, pavimentamos o caminho para um Brasil mais forte, competitivo e preparado para os desafios do nosso tempo.

A inovação é o caminho mais seguro para transformar conhecimento em oportunidades, gerando bem-estar, dignidade e um futuro melhor para todas as brasileiras e todos os brasileiros.

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Leia também: O selo do PCdoB na frente pró-Lula https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/06/o-pcdob-e-lula.html

Dramática Copa do Mundo

O futebol é um sopro, muda a todo instante
Jogos da Copa estão emocionantes, com muitos gols acontecendo no final. Ancelotti tem várias opções para substituir Lucas Paquetá no jogo deste domingo
Tostão/Folha de S. Paulo   

O técnico Carlo Ancelotti tem várias opções para substituir Lucas Paquetá no jogo deste domingo (5) contra a Noruega.

Uma delas é manter o tripé no meio-campo com a entrada de Danilo Santos ou Éderson, junto com Casemiro e Bruno Guimarães. Outra, utilizada no segundo tempo da partida contra o Japão, é escalar Endrick como centroavante e recuar Matheus Cunha para armar e marcar pela esquerda.

Uma terceira opção é Gabriel Martinelli, que pode fazer a função de Paquetá ou ser um ponta-esquerda que ataca e defende e ainda jogar mais centralizado, como atuou contra o Japão, quando entrou no lugar de Matheus Cunha.

Uma das qualidades de Ancelotti é não seguir os chavões, as formas pré-estabelecidas. Ele sabe o momento de decidir, mesmo se der errado, pois há inúmeros outros fatores importantes em um jogo.

A Noruega joga com quatro defensores, dois meio-campistas, um ótimo meia de ligação livre (Odegaard), dois pontas e um centroavante.

O grandalhão Sorloth, um centroavante improvisado pela direita, tem muitas dificuldades para atacar e defender, o que pode facilitar as jogadas de Vinicius Junior pela esquerda. Por outro lado, ele, como Halland, é muito forte nas jogadas aéreas. Não será surpresa se o técnico colocar o jovem Bob, rápido e driblador, para atuar pela direita e ajudar o lateral na marcação de Vini.

No imaginário dos brasileiros, a Noruega é um time de grandalhões, cinturas duras, sem habilidades e que só sabem jogar pelo alto. Não é mais assim.

A geração atual tem excelentes jogadores do meio para a frente.

Os noruegueses admiram o futebol brasileiro e eu invejo a Noruega, por ser um país com altíssimo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). O Brasil está na 84ª posição no ranking mundial. A Noruega possui índices baixíssimos de criminalidade e corrupção, níveis altíssimos de educação e presença de saneamento básico em todas as residências.

O Brasil e a Noruega devem jogar debaixo de um altíssimo calor, o que é pior para os noruegueses. A parada para hidratação é necessária, mas existe uma grande discussão se ela deveria estar sempre presente na Copa, pois muitos jogos ocorrem em estádios climatizados ou com tetos de proteção contra o calor.

Fifa diz que a pausa foi criada para proteger os jogadores e o futebol, mas é difícil acreditar vendo as imensas quantias arrecadadas pela entidade, vindas principalmente das bets. A jogatina ocasiona problemas para a saúde física, mental e financeira, com aumento do número de endividados.

Se o Brasil ganhar da Noruega, o que é o mais provável, vai enfrentar a Inglaterra ou o México. Os ingleses possuem melhores jogadores, mas o México, em casa, se agiganta. Se México e Brasil vencerem, o jogo será nos EUA.

A Argentina, em mais um jogo inesquecível do Mundial, onde estiveram próximos o desespero e o êxtase, ganhou de Cabo Verde na prorrogação e irá enfrentar o Egito, que eliminou a Austrália.

Messi, novamente, foi decisivo, com magistral gol e dois escanteios batidos com precisão nos outros dois gols. Cabo Verde encantou o mundo com sua simpatia e ótimas atuações, coletivas e individuais. Todos os que não são argentinos ou que não são apaixonados pela Argentina torceram pelo excelente goleiro Vozinha e pelo time africano.

Os jogos da Copa estão emocionantes, muito bem jogados, intensos, com aumento do número gols, muitos nos últimos minutos. Em instantes, tudo muda.

O futebol é um sopro.

[Ilustração: Rubens Gerchman]

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Como o povo brasileiro transformou o futebol em símbolo nacional https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/06/nosso-futebol-ja-foi-o-melhor.html