01 julho 2026

Sem perder a leveza jamais

Cida: competente, corajosa, múltipla

Luciano Siqueira 

 

Cida Pedrosa tem sido atacada sistematicamente por vereadores da extrema direita na Câmara Municipal do Recife. Ameaçada, para sermos mais precisos. E tem reagido com coragem, altivez e competência. Sem arredar um milímetro dos compromissos que assume perante o povo e o seu Partido.

Em nota pública –Violência política de gênero no Recife” - subscrita pelas direções nacional, estadual e municipal, o PCdoB se pronunciou com veemência https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/06/em-defesa-de-cida.html

Na mesma linha, lideranças políticas destacadas também a defenderam publicamente.

Contra seus detratores, Cida protocolou denúncia perante a Comissão de Ética da Câmara Municipal, em que solicita que se apure e reprima condutas manifestamente incompatíveis com o decoro parlamentar.

Misoginia, concepções neofascistas? Sim.

E também move a ojeriza dos vereadores bolsonaristas a qualidade do mandato exercido por Cida Pedrosa: colado nos problemas e nas aspirações do povo, competente na abordagem dos desafios da cidade - que enfrenta correlacionando-os com a luta nacional pela reforma urbana e demais reformas democráticas estruturantes que dão conteúdo ao Projeto Nacional de Desenvolvimento, referência indispensável na construção da plataforma da reeleição do presidente Lula.

Já no primeiro mandato de vereadora, apresentou 93 projetos, dos quais 47 se tornaram leis – destacadamente a criação do Protocolo Violeta, que cria rede de combate à importunação sexual e ao assédio contra mulheres em bares, restaurantes, academias e ambientes públicos.

Agora, em pré-campanha por um mandato de deputada estadual, repete uma vez mais a construção coletiva da plataforma do futuro mandato na Assembleia Legislativa.

Diz-se da futura deputada estadual uma "mulher múltipla", porque ela consegue transitar com profundidade e relevância entre o fazer literário, a militância política e a gestão pública.

É o que incomoda a extrema direita.

E inspira a nossa solidariedade e a nossa determinação em seguir junto com Cida, passo a passo, em sua caminhada.


Qual a sua opinião? Assine seu comentário para que possamos publicá-lo. 

Leia também: “Cida: luta, consciência e afeto” https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/06/minha-opiniao_0343482442.html 

Fotografia

 

Vito Metodio

Competente, corajosa, múltipla https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/combativa-sem-perder-leveza-jamais.html

Thiago Modenesi opina

O silenciamento de Mafalda em tempos de Milei
Crise editorial argentina expõe os impactos do ultraliberalismo sobre a cultura, a memória crítica e símbolos históricos como Mafalda
Thiago Modenesi/Vermelho   

O anúncio do encerramento das atividades da tradicional editora argentina Ediciones de la Flor representa muito mais do que o fechamento de uma empresa do mercado editorial. Trata-se de um acontecimento profundamente simbólico para a cultura argentina e latino-americana. Ao desaparecer, a editora leva consigo um pedaço importante da memória intelectual do país e atinge diretamente um dos maiores ícones culturais argentinos: a Mafalda.

Durante décadas, a editora foi a casa de publicação das obras de Quino, cuja a principal criação transcendeu o universo dos quadrinhos para se transformar em uma consciência crítica da sociedade latino-americana. Mafalda questionava a guerra, o autoritarismo, as desigualdades sociais e as contradições do capitalismo periférico com uma lucidez infantil que atravessou gerações. Não por acaso, tornou-se um patrimônio afetivo e político da Argentina.

O fechamento da editora ocorre em meio à grave crise econômica e social que se aprofunda no governo de Javier Milei. Embora a economia argentina já enfrentasse dificuldades estruturais há anos, inflação crônica, endividamento e instabilidade monetária, as políticas ultraliberais implementadas pelo atual governo intensificaram dramaticamente os impactos sobre o consumo cultural, o mercado editorial e os setores médios da sociedade.

A combinação entre desvalorização do peso, retração do mercado interno, cortes estatais e aumento brutal do custo de vida produziu um ambiente devastador para livrarias, editoras independentes e iniciativas culturais. O livro voltou a se tornar um artigo de luxo para grande parte da população argentina. Em um cenário em que famílias precisam priorizar sobrevivência básica, cultura passa a ocupar um espaço secundário, ainda que seja precisamente em momentos de crise que ela se torne mais necessária.

Nesse contexto, o fechamento da Ediciones de la Flor adquire uma dimensão quase metafórica. A editora que publicou Mafalda, personagem que ironizava o autoritarismo econômico e denunciava as injustiças do mundo, sucumbe justamente em um momento em que a Argentina vive uma radicalização do discurso de mercado e do desmonte das mediações culturais. É como se a própria Mafalda estivesse sendo empurrada para o silêncio.

Há algo de profundamente contraditório nisso. A Argentina sempre construiu parte significativa de sua identidade nacional em torno da valorização da educação, do pensamento crítico e da produção cultural. Buenos Aires tornou-se referência continental pelas livrarias, editoras e intensa vida intelectual. O país que exportou escritores, cartunistas e artistas para o mundo agora vê um de seus principais símbolos culturais ameaçado pela lógica brutal da financeirização e do ajuste permanente.

Mais do que nostalgia, o caso evidencia uma questão política central: sociedades que abandonam seus espaços culturais enfraquecem também sua capacidade de reflexão coletiva. O desaparecimento de editoras históricas não é apenas consequência da crise econômica; é também resultado de um novo modelo de país ultraliberal que reduz cultura à condição de mercadoria descartável.

Mafalda sempre perguntava coisas incômodas. Talvez hoje ela perguntasse como uma nação capaz de produzir tamanha riqueza cultural aceita assistir passivamente ao colapso de seus próprios símbolos. E talvez perguntasse, com a ironia amarga que a tornou universal, se o problema da Argentina continua sendo o mesmo de sempre: um país que sacrifica seu futuro em nome das supostas urgências que desmontam a Argentina do presente.

Qual a sua opinião? Assine seu comentário para que possamos publicá-lo.

Competente, corajosa, múltipla https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/combativa-sem-perder-leveza-jamais.html 

Minha opinião

Cada campanha é uma campanha 

Luciano Siqueira 

Estamos todos em "pré-campanha". Uma espécie de prévia, experimentando ideias e iniciativas. O desafio é escapar da repetição — mais do mesmo que nem entusiasma nem cria. 

Coloco-me como militante. Na base. Atuo em duas trincheiras: o diálogo digital; e a conversa olhos nos olhos. 

Gosto das duas trincheiras. Gosto da luta.

Gosto do sexteto: Lula, João Campos, Humberto Costa, Marília Arraes, Renildo Calheiros e Cida Pedrosa.

Na prática, o fio da meada é a campanha Cida Pedrosa deputada estadual. 

Cida está mais perto de todos nós — funde poesia e luta; consciência e amizade; coragem e competência.

Qual a sua opinião? Assine seu comentário para que possamos publicá-lo. 

Cida: luta, consciência e afeto https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/06/minha-opiniao_0343482442.html 

Sylvio: intrigas & arengas

As intrigas que poluem o relacionamento da família Bolsonaro, chegaram a um ponto máximo com a divulgação de vídeo,  onde a ex-primeira dama Michelle se defende e ataca o enteado Flávio. Fico a pensar: como o Brasil chegou a ser governado por essa gente? E o que é pior, infelizmente ainda corremos o risco de tê-los disputando o poder. Todavia, a sabedoria do povo brasileiro não permitirá esse nefasto retorno, colocando-os no seu devido lugar. Bolsonaros, nunca mais! 

Sylvio Belém 
Imagem produzida por IA

Competente, corajosa, múltipla https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/combativa-sem-perder-leveza-jamais.html 

Enio Lins opina

O bolsonarismo e a lavada de roupa suja como espetáculo
Enio Lins    

QUAL O OBJETIVO da esposa do presidiário Jair Messias com a postagem de 27 minutos espinafrando o enteado Flavito? Algumas obviedades precisam ser repetidas sobre esse “Telecatch Montilla”, como alerta contra as mutretas ainda ocultas no pronunciamento da jovem senhora. A primeira das patências é que tal fala jamais seria proferida e divulgada sem a aprovação do chefe do bando, hoje curtindo luxuosa prisão domiciliar.

JAIR, O PRESIDIÁRIO, 
se expressou através de sua consorte. E nada indica que o mitológico meliante tenha brigado com o filho Zero-júnior, nem com qualquer um dos outro três delinquentes que colocou no mundo. Todos – filhos, esposa e ex-esposas, sargentos Aristides – rezam pela cartilha do Zero-zero. Movem-se em cavalgada coordenada, expondo coices de verdade entre arreganhos falsos. Esses conflitos intestinos à familícia, verdadeiros ou cenográficos, são teatralizados e espalhados como imãs para atrair a opinião pública e mobilizar o gado em solidariedade ao mito no “esforço de reunificação” do lar, amargo lar. Nessa toada, o ódio mútuo entre bolsonaristas graduados se estende da querela madrasta x enteados e envolve agressões públicas nada sutis de Paulo Neto do Figueiredo, Eustáquio da Espanha e outros astros do tipo – mas não falaremos aqui nesse vale-tudo periférico. Fiquemos no lar-presídio.

É GENUÍNO O ÓDIO 
que a atual esposa do Jair sente pelos enteados, que expressam sentimento recíproco pela madrasta número dois. Essa desafeição autêntica confere credibilidade à gravação da atual esposa do Jair. Como previsível, o assunto disparou para o topo das pautas e lá permanece. Nesse período reduz-se o espaço na mídia para o escândalo do Banco Master e a jogada dos milhões de reais repassados para os Bolsonaros através da irmandade Flávio/Vorcaro. Não esqueçam: 24 milhões de dólares – cerca de 134 milhões de reais. E dessa bolada, R$ 62 milhões já teriam transitado pelo bolsonaroduto até a botija da pornochanchada política “Dark Horse”. Mas a produtora do filme jura não ter recebido nada do Master. Evidencia-se que a grana, assaltada aos aposentados, está sendo usada para fins diversos. Outro efeito diversionista do vídeo da Dona Mi é fazer sumir da mídia mais uma canalhice bolsonarista: o posicionamento de quatro do presidenciável Flavito frente aos Estados Unidos, intimidade concupiscente exposta pela carta do cubano Marco Antônio Rúbio, atual secretário do Estado de Trump.

JAIR SEMPRE 
demonstrou não confiar em seus cônjuges. A esposa 01, Dona Rogéria Nanes, mãe dos Zero-júnior, Zero-dois e Zero-três, teve sua carreira política inapelavelmente destruída, castigada por algo que magoou Zero-zero (vingativo e cruel, usou Zero-dois para matar a candidatura da própria mãe ao terceiro mandato como vereadora carioca em 2000). A consorte 02, Dona Cristina Valle, mãe de Zero-quatro, fugiu do país, em 2009, dizendo temer ser assassinada (Folha de São Paulo, 25/09/2018); depois fez as pazes com o ex-capitão, e tentou ser deputada federal em 2018, usando o sobrenome B, mas, boicotada pelo sempre algoz, não obteve sucesso. A loquaz Dona Michele, esposa 03, tem sido descartada pelo maridão para além do uso cerimonial, inclusive nas férias, quando o capitão de milícias prefere as companhias masculinas de seguranças e amigos íntimos. Jair, até agora, tem impedido ela colocar a foto 3x4 nas urnas, mesmo sendo a única pessoa com o sobrenome B capaz de construir uma fala sem exsudar ódio, covardia e ignorância em quantidades paquidérmicas. E aí, qual o motivo de Jair tê-la usado no papel de palmatória de Zero-júnior? Dona Michele será a faca amiga do Adélio Bispo para o Flavito 2026? O certo é que uma nova presepada está em curso.

Qual a sua opinião? Assine seu comentário para que possamos publicá-lo.

O silêncio seletivo da grande mídia e a blindagem de Flávio Bolsonaro na engrenagem da “Lava Jato 2.0” https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/06/conspiracao-midiatica.html 

Arte é vida

 

Montez Magno

Competente, corajosa, múltipla https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/combativa-sem-perder-leveza-jamais.html