
Na Gazeta Mercantil:
Pressionados por um consumo de petróleo que cresce em ritmo cada vez mais desproporcional à produção, países asiáticos, em especial a China e a Índia, estão apelando para acordos com petrolíferas estrangeiras, entre elas a Petrobras, para aumentar a produção própria e reduzir a dependência externa. A estatal brasileira tem sido mais assediada por dominar a tecnologia de exploração em águas profundas, o que lhe dá condição vantajosa nas negociações com os asiáticos, incluindo o Paquistão.
Samir Awad, gerente-executivo da área internacional da Petrobras para Américas, África e Eurásia, disse que os entendimentos estão mais avançados com a Índia. Um acordo de cooperação para explorar áreas com potencial de óleo e gás já foi assinado entre a estatal brasileira e a estatal indiana ONGC. "Começamos com força total no final do mês, mas ainda faltam alguns acertos", revela.
Com a China, está sendo preparada a retomada dos entendimentos para que um acordo assinado há cerca de dois anos comece a avançar.
A Petrobras também já assinou com a estatal paquistanesa OGDCL um contrato para avaliação técnica de um bloco exploratório de 2,5 mil metros de profundidade no Sul daquele país. China, Índia e Paquistão consomem juntos mais de 10 milhões de barris de petróleo ao dia, mas produzem menos da metade desse total. No caso do Paquistão, a produção é praticamente nula.
A Petrobras busca ainda parcerias em países com potencial inexplorado como Senegal, Moçambique, Tanzânia e Turquia.
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