A construção coletiva das idéias é uma das mais fascinantes experiências humanas. Pressupõe um diálogo sincero, permanente, em cima dos fatos. Neste espaço, diariamente, compartilhamos com você nossa compreensão sobre as coisas da luta e da vida. Participe. Opine. [Artigos assinados expressam a opinião dos seus autores].
04 março 2009
História: 4 de março de 1962
Fazendeiros mandam matar João Pedro Teixeira, pres. da mobilizadíssima Liga Camponesa de Sapê, PB; 5 mil comparecerão ao enterro do "Cabra marcado para morrer". (Vermelho http://www.vermelho.org.br/).
Meu artigo de toda quarta-feira no Blog de Jamildo (JC Online)
A candidatura da ministra e uma nova Carta aos Brasileiros
Luciano Siqueira
A sabedoria popular recomenda jamais colocar o carro adiante dos bois: não tratar como fato consumado aquilo que requer antes a construção das condições indispensáveis ao que se deseja. E é o que, em certa medida, vem acontecendo com a pré-candidatura da ministra Dilma Rousseff à sucessão de Lula. O presidente a anuncia como nome de sua preferência, o PT encampa a idéia e sai por aí a anunciando como favas contadas. Como se a popularidade do presidente e os índices elevados de aprovação do governo fossem suficientes para resolver a parada.
Como na clássica paródia, diria Garrincha: falta combinar com os russos. Os russos, no caso, são muitos: a oposição, que tem candidatura potencialmente forte; e os aliados do Partido dos Trabalhadores que nada tem contra a ministra mas não se dispõem a entrar na procissão sem saber qual o conteúdo da reza.
E estão muito certos. Não basta ter um nome respeitável como a ministra, reconhecidamente uma administradora capaz. O mundo está em ebulição, o Brasil idem - e em pleno processo de mudanças que pode ser interrompido, ou não, a depender da superação de entraves que demandam proposta programática e vontade política.
É inegável que sob o governo Lula o Brasil avançou a ponto de encarar a atual crise financeira global apostando em suas próprias potencialidades e voltado para os interesses fundamentais do seu povo. A manutenção de pesados investimentos públicos em infraestrutura, o manuseio de reservas monetárias e a flexibilidade fiscal em favor de atividades econômicas mais dinâmicas, favorecendo o crédito para quem produz e para quem consome nada têm a ver com o receituário neoliberal próprio da era FHC. Ao contrário, agora é o Brasil trilhando o seu próprio caminho. Como bem assinala a professora Maria da Conceição Tavares (em entrevista à Carta Maior), “pela primeira vez na história, o Brasil enfrenta uma crise mundial sem ter que carregar o setor público nas costas. Isso é inédito: nesta crise o Estado não está afundado em dívida externa, para não dizer totalmente quebrado, como ocorreu nos anos 90. Significa mais do que não ter um peso morto; significa um Estado em condições de amparar o investimento, o emprego e o capital de giro da economia''.
Mas os resultados das medidas anticrise estão ameaçados pela persistência da política de juros altos e pela relutância do governo em adotar medidas rigorosas de controle do sistema financeiro. Essa postura leniente decorre dos compromissos assumidos pelo candidato Lula em junho de 2002 através da Carta aos Brasileiros, um documento avançado para as circunstâncias, porém hoje superado no que contém de pacto com o sistema financeiro traduzido na senha “respeito aos contratos e obrigações do país”.
Daí a necessidade de uma nova Carta aos Brasileiros que dê conta das exigências atuais, condizente com a nova correlação de forças. Este é o ponto de partida de qualquer candidatura à presidência da República que pretenda ter o apoio das forças à esquerda no amplo espectro partidário que hoje respalda o governo Lula.
Uma aliança “primordial” do PT com o PMDB centrista e subdividido em facções regionais além de semear ilusões eleitorais transitórias pode vir a precipitar a necessidade de uma alternativa à esquerda, com programa e candidatura própria. Daí a absoluta inconveniência do encaminhamento que o PT vem dando à construção da candidatura da ministra Dilma – literalmente ponto o carro adiante dos bois.
Luciano Siqueira
A sabedoria popular recomenda jamais colocar o carro adiante dos bois: não tratar como fato consumado aquilo que requer antes a construção das condições indispensáveis ao que se deseja. E é o que, em certa medida, vem acontecendo com a pré-candidatura da ministra Dilma Rousseff à sucessão de Lula. O presidente a anuncia como nome de sua preferência, o PT encampa a idéia e sai por aí a anunciando como favas contadas. Como se a popularidade do presidente e os índices elevados de aprovação do governo fossem suficientes para resolver a parada.
Como na clássica paródia, diria Garrincha: falta combinar com os russos. Os russos, no caso, são muitos: a oposição, que tem candidatura potencialmente forte; e os aliados do Partido dos Trabalhadores que nada tem contra a ministra mas não se dispõem a entrar na procissão sem saber qual o conteúdo da reza.
E estão muito certos. Não basta ter um nome respeitável como a ministra, reconhecidamente uma administradora capaz. O mundo está em ebulição, o Brasil idem - e em pleno processo de mudanças que pode ser interrompido, ou não, a depender da superação de entraves que demandam proposta programática e vontade política.
É inegável que sob o governo Lula o Brasil avançou a ponto de encarar a atual crise financeira global apostando em suas próprias potencialidades e voltado para os interesses fundamentais do seu povo. A manutenção de pesados investimentos públicos em infraestrutura, o manuseio de reservas monetárias e a flexibilidade fiscal em favor de atividades econômicas mais dinâmicas, favorecendo o crédito para quem produz e para quem consome nada têm a ver com o receituário neoliberal próprio da era FHC. Ao contrário, agora é o Brasil trilhando o seu próprio caminho. Como bem assinala a professora Maria da Conceição Tavares (em entrevista à Carta Maior), “pela primeira vez na história, o Brasil enfrenta uma crise mundial sem ter que carregar o setor público nas costas. Isso é inédito: nesta crise o Estado não está afundado em dívida externa, para não dizer totalmente quebrado, como ocorreu nos anos 90. Significa mais do que não ter um peso morto; significa um Estado em condições de amparar o investimento, o emprego e o capital de giro da economia''.
Mas os resultados das medidas anticrise estão ameaçados pela persistência da política de juros altos e pela relutância do governo em adotar medidas rigorosas de controle do sistema financeiro. Essa postura leniente decorre dos compromissos assumidos pelo candidato Lula em junho de 2002 através da Carta aos Brasileiros, um documento avançado para as circunstâncias, porém hoje superado no que contém de pacto com o sistema financeiro traduzido na senha “respeito aos contratos e obrigações do país”.
Daí a necessidade de uma nova Carta aos Brasileiros que dê conta das exigências atuais, condizente com a nova correlação de forças. Este é o ponto de partida de qualquer candidatura à presidência da República que pretenda ter o apoio das forças à esquerda no amplo espectro partidário que hoje respalda o governo Lula.
Uma aliança “primordial” do PT com o PMDB centrista e subdividido em facções regionais além de semear ilusões eleitorais transitórias pode vir a precipitar a necessidade de uma alternativa à esquerda, com programa e candidatura própria. Daí a absoluta inconveniência do encaminhamento que o PT vem dando à construção da candidatura da ministra Dilma – literalmente ponto o carro adiante dos bois.
02 março 2009
Devagar com o andor...
No Jornal do Commercio:
Siqueira faz alerta sobre candidatura
. Se os apoios à candidatura de Dilma Rousseff vêm crescendo entre os petistas, entre os aliados do PT a ministra ainda vai precisar ser “construída” como a candidata. É o que deixou claro, ontem, em um curto texto em seu blog, o ex-vice-prefeito e atual vereador do Recife Luciano Siqueira, do PCdoB, partido que mais tem honrado fidelidade ao PT. Luciano promete falar bem mais sobre o assunto esta semana. Mas o que já revelou ontem em seu blog, é suficiente para perceber que o PCdoB não vai aceitar pacificamente a candidatura de Dilma.
. “Nada contra a ministra Dilma. Ela pode vir a ser candidata à Presidência da República com apoios além do PT. Mas que seja uma candidatura construída e não na base do oba oba apenas, como Lula e o PT vêm fazendo”, avisou Luciano. E disse mais: “PCdoB, PSB e outros partidos aliados não se sentem obrigados a aceitar a política do fato consumado. Há muito que discutir, sobretudo um programa de governo. Por ora, Dilma é assunto apenas do PT. Escreverei sobre o assunto em um dos meus três artigos semanais”, avisou o comunista.
. Quem também sinaliza resistir, pelo menos por ora, à candidatura Dilma é o PSB do governador Eduardo Campos. Em entrevista ao jornal Correio Braziliense, ontem, o líder do partido na Câmara, Rodrigo Rolemberg (DF), e o 2º vice-presidente do PSB, Beto Albuquerque (RS), anunciam que o presidenciável do partido, Ciro Gomes, também vai percorrer o País, numa estratégia de fortalecer uma eventual candidatura do deputado federal em 2010. “Não é legítimo um partido que tem um candidato com 15% não estar na estrada”, argumenta Albuquerque.
Siqueira faz alerta sobre candidatura
. Se os apoios à candidatura de Dilma Rousseff vêm crescendo entre os petistas, entre os aliados do PT a ministra ainda vai precisar ser “construída” como a candidata. É o que deixou claro, ontem, em um curto texto em seu blog, o ex-vice-prefeito e atual vereador do Recife Luciano Siqueira, do PCdoB, partido que mais tem honrado fidelidade ao PT. Luciano promete falar bem mais sobre o assunto esta semana. Mas o que já revelou ontem em seu blog, é suficiente para perceber que o PCdoB não vai aceitar pacificamente a candidatura de Dilma.
. “Nada contra a ministra Dilma. Ela pode vir a ser candidata à Presidência da República com apoios além do PT. Mas que seja uma candidatura construída e não na base do oba oba apenas, como Lula e o PT vêm fazendo”, avisou Luciano. E disse mais: “PCdoB, PSB e outros partidos aliados não se sentem obrigados a aceitar a política do fato consumado. Há muito que discutir, sobretudo um programa de governo. Por ora, Dilma é assunto apenas do PT. Escreverei sobre o assunto em um dos meus três artigos semanais”, avisou o comunista.
. Quem também sinaliza resistir, pelo menos por ora, à candidatura Dilma é o PSB do governador Eduardo Campos. Em entrevista ao jornal Correio Braziliense, ontem, o líder do partido na Câmara, Rodrigo Rolemberg (DF), e o 2º vice-presidente do PSB, Beto Albuquerque (RS), anunciam que o presidenciável do partido, Ciro Gomes, também vai percorrer o País, numa estratégia de fortalecer uma eventual candidatura do deputado federal em 2010. “Não é legítimo um partido que tem um candidato com 15% não estar na estrada”, argumenta Albuquerque.
01 março 2009
Pode até ser, mas sem oba oba
. Nada contra a ministra Dilma. Pode vir a ser candidata à presidência da República com apoios além do PT. Mas que seja uma candidatura construída e não na base do oba oba apenas, como Lula e o PT vêm fazendo.
. PCdoB, PSB e outros partidos aliados não se sentem obrigados a aceitar a política do fato consumado.
. Há muito que discutir – sobretudo um programa de governo. Por ora, Dilma é assunto apenas do PT.
. Escreverei sobre o assunto em um dos meus três artigos semanais.
. PCdoB, PSB e outros partidos aliados não se sentem obrigados a aceitar a política do fato consumado.
. Há muito que discutir – sobretudo um programa de governo. Por ora, Dilma é assunto apenas do PT.
. Escreverei sobre o assunto em um dos meus três artigos semanais.
Vice é coisa séria
. Boa a entrevista de Milton Coelho hoje no Jornal do Comércio. Temos um vice-prefeito competente e sereno.
. Aprendi em oito anos ao lado de João Paulo que não é fácil ser um vice útil. Requer determinação, bom senso e discrição. E permanente disposição para fazer a “conspiração do bem”.
. Aprendi em oito anos ao lado de João Paulo que não é fácil ser um vice útil. Requer determinação, bom senso e discrição. E permanente disposição para fazer a “conspiração do bem”.
A transpoesia de Jomard
tranSpoesia pelo Sim do NÃO
Jomard Muniz de Britto
Quando se possibilita um passe pSicanalítico pela internet, a solidão deixa de ser uma pantera ou quimera. A escuta se torna escrita e tudo se institui em DEMO LIÇÃO, separando sílabas em interSignos.
O processo paulofreiriano de alfabetização crítico-criadora reassume a práXis dos letramentos sociohistóricos. Outros abismos pedagógicos.
Marias (Rita Kehl e Noemi Araujo) ouviram os fogos do carnaval rouge na travessia dos SEM terra nem traços? Pela internet. Pela intersemiótica.
FILMEFOBIA & BBB aproximando pelo X a criticidade de Jean Claude Bernardet e a elegância recorrente de Pedro Bial.
Nomes lealmente impróprios da crueldade?
Danuza e Gullar escrevem sobre antigos carnavais nos alertando à longevidade enquanto arma quente e retórica requentada. Semanalmente.
Comparar Sarkozy com Napoleão e Chávez com Maquiavel pode ser um despropósito grotesco em nossa tragicomédia nominalista.
INFERNOLENTO desabando no marco zerado?
Uma psicanálise desautorizada entrelugares dos Robertos, o Motta e o Machado, nos terraços do Country Club dos Aflitos, indaga sobre Zizek e todos desvelam fisionomia de paisagem deleuzeana.
Cada um em seu território de conceitos & concepções.
Todos sublimados. Entre vazios transcendentes. Penetráveis de Hélio Oitcica enquanto máquinas desejantes de quase TU DO.
Mas implodimos quando Claudio Brasil convida Caetano para cantar na Toca da Joana. Docemente perversos, indóceis bárbaros em louvor do Paimãe da liberação de caras e bocas transpirando alhos e bugalhos. Pelo riso interminável do carnaval, toda análise pela internet será infinita enquanto inaugure o tempo virtual-analógico.
Brasiliricamente satírico.
Pelos abismos da Pernambucália.
Ainda invocando o trio elétrico do RSI: real/simbólico/imaginário.
Tudo pelo BLOCO do NADA com seus Saraus Filosóficos.
Jomard Muniz de Britto
Quando se possibilita um passe pSicanalítico pela internet, a solidão deixa de ser uma pantera ou quimera. A escuta se torna escrita e tudo se institui em DEMO LIÇÃO, separando sílabas em interSignos.O processo paulofreiriano de alfabetização crítico-criadora reassume a práXis dos letramentos sociohistóricos. Outros abismos pedagógicos.
Marias (Rita Kehl e Noemi Araujo) ouviram os fogos do carnaval rouge na travessia dos SEM terra nem traços? Pela internet. Pela intersemiótica.
FILMEFOBIA & BBB aproximando pelo X a criticidade de Jean Claude Bernardet e a elegância recorrente de Pedro Bial.
Nomes lealmente impróprios da crueldade?
Danuza e Gullar escrevem sobre antigos carnavais nos alertando à longevidade enquanto arma quente e retórica requentada. Semanalmente.
Comparar Sarkozy com Napoleão e Chávez com Maquiavel pode ser um despropósito grotesco em nossa tragicomédia nominalista.
INFERNOLENTO desabando no marco zerado?
Uma psicanálise desautorizada entrelugares dos Robertos, o Motta e o Machado, nos terraços do Country Club dos Aflitos, indaga sobre Zizek e todos desvelam fisionomia de paisagem deleuzeana.
Cada um em seu território de conceitos & concepções.
Todos sublimados. Entre vazios transcendentes. Penetráveis de Hélio Oitcica enquanto máquinas desejantes de quase TU DO.
Mas implodimos quando Claudio Brasil convida Caetano para cantar na Toca da Joana. Docemente perversos, indóceis bárbaros em louvor do Paimãe da liberação de caras e bocas transpirando alhos e bugalhos. Pelo riso interminável do carnaval, toda análise pela internet será infinita enquanto inaugure o tempo virtual-analógico.
Brasiliricamente satírico.
Pelos abismos da Pernambucália.
Ainda invocando o trio elétrico do RSI: real/simbólico/imaginário.
Tudo pelo BLOCO do NADA com seus Saraus Filosóficos.
Por dentro do acordo ortográfico
. A professora Cláudia Suassuna ministrará curso sobre o assunto n
o Espaço Cultural Ariano Suassuna, na Estrada do Arraial, 2900, Casa Amarela (logo após o Hospital Agamenon Magalhães, seguindo em frente no sentido cidade-bairro). . Para turmas de 25 alunos.. Carga Horária: 04 horas/aula (01 encontro semanal, com duas horas de duração - 04 encontros). Período: dias 10 /17/24/31 de março. Horário: 19h às 21 h.. Custo: R$ 130,00 em duas parcelas de R$ 65.00, a primeira no ato da inscrição.
. Entre em contato pelos telefones 92521528 e 33254139 para saber mais.
o Espaço Cultural Ariano Suassuna, na Estrada do Arraial, 2900, Casa Amarela (logo após o Hospital Agamenon Magalhães, seguindo em frente no sentido cidade-bairro). . Para turmas de 25 alunos.. Carga Horária: 04 horas/aula (01 encontro semanal, com duas horas de duração - 04 encontros). Período: dias 10 /17/24/31 de março. Horário: 19h às 21 h.. Custo: R$ 130,00 em duas parcelas de R$ 65.00, a primeira no ato da inscrição.. Entre em contato pelos telefones 92521528 e 33254139 para saber mais.
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