. A sugestão é do presidente do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (IPEA), Márcio Pochmann, apresentada ontem em encontro de prefeitos a que também compareceu a ministra Dilma Rousseff. Antecipar a reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) para reduzir ainda mais a taxa de juros Selic.
. Pochmann considera que o cenário da economia já se alterou "drasticamente" desde a última reunião do Copom, quando a taxa de juros foi reduzida em um ponto percentual.
. Ele defende a redução dos juros Selic, até o fim de ano, de quatro a cinco pontos percentuais para manter a economia aquecida e reduzir os efeitos da crise. Pochmann lembrou que a maioria dos países já opera com taxas de juros negativas, ou seja, taxas praticadas que se encontram em patamar inferior à inflação.
A construção coletiva das idéias é uma das mais fascinantes experiências humanas. Pressupõe um diálogo sincero, permanente, em cima dos fatos. Neste espaço, diariamente, compartilhamos com você nossa compreensão sobre as coisas da luta e da vida. Participe. Opine. [Artigos assinados expressam a opinião dos seus autores].
10 fevereiro 2009
Na tribuna da Câmara
. Ocupo hoje, pela primeira vez, a tribuna da Câmara dos Vereadores, no grande expediente.
. Para situar politicamente o meu mandato e renovar compromissos assumidos perante o povo do Recife.
. Para situar politicamente o meu mandato e renovar compromissos assumidos perante o povo do Recife.
Entrevista no JC de domingo
. Tem gente pedindo o texto integral da longa entrevista que concedi às repórteres Ana Lúcia Andrade e Joana Rozowykwiat, publicada no Jornal do Commercio de domingo, 8.
. Fácil você mesmo acessar o JC (se for assinante ou se tiver conta no UOL): http://jc.uol.com.br/jornal/2009/02/08/not_318815.php
. Se preferir me solicite pelo e-mail lucianosiqueira@uol.com.br.
. Fácil você mesmo acessar o JC (se for assinante ou se tiver conta no UOL): http://jc.uol.com.br/jornal/2009/02/08/not_318815.php
. Se preferir me solicite pelo e-mail lucianosiqueira@uol.com.br.
O medo e a razão
. Está no Jornal do Brasil de hoje. Setores de vestuário e calçados admitem que exageraram na dose e anunciam recontratações. Deram-se conta de que cortaram mais vagas do que precisavam. Agora planejam voltar a contratar para repor os estoques perdidos com as demissões.
. Intensivos em mão-de-obra, os segmentos admitiram que exageraram na dose por temor da crise econômica, que se tornou mais psicológica do que real nos dois setores. Ambos foram os principais responsáveis pela queda do emprego na indústria, segundo informou ontem o IBGE: o emprego caiu 1,8% em dezembro - cerca de 110 mil vagas entre 6 milhões de trabalhadores, o maior recuo desde que o instituto começou a fazer a pesquisa, em 2001.
. Intensivos em mão-de-obra, os segmentos admitiram que exageraram na dose por temor da crise econômica, que se tornou mais psicológica do que real nos dois setores. Ambos foram os principais responsáveis pela queda do emprego na indústria, segundo informou ontem o IBGE: o emprego caiu 1,8% em dezembro - cerca de 110 mil vagas entre 6 milhões de trabalhadores, o maior recuo desde que o instituto começou a fazer a pesquisa, em 2001.
09 fevereiro 2009
08 fevereiro 2009
Nordeste contemporâneo
No Vermelho, por Eduardo Bomfim:
Outros Sertões
. São muitos os estudos econômicos e os ensaios sociais, demonstrando uma realidade que surgiu e mudou irreversivelmente a face dos Estados nordestinos, exigindo uma nova reflexão e uma outra intervenção política transformadora.
. Intelectuais de grande competência científica, como Tânia Bacelar, produzem excelentes diagnósticos e apresentam soluções para esse novo cenário. Recentemente apareceu um ensaio de Roberto Cavalcanti de Albuquerque do Instituto Nacional de Altos Estudos sobre a perspectiva nordestina.
. Ele lembra que grandes ações em infra-estrutura, transporte e investimentos produtivos estão sendo executadas no Nordeste, elevando a competitividade sistêmica da região, além da condição atual de segundo mercado energético de uso residencial do país.
. Leia o artigo na íntegra http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=50665
Outros Sertões
. São muitos os estudos econômicos e os ensaios sociais, demonstrando uma realidade que surgiu e mudou irreversivelmente a face dos Estados nordestinos, exigindo uma nova reflexão e uma outra intervenção política transformadora.
. Intelectuais de grande competência científica, como Tânia Bacelar, produzem excelentes diagnósticos e apresentam soluções para esse novo cenário. Recentemente apareceu um ensaio de Roberto Cavalcanti de Albuquerque do Instituto Nacional de Altos Estudos sobre a perspectiva nordestina.
. Ele lembra que grandes ações em infra-estrutura, transporte e investimentos produtivos estão sendo executadas no Nordeste, elevando a competitividade sistêmica da região, além da condição atual de segundo mercado energético de uso residencial do país.
. Leia o artigo na íntegra http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=50665
06 fevereiro 2009
Meu artigo semanal no site da Revista Algomais
Uma conquista dos trabalhadores
Luciano Siqueira
Já se foi o tempo em que todos os anos, ao se aproximar o 1º. de Maio, tinha início um cortejo de manifestações de trabalhadores reclamando aumento do salário mínimo. Uma luta dura, quase sempre perdida no que concerne ao percentual de aumento.
Foi-se esse tempo, sim, pois esse compromisso do presidente Lula desde a sua primeira campanha vitoriosa em 2002 - o aumento gradual do salário mínimo em seu valor formal e em seu valor real – vem sendo cumprido. Não como dádiva, mas como reconhecimento da justeza do pleito dos trabalhadores e da força mobilizadora dos sindicatos.
Bom para quem vive do trabalho, ótimo para o funcionamento da economia. Assim, o novo salário mínimo de R$ 465, que passa a vigorar neste mês, melhorará o poder de compra de nada menos que 42 milhões de brasileiros, entre trabalhadores formais e informais (cerca de 25 milhões) e pensionistas (aproximadamente 17,8 milhões), segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego.
Mais: isto significa um aporte de R$ 23,1 bilhões ao mercado interno no transcurso do ano.
O presente reajuste de 12,05% propicia ao trabalhador um aumento real de 6,39%. Consolida uma tendência ascendente, pois de 2003 a 2009 o reajuste alcança 72%, o que corresponde ao crescimento real acumulado de 46,05%.
Como no cálculo do reajuste são levados em conta a inflação e o crescimento do PIB, vê-se que o crescimento da economia tem lastreado a decisão do governo.
Óbvio que ainda é pouco, consideradas as necessidades objetivas do sustento do trabalhador e de sua família. Mas é preciso reconhecer que se trata de um avanço significativo, até porque a maioria das categorias profissionais reconhecidas tem um piso salarial superior ao salário mínimo. De certo modo seus salários são indexados ao valor do salário mínimo, conforme os termos da negociação dos reajustes anuais.
Assim, o aumento do valor real anual do salário mínimo além de importante conquista é também estímulo à luta dos trabalhadores por seus direitos fundamentais e em prol de um modelo de desenvolvimento assentado em bases democráticas, soberanas e ambientalmente sustentáveis, que valorize o trabalho e amplie o emprego.
Luciano Siqueira
Já se foi o tempo em que todos os anos, ao se aproximar o 1º. de Maio, tinha início um cortejo de manifestações de trabalhadores reclamando aumento do salário mínimo. Uma luta dura, quase sempre perdida no que concerne ao percentual de aumento.
Foi-se esse tempo, sim, pois esse compromisso do presidente Lula desde a sua primeira campanha vitoriosa em 2002 - o aumento gradual do salário mínimo em seu valor formal e em seu valor real – vem sendo cumprido. Não como dádiva, mas como reconhecimento da justeza do pleito dos trabalhadores e da força mobilizadora dos sindicatos.
Bom para quem vive do trabalho, ótimo para o funcionamento da economia. Assim, o novo salário mínimo de R$ 465, que passa a vigorar neste mês, melhorará o poder de compra de nada menos que 42 milhões de brasileiros, entre trabalhadores formais e informais (cerca de 25 milhões) e pensionistas (aproximadamente 17,8 milhões), segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego.
Mais: isto significa um aporte de R$ 23,1 bilhões ao mercado interno no transcurso do ano.
O presente reajuste de 12,05% propicia ao trabalhador um aumento real de 6,39%. Consolida uma tendência ascendente, pois de 2003 a 2009 o reajuste alcança 72%, o que corresponde ao crescimento real acumulado de 46,05%.
Como no cálculo do reajuste são levados em conta a inflação e o crescimento do PIB, vê-se que o crescimento da economia tem lastreado a decisão do governo.
Óbvio que ainda é pouco, consideradas as necessidades objetivas do sustento do trabalhador e de sua família. Mas é preciso reconhecer que se trata de um avanço significativo, até porque a maioria das categorias profissionais reconhecidas tem um piso salarial superior ao salário mínimo. De certo modo seus salários são indexados ao valor do salário mínimo, conforme os termos da negociação dos reajustes anuais.
Assim, o aumento do valor real anual do salário mínimo além de importante conquista é também estímulo à luta dos trabalhadores por seus direitos fundamentais e em prol de um modelo de desenvolvimento assentado em bases democráticas, soberanas e ambientalmente sustentáveis, que valorize o trabalho e amplie o emprego.
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