. As linhas centrais do programa de erradicação da pobreza serão a inclusão produtiva e a universalização dos serviços, e não mais apenas a transferência de renda.
. A decisão é da presidenta Dilma em reunião com ministros cujas pastas terão ação sobre o programa.
A construção coletiva das idéias é uma das mais fascinantes experiências humanas. Pressupõe um diálogo sincero, permanente, em cima dos fatos. Neste espaço, diariamente, compartilhamos com você nossa compreensão sobre as coisas da luta e da vida. Participe. Opine. [Artigos assinados expressam a opinião dos seus autores].
07 janeiro 2011
06 janeiro 2011
Contra o acomodamento
. Eduardo tem pressa e está certíssimo. Segundo governo consecutivo corre sempre o risco da rotina e da acomodação.
. É preciso trabalho e disciplina.
. É preciso trabalho e disciplina.
Anemia de ideias
. Parte da oposição oscila entre “pautar” o governo e desancar Dilma acusando-a de “repetir” Lula.
. Anemia de ideias, alguém tem dúvidas?
A palavra e o convite de Jomard Muniz de Britto
IDÉIAS ROUBADAS,
AFETOS TRANSFIGURADOS
Jomard Muniz de Britto, jmb
Entre fontes e pontes como investir nas
pontuações do desejo?
O plural desejante não é NADA além do
reconhecimento do desejo. De qual?
Do desejo de reconhecimento: eis o círculo
tão virtuoso quanto vicioso e visgoso.
Reinventando constelações por Netuno?
Porque a gente continua sem saber o lugar
INcerto por onde se deslocam os desejos.
De ser? De ter? Do possuir? Do gozar?
Sejamos habitantes de nossos desejos.
Cercados, acalentados, inebriados pelas
PULSÕES que nos incitam e excitam além
das recitações e memórias difusas.
Enquanto pensamos, garças palacianas no
balé mecânico da beleza sublimada com a
miséria dos convictos continuísmos.
A elegância das garças NADA sabe
das altas culturas aos populares espetáculos.
Por onde vagaria o Netuno de todos nós?
Entre iluminismos e ceticismos, ainda lemos
a pena de morte por apedrejamento.
A Rádio Comunitária do Janga berrando pelos
aterros e desterros: aonde vamos com essa
tecnologia avassaladora considerando que
metade da população brasileira é composta de
analfabetismo funcional? (sic) Inocentemente.
Morangos Mofados e cerejas descoloridas
pela nostalgia das contemporaneidades.
Por tudo isso e aquilo O BLOCO DO NADA
anuncia o Sarau Filosófico em 3 dimensões,
dispensando óculos e ocultações, para o dia
17 de fevereiro no auditório da Livraria Cultura,
a partir da 19h, ousadamente.
Preparem seus desejos nadiFICANTES do gozo
compartilhável. TRANSnarcisistas.
-"Depois, no álbum, uma fotografia de Eve Babitz
e Marcel Duchamp jogando xadrez, ela nua, ele
vestido, recortada de livro de arte, no tempo de
reafirmação da arte conceitual”. (Paulo Fernando
Craveiro, in O Boneco Íntimo, Nossa Livraria, Re)
2011 perspectivas de experimentação
AFETOS TRANSFIGURADOS
Jomard Muniz de Britto, jmb
Entre fontes e pontes como investir nas
pontuações do desejo?
O plural desejante não é NADA além do
reconhecimento do desejo. De qual?
Do desejo de reconhecimento: eis o círculo
tão virtuoso quanto vicioso e visgoso.
Reinventando constelações por Netuno?
Porque a gente continua sem saber o lugar
INcerto por onde se deslocam os desejos.
De ser? De ter? Do possuir? Do gozar?
Sejamos habitantes de nossos desejos.
Cercados, acalentados, inebriados pelas
PULSÕES que nos incitam e excitam além
das recitações e memórias difusas.
Enquanto pensamos, garças palacianas no
balé mecânico da beleza sublimada com a
miséria dos convictos continuísmos.
A elegância das garças NADA sabe
das altas culturas aos populares espetáculos.
Por onde vagaria o Netuno de todos nós?
Entre iluminismos e ceticismos, ainda lemos
a pena de morte por apedrejamento.
A Rádio Comunitária do Janga berrando pelos
aterros e desterros: aonde vamos com essa
tecnologia avassaladora considerando que
metade da população brasileira é composta de
analfabetismo funcional? (sic) Inocentemente.
Morangos Mofados e cerejas descoloridas
pela nostalgia das contemporaneidades.
Por tudo isso e aquilo O BLOCO DO NADA
anuncia o Sarau Filosófico em 3 dimensões,
dispensando óculos e ocultações, para o dia
17 de fevereiro no auditório da Livraria Cultura,
a partir da 19h, ousadamente.
Preparem seus desejos nadiFICANTES do gozo
compartilhável. TRANSnarcisistas.
-"Depois, no álbum, uma fotografia de Eve Babitz
e Marcel Duchamp jogando xadrez, ela nua, ele
vestido, recortada de livro de arte, no tempo de
reafirmação da arte conceitual”. (Paulo Fernando
Craveiro, in O Boneco Íntimo, Nossa Livraria, Re)
2011 perspectivas de experimentação
Minha coluna semanal no portal Vermelho
Perdão, Coelho Neto
Luciano Siqueira
Li outro dia que Coelho Neto deixou setenta e quatro títulos publicados. Senti vergonha. Moro desde 1984 na Rua Coelho Neto e jamais li qualquer coisa escrita pelo homenageado. Dele sabia ter sido um combativo abolicionista e pertencido à geração de Olavo Bilac e José do Patrocínio. Jornalista, escritor, gestor público. Só.
Consta em apostilas preparatórias de exames vestibulares que ele experimentou distintas tendências literárias - o naturalismo, o impressionismo, o regionalismo, o realismo, entre outras. Nos testes de múltipla escolha, assinale a letra correspondente a “escritor pré-modernista”.
Tudo bem. Mas o que me embaraça é que justo um cara como eu, viciado em livros e apreciador da boa literatura brasileira, jamais tenha manuseado um volume do escritor que um dia a Câmara Municipal do Recife escolheu para denominar a minha rua.
Conheço um caso de reprovação no vestibular de medicina da Universidade Federal de Pernambuco, da época em que se fazia prova oral, precisamente porque o aluno não se dera ao trabalho de investigar quem fora, na História, o vulto de quem tinha o nome, escolhido pelo pai atento ao Egito antigo. Chamava-se Quéops, aquele de uma das três pirâmides. A prova era de biologia, e o professor Bezerra Coutinho (de quem fui aluno de Patologia Geral na antiga Faculdade de Medicina), tido como gênio de vasta cultura, não perdoou a desatenção do vestibulando. Tacou-lhe um zero sem sequer lhe perguntar sobre animais, plantas ou protozoários.
Bem que eu mereço igual pena. Mas, como há tempo para tudo, tento me redimir. Procuro nos sites das principais livrarias e nada encontro do renomado autor. Interesso-me por romances, busco os livros de contos e fico na mesma. Fora de catálogo, dizem.
Bom, farei ainda uma última tentativa: os sebos. Não é possível que em algum sebo não esteja perdido num canto de alguma prateleira um romance, uma coletânea de contos ou uma peça teatral (dentre mais de uma dúzia que escreveu).
Prometo que o lerei o achado com toda atenção e total predisposição a gostar. Sinceramente, a essa altura do campeonato, devedor que sou, e ainda mais sem as credenciais necessárias a uma rigorosa leitura crítica, não me sinto à vontade para outra atitude que não seja bem receber os escritos de tão importante autor. Numa escala de zero a dez, pelo menos seis e meio eu darei. Com certeza.
Luciano Siqueira
Li outro dia que Coelho Neto deixou setenta e quatro títulos publicados. Senti vergonha. Moro desde 1984 na Rua Coelho Neto e jamais li qualquer coisa escrita pelo homenageado. Dele sabia ter sido um combativo abolicionista e pertencido à geração de Olavo Bilac e José do Patrocínio. Jornalista, escritor, gestor público. Só.
Consta em apostilas preparatórias de exames vestibulares que ele experimentou distintas tendências literárias - o naturalismo, o impressionismo, o regionalismo, o realismo, entre outras. Nos testes de múltipla escolha, assinale a letra correspondente a “escritor pré-modernista”.
Tudo bem. Mas o que me embaraça é que justo um cara como eu, viciado em livros e apreciador da boa literatura brasileira, jamais tenha manuseado um volume do escritor que um dia a Câmara Municipal do Recife escolheu para denominar a minha rua.
Conheço um caso de reprovação no vestibular de medicina da Universidade Federal de Pernambuco, da época em que se fazia prova oral, precisamente porque o aluno não se dera ao trabalho de investigar quem fora, na História, o vulto de quem tinha o nome, escolhido pelo pai atento ao Egito antigo. Chamava-se Quéops, aquele de uma das três pirâmides. A prova era de biologia, e o professor Bezerra Coutinho (de quem fui aluno de Patologia Geral na antiga Faculdade de Medicina), tido como gênio de vasta cultura, não perdoou a desatenção do vestibulando. Tacou-lhe um zero sem sequer lhe perguntar sobre animais, plantas ou protozoários.
Bem que eu mereço igual pena. Mas, como há tempo para tudo, tento me redimir. Procuro nos sites das principais livrarias e nada encontro do renomado autor. Interesso-me por romances, busco os livros de contos e fico na mesma. Fora de catálogo, dizem.
Bom, farei ainda uma última tentativa: os sebos. Não é possível que em algum sebo não esteja perdido num canto de alguma prateleira um romance, uma coletânea de contos ou uma peça teatral (dentre mais de uma dúzia que escreveu).
Prometo que o lerei o achado com toda atenção e total predisposição a gostar. Sinceramente, a essa altura do campeonato, devedor que sou, e ainda mais sem as credenciais necessárias a uma rigorosa leitura crítica, não me sinto à vontade para outra atitude que não seja bem receber os escritos de tão importante autor. Numa escala de zero a dez, pelo menos seis e meio eu darei. Com certeza.
05 janeiro 2011
Boa tarde, Carlos Drummond de Andrade
Tânia Maria de Souza
Ao amor antigoO amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.
O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.
Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
a antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.
Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.
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