23 janeiro 2014

Saudade

A quinta-feira é de João de Barro: “A saudade é dor pungente, morena/A saudade mata a gente, morena”

22 janeiro 2014

Internet melhor

Novo cabo submarino entre Brasil e Europa deve baratear internet em até 15%. E proporcionar transmissões mais seguras.

Direitos trabalhistas ameaçados

Precarização do trabalho, terceirização e estágio

Nilson Vellásquez, no seu blog Verbalize


As revoluções burguesas do século XVIII, como dito em vários momentos, edificaram as condições para que se fizessem lutas emancipadoras pelo mundo. Com certeza, as perspectivas de mudanças radicais no modelo de sociedade - o Socialismo - sempre esteve ligado às condições dadas por aqueles momentos históricos e, sobretudo, pelas condições que eram dadas à classe trabalhadora de exercer/vender o seu trabalho.Não é segredo pra ninguém, por exemplo, as condições em que se encontravam os trabalhadores na Inglaterra pré-Revolução Industrial; bem como não é segredo as condições de trabalho na Europa como um todo, incluindo-se aí, a Rússia czarista.

A bipolarização que ocorria no mundo durante a Guerra Fria surtiu um efeito salutar nesses episódios tão rememorados por aqueles que lutam por uma emancipação social. Afinal de contas, foi, em última instância, a disputa pela hegemonia mundia de então, que pressionou e edificou uma lógica em que direitos fossem conquistados pela classe trabalhadora. Sendo assim, se não fosse a experiência dos comunistas na URSS, direitos como férias; décimo terceiro salário; aviso prévio, entre outros, não seriam garantidos.
Com a queda da URSS e pós declaração do famigerado "fim da história", a hegemonia imperialista reconstruiu condições e lógicas sociais e trabalhistas mundo afora. Exemplo maior disso são duas faces de uma mesma moeda: a tentativa de hegemonização do trabalho terceirizado e a exacerbada contratação via estágio. 
Na realidade brasileira, Projetos de Lei como o PL 4.330 tentam generalizar a terceirização a setores que, até agora,  estão fora dessa lógica. Como afirmado em artigo de Adilson Araújo  à Princípios, atualmente só admite-se a contratação em regime de terceirização para trabalho temporário; contratação de serviços de vigilância; serviços de conservação e limpeza e serviços especializados ligados à atividade-meio do tomador.
Para os trabalhadores mais jovens, o estágio, que parece ser uma saída valorosa para ingressar-se no mercado de trabalho, uma lógica ainda mais perversa é tomada, pois serviços que devem ser cumpridos por trabalhadores cujos direitos sejam cumpridos plenamente, são feitos por estudantes na condição de estagiários. A perversão da lógica torna-se ainda maior quando, mesmo após publicada a lei nº 11.788 (Lei do Estágio), de autoria da Deputada Federal Manuela D'Ávila (PCdoB), o Capital usurpa os direitos dados a essa camada populacional, juntando duas lógicas: a terceirização do serviço do estagiário. Dessa forma, o contratante do estagiário, sendo empresas contratadas pelo poder público, por exemplo, fazem o contrato da maneira como querem, afinal existe o exército reserva.
Fica latente, então, a necessidade de aliança cada vez maior entre a juventude que trabalha e a juventude que estuda, entendendo que a luta sindical e estudantil compõem uma luta ainda maior, que é pela emancipação da classe trabalhadora, para a qual o Capital tenta preparar precariamente parcela considerável da juventude brasileira. Unir o movimento sindical ao movimento estudantil a fim de barrar o PL 4330 e aumentar a fiscalização em torno da Lei do Estágio são desafios prementes para se alcançar novos passos para o desenvolvimento pleno de nossa sociedade.

Formação de quadros e militantes

Lançado o Currículo da Escola Nacional
Livro apresenta a trajetória da construção da Escola Nacional, seus cursos, objetivos e conteúdos, consolidando os últimos dez anos de desenvolvimento da formação da militância do PCdoB
Fruto de um intenso trabalho coletivo de militantes e quadros comunistas envolvidos (as) diretamente com o trabalho de formação téórica e ideológica do PCdoB na última década, o lançamento do Currículo da Escola Nacional consolida o arcabouço fundamental que norteia o trabalho central da formação da militância do nosso partido.
Ao longo das suas quase cem páginas são apresentadas a história da última década de elaboração, implementação e consolidação dos diversos cursos que fazem parte da estrutura geral da Escola Nacional bem como os ojetivos gerais e conteúdos programáticos desses cursos.
Construída de modo a propiciar um desenvolvimento didático-pedagógico de militantes e quadros em um processo crescente de assimilação dos conteúdos apresentados a cada curso, a estrutura da formação do PCdoB está consolidada em três níveis:
Nível I - Curso do Programa Socialista (CPS) e Curso de Iniciação ao Marxismo Leninismo
Nível II - Conceitos Básicos do Marxismo Leninismo
Nível III - Aprofundamento dos Conceitos do Marxismo Leninismo
Ao longo de cada curso a Escola Nacional e seu corpo de professores (as) e monitores (as) trabalham desde os temas basilares do pensamento marxista como os diversos aspectos das lutas do povo, em âmbito nacional e internacional, pela superação do capitalismo e para a construção do socialismo, com ênfase particular na trajetória histórica do Brasil e do próprio partido. Amplo destaque também é dado às características do capitalismo do nosso tempo e as condições do que chamamos de Nova Luta pelo Socialismo no século XXI. Perpassando todos os cursos, todos os conteúdos, temos o Programa Socialista do PCdoB como fio condutor de todo o trabalho de formação da militância comunista. 

Economia & eleições

Indicadores econômicos ao olhar de cada um

 Luciano Siqueira, no Blog de Jamildo (Jornal do Commercio Online)

Há quem diga que o desempenho da economia é visto pelo olhar de técnicos, empresas, governantes, etc; e pelo olhar dos assalariados e do povo pobre. Os primeiros debatem à exaustão o crescimento do PIB e outros indicadores macroeconômicos, nem sempre com rigor e objetividade, predominantemente de modo politicamente distorcido. Já a população em geral enxerga basicamente o emprego, a renda e o consumo.

A distinção parece adequada. Diariamente, os grandes jornais e as redes de TV e rádio difundem previsões catastróficas, visivelmente vinculadas aos interesses em jogo nas eleições de outubro. Assim agindo, nossa grande mídia apenas confirma seu caráter explicitamente partidário e seu descomprimisso com a objetividade da informação. Implica enorme esforço distinguir o joio e o trigo e identificar, no mar de dados manipulados, a realidade concreta.

Mais: pouca atenção se dá a indicadores que dizem respeito à base da sociedade, tais como taxa de desemprego anual, inadimplência, tomada de crédito, compras no varejo, etc.Claro que ninguém pode considerar satisfatório o PIB oscilante entre 2 e 2.5% – ainda que se deva relativizar esse desempenho em vista da crise global, que interfere sobre a economia brasileira. Mas soa ridícula a assertiva de que a responsabilidade é do governo e nada mais do que isso. Pior ainda, ao se fazer a apologia do chamado tripé macroeconômico, justamente o esquema que contém fatores de travamento das atividades produtivas – metas inflacionárias ultra-rígidas, juros elevados, rigor fiscal (voltado sobretudo para o corte de gastos com programas de redistribuição de renda). Ou seja, o apego ao figurino neoliberal, que impõe a inibição do crescimento e a exclusão social.
De outra parte, incomoda muito aos que desejam criar um clima social adverso ao at ual governo por ocasião das eleições, a conclusão de que emprego, renda e nível do consumo são fatores determinantes na sustentação do dinamismo na base da economia. Pois esses elementos envolvem a vida da maioria, sobretudo os quarenta milhões inseridos no sistema produtivo na última década. E ninguém desconhece o peso eleitoral desse segmento da população.

Cartas

A quarta-feira é de Adélia Flô: “possuir o vento/quando qualquer carícia pode pescar teus olhos/pesco folhas pelas pontes/porque nelas tuas cartas estão impressas”

Bom sinal

Crédito imobiliário cresceu 32% em 2013 (R$ 109,2 bilhões). Fruto da manutenção do emprego e renda do trabalhador e da maior oferta.