Na semana passada, o ministro da Ciência,
Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, declarou, em entrevista,
que as operadoras de telecomunicações poderiam vender pacotes com limites de
dados para a banda larga fixa, a partir do segundo semestre deste ano. Uma medida
como essa mudaria a forma como usamos a internet no país. Pesquisas recentes
demonstram que, a cada hora navegada, 35 minutos são feitos pela rede de banda
larga fixa, mesmo que a pessoa esteja usando um dispositivo móvel, como
smartphone ou tablet. Isso acontece porque as pessoas usam as redes WiFi
oferecidas em locais como bibliotecas públicas, escolas, universidades, praças,
restaurantes, cafeterias e nos próprios locais de trabalho. E as usam
justamente para baixar documentos, participar de uma consulta pública, fazer
declaração de imposto de renda, inscrição no Enem e outros serviços do dia a
dia. Se o limite de dados fosse aprovado, o acesso às redes WiFi deixaria de
existir ou as pessoas teriam que pagar por isso. Leia mais http://migre.me/vUWNV
A construção coletiva das idéias é uma das mais fascinantes experiências humanas. Pressupõe um diálogo sincero, permanente, em cima dos fatos. Neste espaço, diariamente, compartilhamos com você nossa compreensão sobre as coisas da luta e da vida. Participe. Opine. [Artigos assinados expressam a opinião dos seus autores].
22 janeiro 2017
21 janeiro 2017
Reforma contra os trabalhadores
Michel Temer pretende levar à votação, no primeiro semestre
deste ano, a sua reforma da Previdência. É a mais perversa iniciativa anunciada
por sua gestão, símbolo deste governo que age como um Robin Hood às avessas. Um
ataque à dignidade humana, as mudanças golpeiam sobretudo os trabalhadores mais
pobres e vulneráveis do país. A
reforma, que endurece as regras para a aposentadoria, impedirá ou pelo menos
dificultará o acesso de milhares de brasileiros à Previdência Social. De forma
cruel, amplia a exploração sobre os trabalhadores. O projeto não só aumenta a
idade mínima e o tempo de contribuição necessários para se aposentar, como
também reduz o valor que será pago aos beneficiários. Leia mais no
editorial do Vermelho http://migre.me/vUPJi
O mundo em que vivemos
Aldeia global
Eduardo Bomfim, no portal
Vermelho
A revolução tecnológica aproximou as pessoas de tal maneira que os indivíduos percebem que o mundo ficou mais próximo. É como se houvesse sido realizada a profecia de Marshall McLuhan, guru da comunicação dos anos sessenta que vislumbrou o planeta como uma grande aldeia global.
O interessante é que seus adeptos eram, na época, rebeldes contra o
sistema, desejavam mudar as sociedades. Talvez não fosse isso que o “profeta”
queria dizer com suas ideias e palestras que reuniam multidões.
De fato a sua profecia aconteceu mas não no espírito que hoje nos
pretendem vender, porque essa comunidade planetária de cidadãos encontra-se a
serviço de uma acumulação financeira jamais vista na História da humanidade.
Primeiro porque essa tal de “aldeia global” não é de cidadãos livres com
iguais direitos e deveres. Há uma efetiva hegemonia, mantida a ferro e fogo,
especialmente por um império, imposta de todas as formas imagináveis a
determinar o que é politicamente correto aos povos do mundo.
A ONG inglesa Oxfam diz que 1% de mega-bilionários detêm 99% da fortuna
mundial, uma acumulação da riqueza inédita. Em resumo, da aldeia global
gestou-se a globalização não da cidadania mas do capital financeiro, a ditadura
feroz do Mercado rentista.
Umbilicalmente associada ao rentismo encontra-se a grande mídia-empresa
global, cuja função essencial é o domínio absoluto do discurso sobre os fatos e
acontecimentos, desprovida do papel da informação, mesmo que parcial ou de
grupos. Cabe a ela declarar diuturnamente a morte das ideologias, com exceção
de uma: a ideologia do grande capital, do Mercado financeiro.
Assim, por todos os cantos é o Mercado quem promove os golpes e as
“primaveras coloridas” contra as nações que por desejo de autodeterminação
pretendem constituir seus próprios caminhos como é o caso do Brasil.
Trata-se de uma governança mundial sob a guarda pretoriana dos EUA,
agora em pânico com a eleição presidencial de um bilionário “outsider”, não
indicado por Wall Street, totalmente imprevisível.
O ex-presidente dos EUA Franklin Roosevelt afirmava: “ser governado pelo
dinheiro organizado é igual ou pior do que ser governado pelo crime
organizado”. Mas o mundo vive tempos de resistência e transformações a olhos
vistos. O Brasil precisa encontrar seu rumo nesse novo cenário global.
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Leia mais sobre temas da atualidade:
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Anti-Trump
Marchas de mulheres na Europa protestam contra ideias reacionárias de Trump e acendem sentimento anti-imperialista.
Minha entrevista ao Portal LeiaJá
“O conflito político será a
marca de 2017”, diz Siqueira
O vice-prefeito
do Recife, Luciano Siqueira (PCdoB), declarou que a Câmara dos Deputados e no
Senado Federal, seguem em oposição “ao sentimento nas ruas e à gravidade da
crise”
Entrevista a Taciana Carvalho, LeiaJá
Em entrevista concedida ao Portal LeiaJá, o
vice-prefeito do Recife, Luciano Siqueira (PCdoB), declarou que o
conflito político e social será a marca de 2017. “Em recente entrevista ao site
Carta Maior, o economista Luiz Gonzaga Belluzzo observou que a ideia de que,
uma vez deflagrado o impeachment, se iria recuperar a confiança é primária. O
que aconteceu foi que a situação se agravou, continuamos numa espiral
descendente, e todas as pesquisas de confiança dos empreendedores acabaram se
mostrando negativas”.
Siqueira acredita que a insatisfação
da população se generaliza, sobretudo, ao envolver a crise global. “Na qual o
drama brasileiro está inserido. Segundo ele [economista], o sentimento de
confiança ou de desconfiança dos investidores se influencia, sim, pela situação
política interna, porém se alimenta de muitas outras variáveis”, pontuou.
“Segundo Belluzzo, se Dilma errou ao
tentar um drástico ajuste fiscal em plena desaceleração da economia, que
terminou não se consumando porque a maioria oposicionista do Congresso não
permitiu; Temer erra mais ainda, impondo o atual ajuste, desastroso, que leva
ao aprofundamento da recessão”, acrescentou.
O vice-prefeito destaca que, apesar do
cenário crítico, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, seguem em
oposição ao sentimento nas ruas e à gravidade da crise. “Interesses de grupo
nem sempre confessáveis reforçam lobbies retrógrados via bancadas rotulados
como “da bala”, “evangélica”, “do agronegócio”, “da bola”, entre outros. E, no
Planalto, com inigualável sofreguidão, tudo se faz para que o "Deus
Mercado" seja, enfim, reconhecido como verdadeira força dirigente das
forças que assaltaram o poder através do golpe
parlamentar-midiático-judiciário-policial”, cravou.
Para Siqueira, nem a “cantinela
midiática” tem aderência da população. “Inclusive entre os que investem seu
capital. Por mais distorcida que seja a cobertura jornalística em nosso país, o
empresariado se faz relativamente bem informado porque acompanha o que se passa
além de nossas fronteiras”.
Enquanto isso, o gestor ressalta que a
grande maioria dos brasileiros vivem em situação delicada. "Quanto aos de
baixo – a grande maioria dos brasileiros -, que vivem do próprio trabalho,
formal ou informal, ou se encontram em situação de extrema vulnerabilidade, a
cada dia o estômago tende a falar mais alto do que o noticiário pirotécnico do
Jornal Nacional”, cravou.
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