22 janeiro 2017

Acesso ameaçado

Na semana passada, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, declarou, em entrevista, que as operadoras de telecomunicações poderiam vender pacotes com limites de dados para a banda larga fixa, a partir do segundo semestre deste ano. Uma medida como essa mudaria a forma como usamos a internet no país. Pesquisas recentes demonstram que, a cada hora navegada, 35 minutos são feitos pela rede de banda larga fixa, mesmo que a pessoa esteja usando um dispositivo móvel, como smartphone ou tablet. Isso acontece porque as pessoas usam as redes WiFi oferecidas em locais como bibliotecas públicas, escolas, universidades, praças, restaurantes, cafeterias e nos próprios locais de trabalho. E as usam justamente para baixar documentos, participar de uma consulta pública, fazer declaração de imposto de renda, inscrição no Enem e outros serviços do dia a dia. Se o limite de dados fosse aprovado, o acesso às redes WiFi deixaria de existir ou as pessoas teriam que pagar por isso. Leia mais http://migre.me/vUWNV

21 janeiro 2017

Reforma contra os trabalhadores

Michel Temer pretende levar à votação, no primeiro semestre deste ano, a sua reforma da Previdência. É a mais perversa iniciativa anunciada por sua gestão, símbolo deste governo que age como um Robin Hood às avessas. Um ataque à dignidade humana, as mudanças golpeiam sobretudo os trabalhadores mais pobres e vulneráveis do país. A reforma, que endurece as regras para a aposentadoria, impedirá ou pelo menos dificultará o acesso de milhares de brasileiros à Previdência Social. De forma cruel, amplia a exploração sobre os trabalhadores. O projeto não só aumenta a idade mínima e o tempo de contribuição necessários para se aposentar, como também reduz o valor que será pago aos beneficiários. Leia mais no editorial do Vermelho http://migre.me/vUPJi

Boa noite, Cecília!


O mundo em que vivemos

Aldeia global
Eduardo Bomfim, no portal Vermelho

A revolução tecnológica aproximou as pessoas de tal maneira que os indivíduos percebem que o mundo ficou mais próximo. É como se houvesse sido realizada a profecia de Marshall McLuhan, guru da comunicação dos anos sessenta que vislumbrou o planeta como uma grande aldeia global.
O interessante é que seus adeptos eram, na época, rebeldes contra o sistema, desejavam mudar as sociedades. Talvez não fosse isso que o “profeta” queria dizer com suas ideias e palestras que reuniam multidões.
De fato a sua profecia aconteceu mas não no espírito que hoje nos pretendem vender, porque essa comunidade planetária de cidadãos encontra-se a serviço de uma acumulação financeira jamais vista na História da humanidade.
Primeiro porque essa tal de “aldeia global” não é de cidadãos livres com iguais direitos e deveres. Há uma efetiva hegemonia, mantida a ferro e fogo, especialmente por um império, imposta de todas as formas imagináveis a determinar o que é politicamente correto aos povos do mundo.
A ONG inglesa Oxfam diz que 1% de mega-bilionários detêm 99% da fortuna mundial, uma acumulação da riqueza inédita. Em resumo, da aldeia global gestou-se a globalização não da cidadania mas do capital financeiro, a ditadura feroz do Mercado rentista.
Umbilicalmente associada ao rentismo encontra-se a grande mídia-empresa global, cuja função essencial é o domínio absoluto do discurso sobre os fatos e acontecimentos, desprovida do papel da informação, mesmo que parcial ou de grupos. Cabe a ela declarar diuturnamente a morte das ideologias, com exceção de uma: a ideologia do grande capital, do Mercado financeiro.
Assim, por todos os cantos é o Mercado quem promove os golpes e as “primaveras coloridas” contra as nações que por desejo de autodeterminação pretendem constituir seus próprios caminhos como é o caso do Brasil.
Trata-se de uma governança mundial sob a guarda pretoriana dos EUA, agora em pânico com a eleição presidencial de um bilionário “outsider”, não indicado por Wall Street, totalmente imprevisível.
O ex-presidente dos EUA Franklin Roosevelt afirmava: “ser governado pelo dinheiro organizado é igual ou pior do que ser governado pelo crime organizado”. Mas o mundo vive tempos de resistência e transformações a olhos vistos. O Brasil precisa encontrar seu rumo nesse novo cenário global.

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Anti-Trump

Marchas de mulheres na Europa protestam contra ideias reacionárias de Trump e acendem sentimento anti-imperialista.

Humor de resistência

Bessinha vê a submissão de Temer aos EUA (Conversa Afiada)

Minha entrevista ao Portal LeiaJá

“O conflito político será a marca de 2017”, diz Siqueira

O vice-prefeito do Recife, Luciano Siqueira (PCdoB), declarou que a Câmara dos Deputados e no Senado Federal, seguem em oposição “ao sentimento nas ruas e à gravidade da crise”

Entrevista a Taciana Carvalho, LeiaJá

Em entrevista concedida ao Portal LeiaJá, o vice-prefeito do Recife, Luciano Siqueira (PCdoB), declarou que o conflito político e social será a marca de 2017. “Em recente entrevista ao site Carta Maior, o economista Luiz Gonzaga Belluzzo observou que a ideia de que, uma vez deflagrado o impeachment, se iria recuperar a confiança é primária. O que aconteceu foi que a situação se agravou, continuamos numa espiral descendente, e todas as pesquisas de confiança dos empreendedores acabaram se mostrando negativas”.
Siqueira acredita que a insatisfação da população se generaliza, sobretudo, ao envolver a crise global. “Na qual o drama brasileiro está inserido. Segundo ele [economista], o sentimento de confiança ou de desconfiança dos investidores se influencia, sim, pela situação política interna, porém se alimenta de muitas outras variáveis”, pontuou.
“Segundo Belluzzo, se Dilma errou ao tentar um drástico ajuste fiscal em plena desaceleração da economia, que terminou não se consumando porque a maioria oposicionista do Congresso não permitiu; Temer erra mais ainda, impondo o atual ajuste, desastroso, que leva ao aprofundamento da recessão”, acrescentou.
O vice-prefeito destaca que, apesar do cenário crítico, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, seguem em oposição ao sentimento nas ruas e à gravidade da crise. “Interesses de grupo nem sempre confessáveis reforçam lobbies retrógrados via bancadas rotulados como “da bala”, “evangélica”, “do agronegócio”, “da bola”, entre outros. E, no Planalto, com inigualável sofreguidão, tudo se faz para que o "Deus Mercado" seja, enfim, reconhecido como verdadeira força dirigente das forças que assaltaram o poder através do golpe parlamentar-midiático-judiciário-policial”, cravou.
Para Siqueira, nem a “cantinela midiática” tem aderência da população. “Inclusive entre os que investem seu capital. Por mais distorcida que seja a cobertura jornalística em nosso país, o empresariado se faz relativamente bem informado porque acompanha o que se passa além de nossas fronteiras”.  
Enquanto isso, o gestor ressalta que a grande maioria dos brasileiros vivem em situação delicada. "Quanto aos de baixo – a grande maioria dos brasileiros -, que vivem do próprio trabalho, formal ou informal, ou se encontram em situação de extrema vulnerabilidade, a cada dia o estômago tende a falar mais alto do que o noticiário pirotécnico do Jornal Nacional”, cravou. 
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