02 maio 2009

Visão crítica sobre a Folha de S. Paulo

Para líder comunista, jornal quer culpar Governo pela crise econômica


Blog da Folha:
ANÁLISE POLÍTICA
Luciano Siqueira alfineta a Folha de São Paulo
. Integrante da executiva nacional do PCdoB e vereador no Recife, Luciano Siqueira alfineta a toda poderosa Folha de São Paulo em comentário postado hoje, em seu blog pessoal. Para o líder comunista, a Folha quer de toda forma culpar o Governo Federal pela crise financeira internacional – gerada, como ele mesmo confirma, pelos EUA. A análise é feita através de matéria publicada pelo jornal paulista, onde questiona-se uma suposta ausência de crítica aos governantes nacionais no dia 1º de maio. A seguir, a provocação de Siqueira:
. A Folha com dor de cotovelo - De opção política crescentemente à direita e quase que reduzida a um denuncismo estéril, a Folha de S. Paulo estranha que o governo federal não tenha sido alvo dos sindicalistas nas comemorações do 1º. de Maio, ontem.
. Em matéria publicada hoje, o jornal revela sua insatisfação: "Apesar do desemprego em alta e da crise econômica, os festejos do Dia do Trabalho foram marcados no país pela escassez de críticas ao governo federal. Os discursos foram amenos, e as reivindicações, genéricas."
. É que, ao contrário da Folha, os sindicalistas sabem que a crise global não foi gerada aqui, e sim nos EUA, metrópole venerada pelo jornal paulista; e que o governo não é causa da crise, e sim parte de sua solução.

Sapos ameaçados de extinção

National Geographic:
Perto do fim
Estamos diante de uma extinção em massa. Um fungo exótico desfecha o golpe fatal em anfíbios já ameaçados pela perda de seu hábitat, pela poluição e pelas mudanças no clima. Pesquisas e esforços de resgate talvez sejam a salvação para as espécies prestes a desaparecer.
. Rãs e sapos, salamandras e tritões, cobras-cegas vermiformes: todos fazem parte da classe Amphibia. São criaturas de sangue frio que se arrastam, pulam, escavam; que costumam aparecer em contos de fadas, pragas bíblicas, provérbios e rituais de bruxaria. Os europeus da Idade Média viam o próprio diabo nas rãs. Para os antigos egípcios, elas simbolizavam a vida e a fertilidade. E, para as crianças de todas as épocas, sempre proporcionaram uma introdução ao mundo da natureza. Já para os cientistas, elas constituem uma ordem que há mais de 300 milhões de anos está em evolução, diversificando-se em mais de 6 mil espécies tão belas e ameaçadas quanto qualquer outro animal sobre a face da Terra.
. Os anfíbios estão entre os grupos mais atingidos pelas inúmeras pressões que hoje recaem sobre a fauna selvagem. Nada menos do que metade de todas as suas espécies está ameaçada. Centenas estão à beira da extinção, e dezenas foram aniquiladas. O declínio nas populações é rápido e generalizado e tem causas complexas - mesmo no despenhadeiro perto de Limón aquele trator é apenas um perigo entre outros. Mas nem toda a esperança está perdida. Esforços de resgate vão resguardar alguns animais até que passe a onda de extinção. E, pelo menos em laboratório, os cientistas já conseguiram curar rãs de uma doença fúngica que vem devastando populações em todo o planeta.

Petrobras extrai o primeiro barril de óleo do pré-sal

Jornal do Brasil:
Empresas terão de esperar para explorar, diz governo
O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, entregou ontem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um barril contendo o primeiro óleo extraído da camada pré-sal, num ato simbólico que marcou a primeira exploração em águas ultraprofundas no campo de Tupi, na bacia de Santos. Lula não foi à plataforma para a extração por motivo de segurança, mas participou de uma cerimônia na Marina da Glória, no Rio. O ministro Edison Lobão voltou a defender a criação de uma estatal para cuidar do pré-sal e disse que a iniciativa privada terá de provar capacidade financeira para explorar a camada. Em todo o país, manifestações celebraram o Dia do Trabalhador. No Rio, houve festa, ofertas de emprego e vaias ao ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Na Europa, protestos violentos contra a crise e o desemprego marcaram o feriado.

A Folha com dor de cotovelo

. De opção política crescentemente à direita e quase que reduzida a um denuncismo estéril, a Folha de S. Paulo estranha que o governo federal não tenha sido alvo dos sindicalistas nas comemorações do 1º. de Maio, ontem.
. Em matéria publicada hoje, o jornal revela sua insatisfação: “Apesar do desemprego em alta e da crise econômica, os festejos do Dia do Trabalho foram marcados no país pela escassez de críticas ao governo federal. Os discursos foram amenos, e as reivindicações, genéricas.”
. É que, ao contrário da Folha, os sindicalistas sabem que a crise global não foi gerada aqui, e sim nos EUA, metrópole venerada pelo jornal paulista; e que o governo não é causa da crise, e sim parte de sua solução.

Instituições obsoletas

No Vermelho, por Eduardo Bomfim:
República, escândalos e crimes

Os fatos são evidentes e inquestionáveis. As instituições do país encontram-se defasadas em relação às necessidades e exigências da sociedade brasileira. Há uma evidente contradição entre o processo de modernização dos diversos segmentos que a compõem e as estruturas republicanas atuais.

Os graves acontecimentos, denúncias que minam os alicerces da vida política nacional ou dos estados regionais, que de tão recorrentes indicam a obsolescência do atual sistema, não mais respondem à demanda de uma nação prestes a saltar a um patamar superior ao atual, em todos, ou quase todos, os quesitos, científico, tecnológico, industrial, de consumo etc.

Sabemos que o Estado não é imutável, muito pelo contrário, ele acompanha o aperfeiçoamento e as exigências da consciência social de uma determinada época. A qual determina as mudanças das leis, das relações sociais, das nações.

Essa consciência exige as alterações no judiciário, no executivo e no legislativo, nos códigos públicos, na iniciativa privada e também de comportamento. No País há uma crise de identidade, consequência de um impasse entre as diversas classes sociais e o atual regime, através da sistemática fragilização das instituições políticas.

E sem a credibilidade delas gera-se um sentimento generalizado de incerteza, revolta e perplexidade. A nação encontra-se, nas diversas regiões, infectada por escândalos, vários crimes políticos, desencontros generalizados e lacunas de poder. Mas a verdade é que desde que se ouviram os ecos da Marselhesa, jamais surgiu um outro sistema como o republicano.

Seguramente é preferível a pior das repúblicas à melhor das ditaduras ou qualquer outro tipo de regime arbitrário, mesmo que às vezes a História surpreenda-nos com rupturas inevitáveis. Assim o problema não são exatamente as alterações pontuais nas estruturas, retoques aqui e ali, nos três poderes.

O que se impõe é a Refundação da República sob bases mais avançadas que correspondam às exigências contemporâneas do desenvolvimento da nação. Caso contrário, cedo ou tarde marcharemos para um impasse.

Portanto, não há uma crise institucional, como se tem dito, mas um sério descompasso nas estruturas do País em relação ao necessário projeto de Estado. E observando-se sob o ponto de vista mais geral, o que se tem definido como o Projeto Nacional, em muitos aspectos é certamente antinacional.

01 maio 2009

Painel de comentários

Sobre o meu artigo Partido: idéias, gestos, atitudes, comentários recebidos por e-mail:
Sempre tenho o maior prazer em ler as suas idéias e reflexões. Nelas, me sinto contemplada de forma emocional e intelectual dentro do percurso reflexivo como socióloga, e, dentro das observações cotidianas vividas historicamente na resistência a exploração e todo tipo de miséria gerada por esse capitalismo.

Talvez eu seja um desses exemplos de pessoa que resistiu ativamente a ditadura, ajudou a criar novos partidos políticos e lideranças, e, no final das contas, optei mesmo por uma atitude educativa ou educadora muitas vezes, como o bastião do pensamento livre que sempre se coloca na vanguarda das transformações micro e macro estruturais.

Hoje, não sou de nenhum partido político, não professo fé em nenhuma bandeira, embora reconheça meus pares nas pessoas e instituições que ainda tem a coragem (no mínimo verbal) de ser a diferença da mesmice que tomou conta da política brasileira com algumas exceções.
Considero altamente pertinente um partido como o PC do B, com sua história de resistência e luta no Brasil, num momento de crise também ética, rever e se destacar no cenário nacional, não como o guardião da nova moral do proletariado ou algo parecido, porém, buscando se apoiar em valores que sirvam para todo ser humano, independente de sua classe social ou ideologia confessa. (Rivaneide Nogueira).
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Sua análise está consistente. Ela tem mesmo o teor do título: Idéias, Gestos e Atitudes. Muito boa, parabéns. Outro assunto: Sugiro alguns assuntos como contribuição para apresentação à tribuna da CMR, relativos ao mês de Maio, entre outros da sua pauta. 1º) 01.05.54 - Completará 53 anos. Getúlio, em seu último 1º de maio, dobra o Salário Mínimo e diz aos trabalhadores, em Petrópolis: "Hoje estais com o Governo. Amanhã serás o Governo”. 2º) 08.05.64 - Completará 43 anos. A ditadura rompe relações com Cuba 3º) 09.05.68 - Completará 41 anos. Noite de Barricadas em Paris. A agitação estudantil de 68, ganha tons de insurreição. Estes e outros assuntos estão na "Linha do Tempo" no Portal Vermelho. Para um aprofundamento basta pedir a Assessoria para ampliar, se for o caso. Getúlio e os trabalhadores; A ditadura, seu rompimento com Cuba e atualmente os gestos de Barack Obama; O ano da França no Brasil, talvez possam dar mais assuntos para a sua ascendente universalização, tratando do Recife, do Brasil e do mundo. Destacando os diversos embates sociais, econômicos e políticos de 68. (Fernando Paz).
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Este seu artigo aborda um tema da maior importância, que nem sempre é tratado como tal. Existe democracia sem partidos políticos e sem um sistema de representação social? Não. Nosso país vem de um sistema colonizado durante mais de três séculos, onde os dominantes usurpavam nossas riquezas, das formas as mais absurdas, inclusive com a garantia do sistema de escravidão, para produção mais barata. Os detentores do poder não o deixam por que querem. Saem quando o povo organizado e consciente os retira. Isto é uma luta e os partidos políticos são seus instrumentos. É fundamental saber que existem dois lados: os que querem continuar a colonização, de forma mascarada explorando intensamente a classe trabalhadora, e aqueles que lutam por uma sociedade justa,fraterna e solidária, um país soberano. Aí está o centro da mídia ao confundir ética e política. Roubar, mais sofisticadamente chamado de corrupção (quem rouba é pobre) não é ato político em sua essência, mas ético. Não há nos estatutos partidários que em seus princípios esteja a corrupção. Tal se concretiza em atos de participantes destes na construção da sociedade de injustiças e privilégios, em prejuízo da classe trabalhadora. A mídia faz seu papel, pois pertence ao poder econômico e assim o faz para confundir todos de boa vontade, com o objetivo de se perpetuar no poder, uma vez que têm consciência de que a maioria dos votos está com os trabalhadores. É preciso confundir os trabalhadores, para com uso do poder econômico, eleger seus representantes, e com gestos e ação, no Congresso Nacional, nas Assembléias Legislativas e Câmara de Vereadores ou nas diferentes esferas do executivo, manter seus privilégios. O difícil é a compreensão que precisa se ter em separar o joio do trigo no processo eleitoral. Isto requer consciência de que estado queremos: o de bem estar social, socialista ou o capitalista, concentra dor de renda e conseqüente geração de miséria e violência. Eis a questão! (Audísio Costa).
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Encontrar um político que seja respeitado pela população é ema grande raridade. A situação chegou a uma fase muito crítica e cada vez surge mais histórias de desmandos e enriquecimento ilícito com o dinheiro público e com vantagens em processos que envolvem recursos públicos. Recuperar a credibilidade será uma difícil tarefa. Temos que manter a esperança nas raríssimas exceções. (Melquides Pereira).
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Acabei de ler a pauta do Congresso do PCdoB em novembro próximo: achei excelente e com temas atuais e oportunos. Enfatizo alguns temas não por ordem de importância:1) A democratização dos meios de comunicação já, (de olho nas próximas eleições); 2) A "bandeira da moralidade nas coisa publicas" (sendo usurpada pela grande mídia - TV + Imprensa + radio, ou seja, por trás os partidos de oposição disfarçados); 3) A analise da crise do capitalismo mundial e suas repercussões nos países emergentes; 4) A questão ambiental (deterioração acelerada) como processo do capitalismo espoliador;5) A grande questão da sempre proteladas reformas política e do sistema financeiro.Acrescentaria uma opinião já formada: considero hoje o Poder Judiciário como o mais pernicioso {tenho um filho advogado especializado em Direito Empresarial e mestrado em Direito da Tecnologia da Informação, leia-se Internet,TV., radio, etc. no UK (com proposta para o modelo brasileiro) este assunto se prestaria para o tema inicial da mídia}, pois está decidindo temas que seriam do Poder Legislativo, além da manipulação política descarada quando implica pessoas de grande poder econômico. Tem uma estrutura arcaica, nenhum pais moderno tem esse modelo de juízes eternos e nomeados pelo executivo.

Este ultimo tema é talvez o mais delicado, pois me lembra um provérbio chinês:" Não trate mal o guarda da ponte, ele tem uma espada na mão"; pois é, os juízes do STJ e STF, cada um tem uma espada na mão. E o pior, a Justiça não é cega como lembra o seu símbolo clássico, mas caolha, com um olho seleciona aquilo que lhe interessa, claro pelo olho bom...Mas há que se ter muito cuidado nesse tema, pois na situação atual não se pode cutucar a onça com vara curta...Todavia temos um grande jurista que pode dar uma grande contribuição: o Prof. DALMO DALLARI, da USP. Ele sabe o que diz, quando na época que Fernando. Henrique ia nomear o Gilmar Mendes e escreveu um longo artigo publicado salvo engano no Jornal do Brasil, advertindo o presidente do risco de nomear esta figura tão midiática... Ele foi até magnânimo e ponderado até demais, ao comentar o recente bate-boca entre Mendes e o juiz Bezerra. Hoje, estamos vendo o quanto ia tinha razão. (Tadeu Colares).

Legal e ético

Sobre o meu artigo Partido: idéias, gestos, atitudes, comentário recebido por e-mail:

Não há dúvidas em que o exercício da boa política, como instrumento de ação comprometida com o bem comum e em favor, principalmente, das parcelas da sociedade menos favorecidas, contraria a muitos interesses. Aqueles que pretendem usar o poder em benefício próprio identificam no processo democrático o seu maior inimigo. Este é um ponto de consenso. Não podemos, no entanto, meu caro Luciano, deixar de afirmar com bastante ênfase que o processo democrático apóia-se principalmente na informação. Todos têm o direito de saber com fidedignidade o que está acontecendo em tudo o que diga respeito ao interesse público. São dois conceitos, portanto: a informação adequadamente veiculada e a transparência em sua transmissão. A boa informação é um patrimônio a ser preservado para o bem da sociedade. A vigilância na sua fidedignidade e transparência é um dever de todos aqueles que assim a entendem como essencial e necessária para o bem estar de todos, para evitar que se repitam os casos de mau uso já vivenciados na História.

Como você declarou “Separar o joio do trigo é um imperativo da verdade”. Precisamos sim, Luciano, agir no sentido de informar o que de fato está acontecendo, denunciando processos que possam estar a prejudicar o jogo democrático. Vamos esclarecer erros, apontar exageros e atitudes inconsequentes da mídia. O que não podemos Luciano, por saber que outros interesses existem contrários à prevalência da democracia, é desestimular a transparência do processo informativo. A História recente brasileira também está cheia de situações em que o Poder se prevaleceu do torniquete à imprensa para fazer o que bem entendeu, em prejuízo de nosso povo (remember o golpe de 1964).

Precisamos, da mesma forma, “separar o joio do trigo” e saber que existem também profissionais de imprensa sérios a quem a democracia brasileira muito deve. O que precisamos evitar a todo custo, Luciano, é entrar no jogo corporativo que interessa ao stablishement tanto de más empresas jornalísticas como de líderes políticos que desejam a manutenção do status quo. Umas e outros precisam ser denunciados sim, Luciano, sempre que defendam práticas espúrias. O que precisamos é fazer isso sempre, e sempre de forma responsável. Não se pode calar!

Sucesso ao 12º Congresso do PCdoB, e que da pauta dele conste, além da riqueza de conteúdo referida em sua mensagem, uma análise mais aprofundada sobre o aperfeiçoamento da prática política nas casas legislativas e no processo de construção das leis deste País.

O que todos precisam entender é que o povo está saindo de um processo mais ou menos letárgico e participando mais das coisas de seu interesse, ao perceberem que a representatividade muitas vezes se apresenta mais comprometida com o interesse pessoal e de sua perpetuação no poder do que no verdadeiro interesse da sociedade. Não basta ser legal, é preciso ser ético. Como você, Luciano. (Cláudio Couceiro d Amorim).