01 janeiro 2024

No Twitter @lucianoPCdoB

Em 2023, desafiei dragões e me arrisquei em penhascos.

Em 2024, repetirei desafios e me arriscarei mil vezes.

Viver é um ato de coragem.

As emoções dão cor à vida ttps://bit.ly/3Ye45TD

Minha opinião

CDs que se foram
Luciano Siqueira

Guardar CDs tanto pode ser considerado um gesto de apreço para com a produção musical de diversas épocas ou simplesmente apego a objetos como outros quaisquer.

É o que deduzo do que leio, escuto e vejo na TV sobre o assunto.

Tanto que o termo "desapego" (para quem se desfaz dos seus estoques) os inclui num rol que vai se tornando cada vez mais amplo e diversificado, tanto quanto as pessoas tendem a residir em apartamentos de poucos e pequenos cômodos.

Vale para roupas, objetos de decoração e até ferramentas antes usadas para pequenos consertos domésticos ou modestas aventuras criativas.

Não deixa de ser uma desatenção com o que os CDs (disco compacto, disco compacto a laser, disco a laser, compacto laser ou simplesmente disco laserpopularmente conhecido por CD, sigla para a designação inglesa, Compact Disc), extraordinário avanço tecnológico do início dos anos 80, conforme anoto aqui da Wikipedia.

Aqui em casa mesmo foram cinco sacolas dessas que se usam para fazer compras em supermercado completamente cheias — da MPB e dos diversos gêneros da nossa música, assim como clássicos e verdadeiras preciosidades do jazz.

Tudo porque precisamos de mais espaços para livros e porque para ouvi-los basta um clique num streaming.

Ficaram DVDs com registros fotográficos e em vídeo ou simplesmente sonoros de eventos de nossa trajetória política (ou familiar), inclusive entrevistas em emissoras de rádio e TV.

Prefiro assim. Embora respeite o prazer de colecionadores, que saúdo neste dia primeiro do ano de 2024, enquanto ouço no smartphone uma playlist do genial Jacob do Bandolin. 

No Natal, o melhor presente https://bit.ly/3vd4gEJ

Palavra de poeta: Chico de Assis

SONETO DE UMA ESPERANÇA QUASE PERDIDA! 
Chico de Assis*

 
Que seja amor a primeira
palavra deste ano.
Ainda que dele
restem apenas réstias.
 
De sol de sonhos de esperanças
seja de amor a cena projetada.
Porque o amor mais triste ainda vence
ao desamor equivalente ao nada.
 
Para saudar então um novo tempo
não se inventem novos cânticos
nem se procurem alentos para a dor.
 
Basta se erguer o bisturi preciso
que corte a carne e nela circunciso
se extraía o velho e maltratado amor.

[Ilustração: Marc Chagall]

*Advogado, poeta
Não basta a linha do tempo https://bit.ly/3Ye45TD

China+Peru & Brasil

O novo porto chinês no Peru que pode ser porta do Brasil para Pacífico e preocupa EUA
Matheus Gouvea/BBC

Um novo porto que a China constrói no Peru pode ser uma porta do Brasil para o Pacífico, com um potencial de gerar ganhos significativos para as exportações nacionais.

Por ali, devem ser escoados rumo à Ásia desde materiais para a transição energética, como o lítio, a alimentos e produtos industrializados.

Ao mesmo tempo, o megaprojeto bilionário deve encurtar em um terço o tempo médio que a produção brasileira leva para chegar ao Oriente.

A empresa chinesa à frente da obra também diz que a iniciativa tem despertado o interesse de empresários brasileiros porque tem o potencial de gerar novos negócios — mas, para tirar proveito disso, o Brasil teria que investir em melhorar sua infraestrutura, dizem analistas.

Com inauguração prevista para o próximo ano, o porto conta com um investimento da China na América Latina de natureza e porte inéditos da China.

Também é uma das principais iniciativas do ambicioso plano de investimentos de Pequim conhecido como One Belt, One Road (Um Cinturão, uma Rota, em tradução livre), ou "Nova Rota da Seda", que busca transformar a geografia econômica global, como apontam especialistas.

Ao mesmo tempo, a construção do porto de águas profundas, que criará uma nova conexão que vem sendo apelidada de "Xangai-Chancay", é vista com preocupação pelo governo dos Estados Unidos.

O receio é que isso amplie ainda mais a influência e fortaleça os laços comerciais (e oficiais) de Pequim com países da América do Sul e contribua para que a China controle o fornecimento de materiais críticos na região.

Novo centro de conexão com a Ásia

Localizado a cerca de 60 quilômetros da capital peruana, Lima, Chancay é o primeiro porto com maioria de capital chinês na América Latina.

O investimento é de cerca de US$ 3,6 bilhões (R$ 17,8 bilhões). A empresa chinesa COSCO Shipping detém uma participação de 60% no porto e a Volcan do Peru, 40%.

A pretensão é que este porto seja um novo centro de conexão da região com a Ásia que poderá trazer vantagens para uma série de países sul-americanos.

Chancay pode facilitar a exportação de materiais críticos para indústrias como a de veículos elétricos, que necessitam, por exemplo, de cobre e lítio, metais em que a América do Sul é líder em reservas.

O projeto representa também uma consolidação dos investimentos da China no Peru.

Nos últimos anos, cerca de US$ 15 bilhões (R$ 74,5 bilhões) foram destinados pela China à mineração no país sul-americano, de acordo com o governo peruano.

A presidente peruana, Dina Boluarte, se reuniu com o líder chinês, Xi Jinping, durante a reunião anual da Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico (Apec), realizada em São Francisco em meados de novembro.

Na ocasião, Boluarte reforçou um convite para que ele participe da cúpula do próximo ano, que será em Lima, e quando se espera que seja inaugurada a primeira fase do projeto.

"Os líderes discutiram a iniciativa chinesa de construir infraestrutura para o comércio internacional, algo em que Boluarte mostrou interesse em ter a participação do Peru", disse o governo peruano em um comunicado sobre o encontro.

Segundo Omar Narrea, pesquisador do Centro de Estudos da China e Ásia-Pacífico da Universidade do Pacífico em Lima, Chancay faz parte da "Nova Rota Marítima da Seda" da China, que visa alcançar um maior número de continentes.

"Há uma transformação da geografia econômica global", afirma ele à BBC News Brasil.

Para Narrea, o projeto serve ainda como uma rota alternativa, especialmente em um cenário no qual outros corredores marítimos ao redor do mundo sofrem uma série de riscos.

Nas últimas semanas, por exemplo, uma seca que afeta o Canal do Panamá impede a passagem de centenas de navios e torna os fretes mais longos e caros.

"Chancay surge neste cenário como uma opção interessante e resiliente às mudanças climáticas", avalia.

Chancay também pode beneficiar a exportação de países vizinhos, incluindo Brasil, Equador, Colômbia, Bolívia e Chile.

Os últimos dois compõem o chamado Triângulo do Lítio junto com a Argentina, e são detentores das maiores reservas mundiais deste metal.

Como a Bolívia não tem acesso ao mar e boa parte da exploração chilena fica no norte do país, a alguma distância dos principais portos, especialistas apontam Chancay como uma potencial porta de saída para esta matéria-prima.

Ao mesmo tempo, o Peru busca consolidar-se como um hub regional em termos marítimos, explica o pesquisador.

Nos últimos anos, foram realizados investimentos estrangeiros de US$ 6 bilhões (R$ 29,8 bilhões) nos portos do país, com uma série de parceiros, segundo Narrea.

Um novo acesso do Brasil ao Pacífico

Especialistas, empresários e os envolvidos na construção concordam que o porto de Chancay é uma oportunidade do Brasil se aproximar de mercados asiáticos, especialmente para os Estados brasileiros mais afastados do Atlântico.

Com a nova rota, há expectativa de o tempo médio de entrega de alguns fretes possa cair em um terço, chegando ao seu destino em 15 dias a menos do que o normal.

"Hoje, as viagens duram em média 45 dias até a China. Essa redução significa queda nos custos e aumento de competitividade", diz Sueme Mori, diretora de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil.

Uma série de reuniões foram realizadas nos últimos meses com mais de cem empresários e governadores brasileiros com o objetivo de familiarizá-los com o porto e explorar Chancay como rota estratégica para a Ásia, diz Mario De Las Casas Vizquerra, gerente de assuntos públicos da COSCO Shipping.

Segundo ele, o interesse vem particularmente do Acre, Rondônia e Mato Grosso. "Empresários brasileiros encontram em Chancay um atraente centro de interesse focado em busca de vantagens derivadas da redução de custos logísticos", afirma.

Vizquerra calcula que, ao longo dos anos, as exportações brasileiras pelo porto podem atingir a soma de até US$ 30 bilhões (R$ 148,9 bilhões).

Em 2022, o Brasil exportou US$ 335 bilhões (R$ 1,66 trilhão) em produtos, sendo US$ 91,3 bilhões (R$ 453,1 bilhões) para a China, que lidera o ranking de compradores, segundo o governo brasileiro.

Entre produtos que podem ser impulsionadas pelo novo porto, estão os tradicionais envios à Ásia: soja em grãos e farelo, carne bovina, celulose e milho.

Sueme Mori avalia que algumas exportações com tempo de vida útil reduzido, como frutas, também podem ganhar mercado com a menor duração das viagens.

"Sabemos que há demanda na Ásia, mas há a questão do 'tempo de prateleira' reduzido", diz.

Vizquerra destaca a Índia como um potencial parceiro importante e acredita que a abertura do porto pode abrir caminho para aprofundar a relação comercial do Brasil com o país.

Mas não é só o agro brasileiro que pode se beneficiar de uma nova saída para o Pacífico.

A obra também é vista como um potencial canal para negócios de maior valor agregado, como os produtos fabricados na Zona Franca de Manaus.

Ao mesmo tempo em que a China é a maior fornecedora de insumos para o polo industrial, conforme o governo do Amazonas, o porto pode ser usado para escoar produtos industrializados feitos no Brasil.

"O comércio é uma via de mão dupla. A China deve mandar insumos e levar produtos acabados e commodities", disse o governo do Amazonas em nota à BBC News Brasil.

Narrea avalia que Chancay é "perfeito" para exportar a produção da Zona Franca de Manaus”.

"O Brasil tem know-how para muitas produções, e, com o porto, será mais fácil, porque ajudará na logística, aumentando a competitividade."

Vizquerra destaca ainda que a ascensão da indústria tecnológica na Coreia do Sul e o desenvolvimento contínuo da sua indústria naval cria oportunidades para diversificar os países para onde o Brasil exporta.

Em 2022, os envios do Brasil para este parceiro asiático somaram US$ 5,02 bilhões (R$ 24,9 bilhões), com destaque para o envio de commodities.

Brasil precisará investir em infraestrutura

Mas também é consenso entre especialistas que o Brasil precisará fazer investimentos em infraestrutura para levar produtos do país à costa do Peru.

Jorge Luis Castillo Hurtado, professor da Universidad Nacional Amazónica Madre de Díos, pesquisa a integração entre Brasil e Peru e lembra que, inicialmente, houve um projeto de criar três eixos interoceânicos entre Brasil e Peru, ao norte, centro e sul do território brasileiro.

"Mas o único que foi concluído foi o sul, em 2010", diz Hurtado.

'Na época, as obras faziam parte de uma iniciativa de integração sul-americana promovida pelo governo brasileiro. Uma das intenções era ajudar a conectar Estados como Mato Grosso e Acre aos portos do Pacífico."

Atualmente, há um fluxo turístico que percorre as rotas até o Peru, mas a infraestrutura não está totalmente preparada para intercâmbios comerciais, afirma Hurtado.

"Para ser mais funcional, as condições atuais teriam de ser melhoradas, talvez necessitando de uma linha ferroviária", avalia.

Vizquerra destaca que as estimativas mais otimistas dependem "substancialmente da implementação de esforços no transporte interno bimodal e da construção de uma ferrovia que ligue os portos peruanos às regiões produtivas do Brasil".

Além de aspectos mais técnicos, envolvendo inclusive o relevo dos Andes, essas obras enfrentam também desafios de possíveis impactos ambientais e um histórico recente delicado nos investimentos envolvendo os dois países.

Hurtado avalia ainda que existem dificuldades na aprovação de determinados projetos nesta área devido aos possíveis prejuízos à biodiversidade e aos povos indígenas.

"Estas infraestruturas são sempre objeto de observação, mas creio que já foram desenvolvidos parte dos projetos necessários, o que provavelmente não acarretaria maiores prejuízos", afirma.

Narrea destaca que os acordos entre Brasil e China buscam evitar produtos que promovam o desmatamento.

"Atualmente, há uma grande preocupação com as questões ambientais. A ideia é tornar as cadeias de abastecimento sustentáveis e não apenas retirar matérias-primas", afirma.

Além disso, o Peru enfrenta um grave problema de desconfiança gerado pelas denúncias de corrupção envolvendo grandes obras no país, segundo o Ministério Público peruano.

Entre os envolvidos, segundo as denúncias, estariam a empreiteira brasileira Novonor, antiga Odebrecht, e o ex-presidente peruano Alejandro Toledo.

O antigo mandatário sempre negou as acusações, enquanto a empresa aceitou um processo de colaboração com a Justiça peruana devido às suas atividades no país.

"É possível que o passado de corrupção, incluindo não só a Odebrecht, mas também as empresas peruanas, crie barreiras para novas obras", afirma Castillo Hurtado.

"Para que os projetos sejam aprovados, seriam necessárias todas as garantias devido ao desconforto que esses casos causaram na população peruana."

Ou seja, antigas barreiras ainda podem seguir bloqueando o acesso brasileiro ao Pacífico.

Avanço da China preocupa EUA

Outro fator relevante neste contexto é que o avanço da China na América do Sul simbolizado pela construção do porto de Chancay preocupa os Estados Unidos.

O governo de Joe Biden já fez uma série de sinalizações sobre os temores de que a China domine o fornecimento de materiais críticos, inclusive minerais, na América do Sul.

Em outubro, a Casa Branca enviou um pedido de orçamento suplementar ao Congresso que inclui verbas para "fornecer alternativas ao financiamento coercitivo da China nos países em desenvolvimento".

O documento fala em "maior apoio aos aliados e parceiros na competição estratégica com a China".

Por sua vez, até o momento, o governo peruano tem evitado tomar partido nas disputas.

Na mesma reunião da Apec em que se reuniu com Xi, Boluarte conversou com Biden, a quem já havia visitado algumas semanas antes.

Para Narrea, o governo peruano basicamente disse: "Sim, há muito investimento chinês, mas deixem os americanos virem também. As portas ainda estão abertas para eles".

O pesquisador lembra que há uma série de investimentos do país no Peru, especialmente em minas de cobre, o que é o caso também de outros aliados de Washington, como o Reino Unido.

Líderes militares americanos se disseram profundamente preocupados com o aumento nos portos de propriedade chinesa na América Latina que "poderia beneficiar as suas Forças Armadas", de acordo com um relatório da Comissão EUA-China (USCC).

"Por que a China precisaria construir bases navais ao redor do mundo?", disse o senador Marco Rubio, republicano da Flórida, membro do Comitê de Inteligência do Senado, de acordo com o relatório.

"Eles terão direitos de visita para basicamente nacionalizar e operacionalizar qualquer porto que controlem no mundo em tempos de conflito, se necessário, e não haverá nada que possamos fazer a respeito."

Por sua vez, Narrea rechaça a ideia, e reforça os fins comerciais do investimento, e lembra seu caráter privado da obra.

"É um modelo de negócios, não existem apenas fins políticos, já que há um investimento forte."

Cada qual em sua trincheira https://bit.ly/3Ye45TD

Sylvio: tempo novo

No fim de 2023, embora o resultado eleitoral houvesse afastado a extrema direita do poder, vivíamos momentos de grande apreensão com os sucessivos ataques ao Estado de Direito perpetrados pelas forças que foram derrotadas, mas não aceitavam o resultado.

Hoje vivemos uma situação bem diferente, com a paz e a tranquilidade substituindo o ódio e a violência. Apesar de todos  obstáculos impostos por um Congresso atrasado e extremamente conservador, dificultando as ações do governo, os indicadores econômicos e sociais apresentam considerável melhoria. O Brasil voltou a ser protagonista mundial, sendo ouvido e respeitado.

Diante disto, no limiar de um novo ano, nos cabe acreditar e apoiar a união implantada em 2022 para continuar a luta pela reconstrução do País.

A esperança está vencendo, afastando o negacionismo e a intolerância que tanto mal nos fizeram.

Sylvio Belém

As mil faces da vida https://bit.ly/3Ye45TD

China pela paz

O papel da China como mantenedora da paz e promotora do desenvolvimento global é ainda mais destacado num turbulento 2023

Global Times



Um 2023 agitado está chegando ao fim. O conflito Palestina-Israel atraiu novamente os EUA para outra crise no Médio Oriente, enquanto a caótica política interna dos EUA, exacerbada pela polarização interna do país, continua a criar incerteza e a lançar uma sombra escura em todo o mundo. O prolongado conflito Rússia-Ucrânia enerva a Europa e está a ter mais dificuldade em lidar com o fornecimento de armas à Ucrânia. Além disso, o continente é atingido por reveses financeiros e industriais, bem como pelo aumento das forças de extrema direita.

Num contexto tão turbulento, a China tem feito sempre o seu melhor para desempenhar um papel imparcial e activo na mediação de conflitos, bem como para contribuir com a sua sabedoria para promover a paz em todo o mundo. Além disso, também conseguiu injectar a energia positiva e a estabilidade tão necessárias à lenta economia mundial. 

Observadores chineses disseram que a China entrou num momento chave de desenvolvimento devido a profundas mudanças globais. Como o rápido desenvolvimento do país nas últimas décadas se deve em parte a um ambiente circundante estável e pacífico, e como tal ambiente está em perigo, o país deve criar por si só condições favoráveis ​​para a sua nova fase de desenvolvimento de alta qualidade, disseram os especialistas. 

Participantes recordes participaram do Fórum Xiangshan de Beijing deste ano , realizado em outubro. É uma plataforma importante atualmente capaz de receber participantes da Rússia, Ucrânia, Israel e Irão, especialmente após a eclosão da crise na Ucrânia e o último conflito Palestina-Israel. 

O Coronel Zhao Xiaozhuo, vice-diretor do Secretariado do Fórum Xiangshan de Pequim , disse que todos os participantes do fórum, independentemente do país de origem, partilhavam expectativas semelhantes em relação à China, ou seja, que Pequim se envolvesse mais na mediação e resolução de questões globais. . 

Zhao disse ao Global Times que não é apenas por causa da força crescente da China, mas também porque a China sempre foi uma força pacificadora e construtora da paz a nível internacional. "Basta olhar em volta, as crises e os conflitos estendem-se da Europa ao Médio Oriente e à África. Mas a paz está a prosperar na região Ásia-Pacífico porque a China desempenhou um papel significativo na manutenção dessa paz", disse Zhao. Ele observou que não é porque a região esteja livre de problemas; é porque a China, como grande potência regional, defende a paz.

Em retrospectiva, os esforços da China para promover a paz deram frutos em 2023, um ano mergulhado em conflitos e confrontos. Em Março, após anos de hostilidade, a Arábia Saudita e o Irão concordaram em restaurar as relações diplomáticas após conversações facilitadas pela China, um desenvolvimento significativo para as duas nações e uma bênção para a segurança e estabilidade do Médio Oriente.

Em outubro, o terceiro Fórum do Cinturão e Rota (BRF) para Cooperação Internacional foi realizado com sucesso em Pequim. Representantes de mais de 110 países participaram no fórum e foram alcançados um total de 458 resultados, muito mais do que o segundo BRF. 

Em São Francisco, em Novembro, os líderes chineses e norte-americanos concluíram uma importante cimeira China-EUA , que, segundo os especialistas, definiu a direcção para um desenvolvimento saudável, estável e sustentável das relações China-EUA, o que é também um sinal de alívio para o mundo. 

Entre os vários desafios e problemas que enfrentamos neste momento, a relação China-EUA é o mais significativo. A recente reunião entre os dois chefes de estado em São Francisco proporcionou confiança na estabilidade estratégica das relações bilaterais, disse o contra-almirante da Marinha do Exército de Libertação do Povo Chinês (PLA), Yang Yi, ao Global Times. No entanto, observou que esta confiança por si só não pode resolver as contradições fundamentais entre os dois países.

Após a reunião entre chefes de estado da China e dos EUA, Washington não parou a sua tentativa de impedir o desenvolvimento da China. No mês passado, os militares das Filipinas e dos EUA lançaram patrulhas conjuntas em águas perto da ilha de Taiwan, informou a Reuters, observando que esta poderia ser uma medida para "fomentar ainda mais a tensão com a China".

A repressão dos EUA à China em todas as frentes, incluindo no comércio, tecnologia e outros campos, e a agitação de problemas perto da porta da China, fez com que os observadores chineses vissem a rivalidade China-EUA como a principal contradição que influencia a situação actual. Jin Canrong, reitor associado da Escola de Estudos Internacionais da Universidade Renmin da China, disse ao Global Times que, face à pressão dos EUA, enquanto a China mantiver o desenvolvimento e a estabilidade interna, poderá lidar bem com a situação. 

Zhao disse que nos últimos 40 anos, o rápido desenvolvimento da China foi atribuído em grande parte a um ambiente pacífico e estável. No entanto, actualmente esse ambiente foi deteriorado e a China deveria construir e é capaz de construir um ambiente pacífico para si própria, para outra fase de rápido desenvolvimento. 

Motor do crescimento económico global 

Em 2023, a economia da China também recuperou e está a progredir rumo a um desenvolvimento de alta qualidade. Nos primeiros três trimestres de 2023, o PIB da China cresceu 5,2%, para 91,3 biliões de yuans (12,5 biliões de dólares), mantendo uma posição de liderança entre as principais economias globais em termos de taxa de crescimento.

Especialistas disseram que a recuperação económica global da China este ano estabeleceu uma base sólida para alcançar a meta de crescimento económico anual de cerca de 5%. Com políticas estáveis ​​e um forte impulso de crescimento, a China tornou-se uma fonte de confiança na condução da recuperação económica global sustentável.

Cao Heping, economista da Universidade de Pequim, disse que se a economia da China crescer cerca de 5% em 2023, o seu PIB atingirá 127 biliões de yuans, representando aproximadamente 18% da economia global. 

"A contribuição da China para a economia mundial é significativa. Em contraste com a emissão excessiva de moeda pelos EUA, as políticas estáveis ​​da China conduziram a bens acessíveis e fizeram contribuições tangíveis para o mundo", disse Cao ao Global Times.

Recentemente, várias organizações internacionais e instituições financeiras aumentaram as suas previsões para a economia da China. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) elevou a sua previsão de crescimento para a China este ano para 5,2 por cento, enquanto o Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou-a para 5,4 por cento. 

O FMI previu que a contribuição da China para o crescimento económico global este ano excederá os 30 por cento, solidificando o seu papel como um importante motor para o crescimento económico global estável.

"A nossa investigação mostra que o crescimento mais rápido na China também tem repercussões positivas no resto do mundo. Por exemplo, um aumento de 1 ponto percentual no crescimento na China aumentaria, em média, o nível de produção noutras economias em 0,3 por cento ao longo do ano. Isto ilustra como o forte crescimento na China é bom para a China, ao mesmo tempo que proporciona um impulso bem-vindo à procura global", disse Steven Alan Barnett, representante residente sénior do FMI na China, ao Global Times numa entrevista exclusiva no início deste mês.

A China verá condições mais favoráveis ​​do que desfavoráveis ​​para o desenvolvimento económico no próximo ano e o desenvolvimento económico da China ainda tem enormes oportunidades, apesar do lento crescimento global e da procura interna insuficiente, de acordo com um funcionário do Gabinete do Comité Central para os Assuntos Financeiros e Económicos.

À medida que as expectativas sociais melhoram gradualmente, poupanças elevadas ajudarão a impulsionar o consumo e o investimento. Uma série de políticas governamentais, incluindo a emissão de 1 trilhão de yuans em títulos governamentais adicionais, reduções nas taxas de juros e nos índices de reservas obrigatórias, e cortes de impostos e taxas, continuarão a entrar em vigor no próximo ano, disse o funcionário.

As voltas que o mundo dá https://bit.ly/3Ye45TD

Em 2024, sigamos juntos

Nossa mensagem de Ano Novo, com destaque para a neta Alice, 10 anos, como cinegrafista.

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