12 abril 2009

Painel de comentários

Recebidos por e-mail a propósito do meu artigo
45 anos depois: alguns olhares:

Muito bem! 45 anos passados do GOLPE 64, visualizamos um país vivendo sob as bases da democracia. Entretanto, o nosso povo vem pagando um preço alto com as conseqüências advindas da perversa e desumana ditadura militar. A democracia é, ao nosso olhar, a grande possibilidade concreta para a consolidação de uma sociedade mais justa e igualitária. Agradecer aos camaradas que lutaram e resistiram à DITADURA, é o mínimo que devemos fazer - OBRIGADO, sem as vossas lutas e cooperações, o Brasil não seria o que é hoje: uma grande nação gozando da liberdade democrática. (Josias Barbosa Lima).
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Precisamos cuidar do nosso próximo, a água na foz não retornará a nascente. Vivenciar o AMOR e a CARIDADE esta é nossa missão. Nada supera o TRABALHO quando realizado com amor e dedicação. Deixamos os museus relembras o nosso passado. (Paulo Roberto Costa Lima).
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Parabéns. De modo especial porque conseguiu manter a ternura do olhar. (Marisa Figueiroa). *
Quando temos de considerar que a natureza tem seu tempo e as transformações são lentas porque o homem é um ser mutante lento, tudo valeu apena, do contrário estaríamos ainda na idade da pedra já que toda a evolução exigiu sacrifícios de uns e covardia de outros.No entanto se houvesse o entendimento da lenta transformação do pensamento de uma sociedade na época, com certeza as ações seriam diferentes e provavelmente menos sacrifícios mas sempre com sacrifícios de homens de bem. Mas quem tem o dom de mudar o ímpeto de uma juventude ávida por justiça? (Moacir Marcon).
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Tenho ainda viva na memória a imagem transmitida pela televisão no dia da prisão e tortura pública de Gregório. Hoje, tenho convicção de que essa imagem contribuiu fortemente para a formação da personalidade e do caráter do garoto de 11 anos. No anonimato e no silêncio, jamais fiz concessões à ditadura. Ela começou errada, covarde, triste. (Carlos Calado).
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Essas suas palavras sobre os 45 anos do golpe militar ratificam cada vez mais a certeza que tenho que, além de tudo, você é também poeta. (Excluamos o romantismo piegas.) Mas um poeta que traduz o sentir do homem que tem ciência que participa da história de seu tempo. Excitaste-me a emoção e quase não contenho as lágrimas! Pois o texto alcança a todos nós que vivenciamos aquele período. (Embora saibamos que outras formas de ditadura precisam ser vencidas). Meu caro amigo, seu texto (45 anos do golpe), é um grande contributo aos historiadores, aos pesquisadores e à sociedade em geral. A graduação acadêmica necessita de uma visão hegeliana do existir humano. Parabéns, Luciano, e muito grato por nos oferecer tamanho presente. Pense na hipótese (permita-me) de encaminhar esse texto a todos que, de uma forma ou de outra, compõem a "elite dominante" deste país. (João Lins).
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Em que pese os avanços conquistados, após o fatídico golpe nas instituições que todos nós sofremos há quarenta e cinco anos, e que você relata muito bem, se faz necessário encetarmos uma forte campanha pela abertura dos arquivos da ditadura, pois, nós temos sido muito telúricos ao relembrar as coisas ruins acontecidas a milhares de brasileiros, companheiros nossos que sofreram por defender ideais de emancipações política e econômica, muitos foram mortos como é afirmado no seu texto. A partir da tribuna que você dispõe no momento, e com a legitimidade do mandato de vereador, se faz necessário exigir com mais rigor ao Ministério da Justiça e ao Presidente Lula que ele complete o seu trabalho, não somente concedendo cargos àqueles que foram partícipes nos movimentos contragolpe, mas enfrente com energia a questão da abertura dos arquivos da ditadura para que saibamos o destino de muitos dos nossos companheiros e pudermos reverenciar suas memórias. (José Amaro da Silva).
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Lendo esse texto vi em minha memória você contando sua história no auditório na Prefeitura quando ainda estava estagiando no PETI, foi quando me emocionei e tive minhas primeiras impressões suas...até hoje e não esqueço... coisa que nunca esquecerei...fantástica! (Roberta Albuquerque).

Jornada histórica

No Vermelho, por Eduardo Bomfim:
As Diretas Já

No dia 26 de abril comemora-se o momento decisivo de uma das mais importantes batalhas políticas travadas pela nação em toda a sua História, a memorável campanha pelas Diretas Já, que mobilizou, há 25 anos, dezenas de milhões de brasileiros em extraordinários comícios por todo o território nacional e iniciou a derrocada do regime ditatorial no país.

Bem mais que isso, unificou em torno da causa democrática a consciência nacional, que expressou a sua voz nas ruas, nas fábricas, nas redações dos jornais e de todas as mídias da época, nos sindicatos, nas igrejas, nas universidades, em todas as organizações representativas da sociedade.

Quando se fala desse embate do povo brasileiro, fica a imagem do seu resultado em termos de mobilização, mas em geral pouco se comenta sobre a luta de idéias que foi travada no interior dos mais diversos setores sociais e de classes, entre uma maioria sensível ao futuro do país, contra segmentos minoritários, porém atuantes em certas camadas dos trabalhadores e também nas áreas mais conservadoras do país.

O que havia em comum entre duas correntes aparentemente tão distintas e antípodas era o fato de que ambas possuíam, e ainda adotam, concepções estratégicas e táticas contrárias ao projeto de união geral em torno de caminhos de progresso efetivo para o Brasil.

Os conservadores radicais porque desejavam a permanência dos privilégios de todos os tipos, auferidos durante os vinte e um anos de regime de exceção, uma espécie de contrato unilateral, sem a presença do povo.

Os ultra-esquerdistas, através de uma miopia ideológica, um marxismo esquemático, abstraídos da realidade, defendiam uma linha cujo eixo principal não era a vontade da nação, mas escaramuças de classes que dividiriam a unidade da sociedade majoritariamente contra o arbítrio, comprometendo o movimento, e em conseqüência permaneceria a ditadura. Foram derrotados.

Essa grande luta de idéias entre a centralidade da “União do Povo brasileiro contra o arbítrio” ou a sua dispersão, justificada por uma pretensa e artificial hegemonia do proletariado, sem base na realidade, surgiu também em outros momentos decisivos, como na campanha da Anistia, e na Aliança Democrática, com Tancredo Neves à Presidência através do Colégio Eleitoral.

Os extremos opostos se atraíram e felizmente não lograram êxito. Mas a verdade é que essa contenda entre as lutas gerais que unificam a nação e a fragmentação das lutas sociais estará sempre presente na História do Brasil.

11 abril 2009

História: 11 de abril 1925

União dos tenentes rebeldes de SP e RS dá início, no PR, àquela que será conhecida como Coluna Prestes. Percorrerá 25 mil km combatendo as tropas legalistas e exércitos de jagunços dos latifundiários sertanejos. (Vermelho www.vermelho.org.br).

A homofobia na sala de aula

. É o título de uma reportagem na Revista Forum, assinada por Brunna Rosa. Ela afirma que a discriminação contra homossexuais, ao contrário das de outros tipos, como as relacionadas ao racismo e a sexismo, é não somente mais abertamente assumida, em particular por jovens alunos, como também é valorizada entre eles. Essa constatação está na pesquisa Juventudes e sexualidade, realizada em 2004 pela Unesco, com 16.422 alunos, 3.099 educadores e 4.532 pais e mães de alunos, em escolas de 13 capitais do Brasil. O estudo, apesar de estar prestes a completar cinco anos, ainda serve como referência para as discussões acerca de um assunto quase proibido no ambiente escolar: a diversidade das orientações sexuais.
. Os dados do levantamento evidenciam como se mantêm – e até mesmo se ampliam – os preconceitos e a homofobia na sociedade. Para se ter uma idéia, segundo a pesquisa, 25% dos alunos não gostariam de ter um homossexual entre seus colegas de classe, enquanto 35% dos pais e mães dos alunos não gostariam que seus filhos tivessem homossexuais como colegas de classe. A sondagem ainda apurou que 59,5% dos professores entrevistados afirmaram não ter informações suficientes para lidar com o tema da homossexualidade. Porém, nas entrevistas individuais, muitos disseram que prefeririam não tratar da questão em sala, ignorando qualquer tipo de diferença entre os alunos.
. Com essa omissão, o preconceito e a discriminação são por vezes banalizados, o que transforma violências psicológicas ou mesmo físicas em meras “brincadeiras”. O tamanho da problemática também foi mapeado na pesquisa promovida pela Unesco. Ao serem solicitados a indicar as formas mais graves de violências, os jovens indicaram “bater em homossexuais” como um delito menos grave do que usar drogas e roubar. Neste “ranking das violências”, a agressão contra o homossexual ficou em último lugar em relevância.
. Leia mais http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/EdicaoNoticiaIntegra.asp?id_artigo=6817

Contas CC5: livres até quando?

. Até quando permanecerão livres de quqlq2uer controle as operações que são feitas pelas chamadas Contas CC5?
. É pela manipulação dessas contas pelo Banco Central que se verificam facilidades para a evasão de divisas do Brasil – o que é cada vez mais nocivo à economia do país nesse tempo amargo de crise.
. É uma decisão eminentemente política que não pode esperar ad infinitum.

Pela ampliação do CMN

. É muito poder. Informa a página do Banco Central (www.bcb.gov.br) que o Conselho Monetário Nacional (CMN) — instituído pela Lei 4.595, de 31 de dezembro de 1964 —, é o órgão responsável por expedir diretrizes gerais para o bom funcionamento do Sistema Financeiro Nacional.
. São componentes do CMN o ministro da Fazenda (presidente), o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão e o presidente do Banco Central do Brasil.
. Estão entre suas funções “adaptar o volume dos meios de pagamento às reais necessidades da economia; regular o valor interno e externo da moeda e o equilíbrio do balanço de pagamentos; orientar a aplicação dos recursos das instituições financeiras; propiciar o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos financeiros; zelar pela liquidez e solvência das instituições financeiras; coordenar as políticas monetária, creditícia, orçamentária e da dívida pública interna e externa”.
. A luta pela ampliação do CMN, por tudo isso, é uma bandeira justa – que, excepcionalmente, fazem convergir (nesse ponto) centrais sindicais e entidades representativas dos segmentos empresariais.

Divulgação científica

Ciência Hoje Online:
Reportagem destaca expansão sem precedentes dos blogs sobre ciência do Brasil
. A blogosfera científica brasileira acaba de ganhar um impulso que tem tudo para aumentar sua visibilidade e credibilidade. Foi criado no fim de março o portal ScienceBlogs Brasil (SBB), versão nacional do maior condomínio de blogs de ciência do mundo. A iniciativa confirma o potencial dos blogs brasileiros sobre ciência, que ainda enfrentam obstáculos, mas vivem um momento de expansão sem precedentes.
. A filial brasileira do Science Blogs foi criada a partir de uma iniciativa similar existente anteriormente – o Lablogatórios, criado pelos biólogos Carlos Hotta e Átila Iamarino, agora responsáveis por gerenciar a comunidade de blogueiros do SBB. Apesar de sua vida curta – o portal foi lançado em 2008 –, o Lablogatórios chegou a reunir cerca de 20 páginas e aumentou bastante o número de visitantes de cada uma.
. O lançamento dessa iniciativa se dá em um momento em que os blogs de ciência estão em alta em todo o mundo. O fenômeno foi apontado em uma reportagem da edição de 19 de março da revista Nature, um dos periódicos científicos mais influentes do mundo. Segundo a reportagem, o aumento do número de pesquisadores blogueiros acontece paralelamente a uma crise do jornalismo de ciência nos Estados Unidos e na Europa.