15 fevereiro 2014

Regressão civilizatória

Sementes do ódio
Eduardo Bomfim, no Vermelho

O criminalista Antônio Carlos Mariz de Oliveira diz que a sociedade brasileira encontra-se enferma em razão dessa onda indiscriminada de patologias de ódio generalizado.

Na verdade trata-se de um diagnóstico correto desde que esteja associado às razões dessa perigosa enfermidade social, o criminoso processo de regressão civilizatória imposto à humanidade nos últimos vinte anos através da ditadura do Mercado, da Nova Ordem mundial, da Governança Global, da grande mídia associada ao rentismo, difusora ideológica, política, dos padrões da barbárie coletiva, individual ditados aos povos inclusive ao Brasil.

Para que 1% da humanidade conseguisse acumular a exata metade da riqueza produzida pela soma de todos os demais indivíduos do planeta seria impossível a existência de um outro modelo de civilização que não fosse baseado na superexploração da mão de obra assalariada, na promoção de guerras de rapina dos recursos não renováveis dos Países.

Além da tentativa de supressão dos grandes valores universais construídos pela inteligência humana, que resistem em algum lugar na consciência dos povos, já denunciada na virada do século pelo historiador Eric Hobsbawm quando afirmou que as novas gerações estavam sendo forjadas em uma espécie de presente contínuo sem noção do passado mesmo o passado recente.

Essas são condições ideais, para não dizer perfeitas, ao desenvolvimento de movimentos nazifascistas que na História sempre representaram a forma mais agressiva do capital rentista à exploração das nações como das várias camadas sociais.

Os virulentos grupos mascarados que não brotam por geração espontânea “estreiam” no Brasil incitados pragmaticamente pela grande mídia para desestabilizar o governo federal, agora correm o risco de fugir ao controle dessas elites retrógradas mas desejosas de artifício golpista.

Mais que destruir a democracia, derrubar o atual governo federal legitimamente eleito, o Mercado, os EUA, apostam na fragmentação do tecido social, incentivam a luta de cada um contra todos e todos contra qualquer um, temendo que assaltado pela lucidez o povo brasileiro avance a um efetivo projeto de desenvolvimento nacional, erradique as históricas, abissais desigualdades sociais, construa através da democracia uma nação livre, soberana, desenvolvida, solidária.

Mudança

O sábado é de Cecília Meireles: “Eu não dei por esta mudança,/Tão simples, tão certa, tão fácil:/- Em que espelho ficou perdida/A minha face?”

História: 15 de fevereiro de 2003

Na maior manifestação da história da humanidade, entre 8 e 30 milhões de pessoas saem às ruas em 600 cidades do mundo contra os preparativos de invasão do Iraque pelos EUA. São 3 milhões em Roma, 1,3 milhão em Barcelona, 1 milhão em Londres, 700 mil em Madri, 500 mil em Berlim, 100 mil em Paris, NY e Los Angeles, 40 mil em São Paulo (veja uma lista). (Vermelho www.vermelho.org.br

14 fevereiro 2014

Imprensa marrom

Os 30 anos de ódio ao MST nas páginas de Veja
Najla Passo, na Carta Maior
O que os ataques e silêncios da revista sobre o maior movimento social brasileiro revelam sobre a história recente da política brasileira

O ódio da mídia ao MST acompanha os 30 anos do movimento, desde a sua fundação, em janeiro de 1984. Mas o padrão de manipulação usado para tentar fraudar a imagem do movimento muda bastante, acompanhando a conjuntura e tentando tirar proveito dela. Prova é a forma com que a maior revista do país, a Veja, teceu a trajetória do MST em suas páginas: primeiro com a tentativa de cooptação, depois com total invisibilidade, até a campanha permanente de criminalização, que oscilou da associação com o perigo comunista, herdada da ditadura, à acusação de terrorismo, no período pós 11 de setembro. Nos últimos anos, uma nova condenação ao ostracismo, acompanhada pelo conjunto da mídia, garantiu a retirada do tema reforma agrária da pauta nacional. Leia mais http://migre.me/hRHvP

Alegria em toda parte

Carnaval do Recife 2014: São 63 polos espalhados pela cidade. Além dos 08 polos centralizados, 13 descentralizados e 29 comunitários teremos 14 novos focos de animação: 08 corredores da folia (Coelhos, Alto Santa Terezinha, Alto do Mandú, Buracão, Morro da Conceição, Buriti, UR-02 Ibura e Três Carneiros)03 polos infantis (Parques Dona Lindu, Jaqueira e Santana)02 polos para desfile de agremiações (Estrada do Bongi e na Avenida do Forte)01 Polo do Samba (Pátio do Livramento).

Contraponto à paranoia

Economia cresce 2,52% em 2013
Anoto da Agência Brasil: O Banco Central (BC) divulgou nesta sexta-feira (14) o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). Pelo índice, a economia em 2013 cresceu 2,52%. É importante observar, no entanto, que o índice oficial de crescimento da economia do ano passado só deverá ser divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no fim deste mês.

Se for considerada a dessazonalização do índice, ou seja, sem efeitos momentâneos do período, o resultado foi ainda melhor. Pelo IBC-Br, o PIB brasileiro cresceu 2,57%.

O IBC-Br é uma forma de avaliar como está a evolução da atividade econômica brasileira. O índice incorpora informações sobre o nível da atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária. O acompanhamento do indicador é considerado importante pelo BC para que haja maior compreensão da atividade econômica.

PIB é um indicador para medir a atividade econômica do país. Quando há queda de dois trimestres consecutivos no PIB, a economia está em recessão técnica. Os economistas costumam dizer que o PIB é um bom indicador de crescimento, mas não de desenvolvimento, que deveria incluir outros dados como distribuição de renda, investimento em educação, entre outros aspectos.

O PIB pode ser calculado de duas maneiras. Uma delas é pela soma das riquezas produzidas dentro do país, incluindo nesse cálculo empresas nacionais e estrangeiras localizadas em território nacional. Nesse cálculo entram os resultados da indústria (que respondem por 30% do total), serviços (65%) e agropecuária (5%). Entra no cálculo apenas o produto final vendido. Exemplo: uma geladeira e não o aço utilizado em sua fabricação. Assim, evita-se a contagem dupla de bens industriais.

Cultura viva

Hoje, às 18h, Palácio do Campo das Princesas, restaurado, é reinaugurado pelo governador Eduardo Campos. Viva nosso patrimônio histórico e arquitetônico!