Negócio acima da bola
Luciano Siqueira
Nesta Copa do Mundo, mais do que nas
anteriores, tudo se transforma em ganho financeiro. Ao exagero.
No Brasil, como no novo formato de
transmissão impulsionado por plataformas digitais, como a CazéTV (em parceria
com a LiveMode), em que o ecossistema de influenciadores e o patrocínio massivo
das casas de apostas virtuais (bets) se convertem em caça ao ouro. Mescla
entretenimento, linguagem informal e interação em tempo real com comunidades
virtuais.
Anos luz de distância das Copas em que
tudo era transmitido pelas “ondas curtas potentes” do rádio.
Matéria publicada no site BBC News
anota que, diferentemente da televisão tradicional — onde os blocos comerciais
são planejados e separados das partidas —, esse modelo digital integra as ações
das apostas diretamente à
narrativa do jogo, com locutores e comentaristas focando apostas ao vivo, no
calor do momento.
Tão absurdo quanto nocivo à saúde
financeira e psicológica do cidadão comum. O Ministério da Justiça está no
encalço dessa distorção, mas ainda de modo insuficiente.
Ao torcedor brasileiro, a incômoda
sensação de que além de vitima a da queda, o coice. Perde no campo, com o
fracasso da seleção; e perde no bolso.
[Imagem produzida em IA]
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O futebol em muitos invólucros https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/minha-opiniao_01325887010.html

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