06 julho 2026

Minha opinião

Negócio acima da bola
Luciano Siqueira    
 

Nesta Copa do Mundo, mais do que nas anteriores, tudo se transforma em ganho financeiro. Ao exagero.

No Brasil, como no novo formato de transmissão impulsionado por plataformas digitais, como a CazéTV (em parceria com a LiveMode), em que o ecossistema de influenciadores e o patrocínio massivo das casas de apostas virtuais (bets) se convertem em caça ao ouro. Mescla entretenimento, linguagem informal e interação em tempo real com comunidades virtuais.

Anos luz de distância das Copas em que tudo era transmitido pelas “ondas curtas potentes” do rádio.

Matéria publicada no site BBC News anota que, diferentemente da televisão tradicional — onde os blocos comerciais são planejados e separados das partidas —, esse modelo digital integra as ações das apostas diretamente à narrativa do jogo, com locutores e comentaristas focando apostas ao vivo, no calor do momento.

Tão absurdo quanto nocivo à saúde financeira e psicológica do cidadão comum. O Ministério da Justiça está no encalço dessa distorção, mas ainda de modo insuficiente.

Ao torcedor brasileiro, a incômoda sensação de que além de vitima a da queda, o coice. Perde no campo, com o fracasso da seleção; e perde no bolso.

[Imagem produzida em IA]

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O futebol em muitos invólucros https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/minha-opiniao_01325887010.html 

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