O bolsonarismo
e a lavada de roupa suja como espetáculo
Enio Lins
QUAL
O OBJETIVO da esposa do presidiário Jair Messias com a
postagem de 27 minutos espinafrando o enteado Flavito? Algumas obviedades
precisam ser repetidas sobre esse “Telecatch Montilla”, como alerta contra as
mutretas ainda ocultas no pronunciamento da jovem senhora. A primeira das
patências é que tal fala jamais seria proferida e divulgada sem a aprovação do
chefe do bando, hoje curtindo luxuosa prisão domiciliar.
JAIR, O PRESIDIÁRIO, se expressou através de sua consorte. E nada indica que o
mitológico meliante tenha brigado com o filho Zero-júnior, nem com qualquer um
dos outro três delinquentes que colocou no mundo. Todos – filhos, esposa e
ex-esposas, sargentos Aristides – rezam pela cartilha do Zero-zero. Movem-se em
cavalgada coordenada, expondo coices de verdade entre arreganhos falsos. Esses
conflitos intestinos à familícia, verdadeiros ou cenográficos, são
teatralizados e espalhados como imãs para atrair a opinião pública e mobilizar
o gado em solidariedade ao mito no “esforço de reunificação” do lar, amargo lar.
Nessa toada, o ódio mútuo entre bolsonaristas graduados se estende da querela
madrasta x enteados e envolve agressões públicas nada sutis de Paulo Neto do
Figueiredo, Eustáquio da Espanha e outros astros do tipo – mas não falaremos
aqui nesse vale-tudo periférico. Fiquemos no lar-presídio.
É GENUÍNO O ÓDIO que a atual esposa do Jair sente pelos enteados, que
expressam sentimento recíproco pela madrasta número dois. Essa desafeição
autêntica confere credibilidade à gravação da atual esposa do Jair. Como previsível,
o assunto disparou para o topo das pautas e lá permanece. Nesse período
reduz-se o espaço na mídia para o escândalo do Banco Master e a jogada dos
milhões de reais repassados para os Bolsonaros através da irmandade
Flávio/Vorcaro. Não esqueçam: 24 milhões de dólares – cerca de 134 milhões de
reais. E dessa bolada, R$ 62 milhões já teriam transitado pelo bolsonaroduto
até a botija da pornochanchada política “Dark Horse”. Mas a produtora do filme
jura não ter recebido nada do Master. Evidencia-se que a grana, assaltada aos
aposentados, está sendo usada para fins diversos. Outro efeito diversionista do
vídeo da Dona Mi é fazer sumir da mídia mais uma canalhice bolsonarista: o
posicionamento de quatro do presidenciável Flavito frente aos Estados Unidos,
intimidade concupiscente exposta pela carta do cubano Marco Antônio Rúbio,
atual secretário do Estado de Trump.
JAIR SEMPRE demonstrou não confiar em seus cônjuges. A esposa 01, Dona
Rogéria Nanes, mãe dos Zero-júnior, Zero-dois e Zero-três, teve sua carreira
política inapelavelmente destruída, castigada por algo que magoou Zero-zero
(vingativo e cruel, usou Zero-dois para matar a candidatura da própria mãe ao
terceiro mandato como vereadora carioca em 2000). A consorte 02, Dona Cristina
Valle, mãe de Zero-quatro, fugiu do país, em 2009, dizendo temer ser
assassinada (Folha de São Paulo, 25/09/2018); depois fez as pazes com o
ex-capitão, e tentou ser deputada federal em 2018, usando o sobrenome B, mas,
boicotada pelo sempre algoz, não obteve sucesso. A loquaz Dona Michele, esposa
03, tem sido descartada pelo maridão para além do uso cerimonial, inclusive nas
férias, quando o capitão de milícias prefere as companhias masculinas de
seguranças e amigos íntimos. Jair, até agora, tem impedido ela colocar a foto
3x4 nas urnas, mesmo sendo a única pessoa com o sobrenome B capaz de construir
uma fala sem exsudar ódio, covardia e ignorância em quantidades paquidérmicas.
E aí, qual o motivo de Jair tê-la usado no papel de palmatória de Zero-júnior?
Dona Michele será a faca amiga do Adélio Bispo para o Flavito 2026? O certo é
que uma nova presepada está em curso.
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O silêncio seletivo da grande mídia e a blindagem de Flávio Bolsonaro na engrenagem da “Lava Jato 2.0” https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/06/conspiracao-midiatica.html

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