02 março 2022

Memorial da Democracia

Luciana: é preciso contar o que foi a ditadura para que não se repita

www.pcdob.org.br

 

A presidenta nacional do PCdoB e vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos participou, nesta quinta-feira (24), do anúncio da instalação do Memorial da Democracia do estado, um instrumento fundamental para contar a história de lutas do povo contra a ditadura e a opressão. O projeto, viabilizado por meio de um protocolo de intenções assinado entre o governo do estado e a prefeitura do Recife, funcionará no Sítio Trindade, local histórico da capital pernambucana.

Para a vice-governadora Luciana Santos, “sobretudo no momento em que vivemos, em que há uma tentativa de reescrever a história, precisamos preservar a memória de tudo aquilo que foi e representou a ditadura, para que não se esqueça, para que não se repita. É preciso conhecer o passado para construir um futuro melhor. Por isso é tão importante termos em Pernambuco este espaço. São Paulo tem o seu Memorial da Resistência, Montevidéu tem o seu Museu da Memória e aqui teremos o Memorial da Democracia”.

Ela salientou ainda que “em tempos tão difíceis, de negacionismo, de tentativas de reescrever nossa história, é nosso dever preservar a memória das lutas de nosso povo por liberdade, justiça e democracia. E é justamente isso que o memorial será: um espaço para resgatar o histórico de resistência de Pernambuco”.

Luciana parabenizou a equipe envolvida com o projeto e colocou que o casarão do Sítio Trindade, antiga sede do Movimento de Cultura Popular, “é perfeito para abrigar o memorial. Jamais permitiremos que se apague o passado, porque temos compromisso de amor e esperança com nosso futuro”.

A instalação do memorial no Sítio Trindade parte de uma  recomendação do Grupo de Trabalho Memorial da Democracia de Pernambuco.

Endereço histórico

Em maio de 1960, durante a gestão de Miguel Arraes como prefeito do Recife, o Sítio Trindade, antes denominado Arraial do Bom Jesus, tornou-se sede do Movimento de Cultura Popular (MCP). A iniciativa envolveu intelectuais e artistas e apresentava um conceito inovador de educação, a partir do uso da cultura popular como instrumento de transformação social.

Com o golpe militar de 1964, tanques do exército avançaram sobre os jardins do Sítio Trindade e o casarão foi invadido. O material pedagógico e as obras de arte foram apreendidos e destruídos, sob o argumento de que se tratava de material subversivo. Muitos dos integrantes do movimento foram vítimas de perseguição, findaram presos ou exilados.

Por Priscila Lobregatte

Com informações do Governo de Pernambuco

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Pré-candidatura

Cida Pedrosa, vereadora e poeta premiada, disputará mandato de deputada estadual

A parlamentar pernambucana se destaca na luta das mulheres, da cultura, dos direitos humanos, do meio ambiente e do direito à cidade
Portal Vermelho www.vermelho.org.br

 

Exercendo seu primeiro mandato parlamentar como vereadora do Recife, a poeta e advogada de direitos humanos, Cida Pedrosa foi anunciada como pré-candidata à deputada estadual pelo PCdoB de Pernambuco. Com uma destacada trajetória como militante política e feminista, Cida também tem uma respeitável obra literária, sendo vencedora do Prêmio Jabuti de 2020 com o livro Solo para Vialejo, e é colunista de alguns veículos de comunicação, dentre eles o Portal Vermelho

Em suas redes sociais, Cida Pedrosa definiu sua pré-candidatura “feminina e feminista, de um Partido presidido por uma mulher. Das mulheres, da cultura, dos direitos humanos, do meio ambiente, do direito à cidade, das lutas justas que lutamos juntes. De esperançamento coletivo.” Militante comunista há muitos anos, Cida declarou: “meu Partido chamou e eu coloco meu nome à disposição”.

Cida Pedrosa faz parte da direção nacional do PCdoB, que tem como presidente a também pernambucana Luciana Santos, atual vice-governadora do estado e que pleiteia uma vaga ao Senado pela Frente Popular, aliança política que apoia o governador Paulo Câmara (PSB).

Federação partidária

Um dos elementos centrais da tática eleitoral do PCdoB é a composição de uma federação composta pelo PT, PSB, PCdoB e PV, considerada por Cida Pedrosa “uma realidade próxima a se concretizar”. A parlamentar está confiante de que a aliança será anunciada ainda no início de abril. Para ela é preciso uma frente ampla e forte para derrotar o atual presidente Jair Bolsonaro. Cida considera que os próximos governos eleitos, com Danilo Cabral em Pernambuco (candidato anunciado pelo PSB estadual) e Lula no Brasil, precisarão estar alicerçados em “bases de apoio comprometidas em superar a situação de terra arrasada que o bolsonarismo impôs ao nosso povo”. E adiantou:” contem comigo”. (Com informações do Blog do Jamildo (JC) e das redes sociais)

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01 março 2022

Fotografia: Cena rural

 

Welly Freitas*


*Professora, feminista, fotógrafa amadora
Sítio Comorongo, divisa de Pesqueira e Sanharó. Camping e trilhas.  

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Palavra de poeta: Marcelo Mário de Melo

FREVOLUÇÂO

Marcelo Mário de Melo*
 
Os pés no chão
as mãos no sonho
sombrinha
no arco-íris
& na rinha
acrobacia
de exceção
& dia-a-dia.
 
Frevo-canção
frevo de bloco
frevo rasgado.
 
Alargo a dança
fazendo aliança
maracatu
de baque solto
& virado
urso treloso
cabloclinho
boi pintado
tribo de índio
mangue beat
rock irado
na mão e contramão
galo gigante
boneco de Olinda
ida e vinda
sem olhar de banda
alargando a roda da ciranda
calcinha e cueca na bandeira
querendo mais tesão
de capoeira
pra multiplicação
da farra
e do pão
na quarta-feira.
 
Frevo rasgado
frevo de bloco
frevo-canção.
 
Frevolução!
Frevolução!
Frevolução!

[Ilustração: Candido Portinari]
 
*Jornalista, poeta
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Tragédias evitáveis

Vidas importam

José Bertotti*

 

Assistimos estarrecidos as notícias da tragédia em Petrópolis, no Rio de janeiro, com mais de 170 irmãs e irmãos brasileiros que morreram soterrados, em sua maioria, nas próprias residências, atingidos por deslizamentos causados por um intenso temporal.

O município está devastado e continuam as buscas por mais de 200 desaparecidos. A pergunta que fica é se de fato as fortes chuvas devem ser responsabilizadas por mais essa tragédia. Diante disso, me recordo dos tempos que trabalhei na Prefeitura do Recife em 2001. Era o início do primeiro governo do prefeito João Paulo, que teve como vice-prefeito o amigo Luciano Siqueira. Um dos principais desafios daquela nossa gestão, era exatamente responder às sucessivas tragédias que atingiam os morros e alagados do Recife, que só no ano de 2000, vitimaram mais de 30 pessoas e deixaram uma forte comoção na população recifense. No primeiro ano de governo, a economista e geógrafa Tânia Bacelar atuou à frente da secretaria de Planejamento e implantou um programa integrado de Defesa Civil que mapeou e georreferenciou 10 mil pontos de risco no Recife. Esse programa foi estruturado com base em levantamentos que levavam em consideração dados urbanísticos de ocupações habitacionais, infraestrutura urbana e dados de mapeamentos geológicos, na época produzidos e disponibilizados pelo professor da Universidade Federal de Pernambuco, Jaime Gusmão.

Este planejamento reduziu drasticamente o número de vítimas até os dias atuais, e continua sendo referência para muitas cidades brasileiras. O modelo de atuação desenvolvido naquela época foi inspiração para um programa nacional de Defesa Civil. Mas infelizmente, este setor também vem sendo objeto de cortes por parte de Bolsonaro. Em 2021, o governo federal reduziu em 43% os recursos destinados à Defesa Civil no orçamento federal.

Do outro lado desta mesma moeda, vemos as secas que atingem a região sul do Brasil, que já chegam a cinco meses de estiagem. Os prejuízos causados por essa seca estão estimados em 27 bilhões de reais até o momento presente.

Daí, depreende-se que o negacionismo científico e climático, que ignora a necessidade de enfrentamento aos desajustes causados à nossa biodiversidade, no Brasil e no planeta, por séculos, baseado em um modelo econômico capitalista, omitiu a necessidade de se compreender que toda intervenção humana na natureza traz consequências que são sentidas ao longo do tempo.

Infelizmente, hoje os impactos causados pela mesquinhez desse modelo comprovadamente fracassado são dimensionados por cifras macabras, calculadas em perdas de vidas humanas.

A realidade que se impõe é de conceber e executar um modelo de desenvolvimento sustentável, que enfrente as mudanças climáticas, identificando suas causas e mitigando as suas consequências. É importante anotar a necessidade de substituir o rumo atual das decisões no Brasil que pensa e decide apenas com base no lucro imediato, que beneficia cada vez menos pessoas e que empurra cada vez mais brasileiros para viverem em áreas de risco. São milhares de famílias que estão sujeitas a tragédias cada vez mais frequentes como as vistas em Petrópolis e em tantas outras cidades brasileiras. Essa realidade precisa ser mudada e rápido.

*Secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco

.Veja e opine: Pesquisas eleitorais: muito cedo para comemorar https://bit.ly/3Ixrze0

Espetáculo midiático

A guerra Rússia-Ucrânia não é um filme de Hollywood

Thiago Modenesi*

A cobertura permanente da mídia acaba pressionando para que quem assiste tome uma posição sobre a guerra que se desenrola entre a Rússia e a Ucrânia, isso é um erro. Não cabe “tomar posição” nessa guerra: Putin está errado ao invadir a Ucrânia e desenvolver um conflito bélico, os EUA estão errados em terem pressionado para que a Ucrânia ingressasse na OTAN e, assim, descumprisse acordos estabelecidos há décadas com a Rússia, além de reforçar uma organização que perdeu o motivo de existir. A OTAN hoje cumpre o papel diametralmente oposto do que para o que foi criada, ajuda a desenvolver no século XXI um cerco as fronteiras russas e a ampliação da pressão política e econômica sobre esse país.

E a Ucrânia também está errada, o país é presidido por um populista de extrema-direita, eleito em uma onda conservadora impulsionada por redes sociais e apoiada em milícias neonazistas, a exemplo do Azov, que massacraram a oposição política e fisicamente. A notícia que circula nas redes sobre a Casa dos Trabalhadores, espaço que abrigava sindicatos e uma sede regional do Partido Comunista da Ucrânia, é apenas uma pequena demonstração do que foi perpetrado no país contra qualquer força de oposição. Zelensky conspirou para quebrar acordos firmados com o vizinho russo, flerta com o ingresso do país na OTAN e oprime belicamente as tentativas de Donetsk e Luhansk de se estabelecerem como nações independentes.

Não há lado “bom” nem “mau” no conflito, as decisões que levaram a esse foram econômicas, estratégicas e geopolíticas para todos os países envolvidos. A guerra se dá quando a diplomacia fracassa. Não é um filme de Hollywood e, no caso específico da Rússia e Ucrânia, a presença dos EUA não é de um “herói” e sim a do pivô que jogou a Ucrânia na fogueira buscando ampliar sua influência para mais além e largou o pretenso aliado em meio a um conflito bélico pesado, levando inclusive ao presidente ucraniano dizer na imprensa internacional que precisava de armas e não de asilo político...

Tudo isso se dá no contexto de um mundo unipolar desde o fim do campo socialista com a queda do muro de Berlim na década de 90 do século XX, esse vem sendo hegemonizado pelos EUA com constante ameaça de quebra dessa primazia pela China.

Esse conflito tem potencial para sacudir esse equilíbrio, podendo reforçar a posição dos EUA, ou até mesmo mudar o ator principal da economia global para China, mas pode também gerar um novo mundo bipolar ou multipolar, tendência que se reforça dia após dia, vide o impasse que vai se apresentando na ONU em como enfrentar de maneira objetiva a guerra em curso, e também na pouca efetividade das sanções adotadas pela Europa e EUA, lembrando que a Rússia sempre tem a alternativa econômica chinesa bem ao lado.

Agora, não há dúvida, desastroso e patético é o comportamento do presidente do Brasil. Na diplomacia até mesmo a neutralidade constitui uma posição. A mudança sucessiva de posições do governo brasileiro, a visita feita por Bolsonaro, sem retornos econômicos e diplomáticos reais no auge da crise, a tentativa de afirmar que a guerra não ocorreria por conselhos do atrapalhado presidente tupiniquim ao seu “colega” russo (como Bolsonaro mesmo o nominou) ... tudo isso forma um desencontro de narrativa como nunca visto na diplomacia de nossa República.

Não há como imaginar a maneira como os fieis seguidores do presidente do Brasil devem estar tendo dificuldade para se adaptar as oscilações discursivas de seu “mito”, vale lembrar que, logo no começo do governo Bolsonaro, seus seguidores mais próximos promoveram uma marcha com tochas contra o STF liderados por Sara Winter, então destacada líder dessa tropa de irresponsáveis.

Esses diziam que iriam “ucranizar” o Brasil, seguiam de perto e admiravam o exemplo dado no país europeu por Zelensky, inclusive ostentavam nas manifestações bandeiras da Ucrânia e dos extremistas fascistas do Azov, partido de ultradireita daquela nação.

Agora o “mito” diz que o povo ucraniano elegeu um comediante, renega o exemplo que seguia e se soma a Putin, outra liderança de direita, acostumada a exterminar seus adversários. Tempos difíceis para ultradireita brasileira modular de hora em hora seu discurso, lembrando que para eles Bolsonaro não erra, é perfeito, mas a impressão que fica para quem assiste angustiado ao conflito é que a posição do governo bolsonarista é a pior possível, vai nos prejudicar economicamente e apresenta ao mundo um Brasil vacilante, com muita vontade de ser vassalo, ora dos EUA, ora da Rússia. Saudades do Brasil que mantinha relações diplomáticas multilaterais e atuava para aproximar nações e acabar com conflitos, respeitado na ONU, nos BRICS e no mundo.

*Professor universitário, doutor em História pela UFPE

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Economia vulnerável

Mais inflação, menos PIB: como a guerra na Ucrânia impacta o Brasil

Em ao menos três setores – combustíveis, alimentos e câmbio –, País pode sentir os efeitos do conflito
Portal Vermelho

 

A guerra na Ucrânia pode produzir impactos econômicos a mais de 10 mil quilômetros de distância. Em ao menos três setores – combustíveis, alimentos e câmbio –, o Brasil pode sentir os efeitos do conflito. A instabilidade no Leste europeu pode não apenas impactar a inflação como também resultar em aumentos adicionais nos juros, comprometendo o crescimento econômico para este ano.

Segundo a pesquisa Sondagem da América Latina, divulgada pela Fundação Getulio Vargas (FGV), as turbulências na Ucrânia devem agravar as incertezas que pairam sobre a economia global nos últimos meses. No Brasil, os impactos deverão ser ainda mais intensos. Uma das razões é a exposição maior aos fluxos financeiros globais que o restante da América Latina, com o dólar subindo e a bolsa caindo mais que na média do continente.

A própria pesquisa – que ouviu 160 especialistas em 15 países – constatou a deterioração do clima econômico. Na média da América Latina, o Índice de Clima Econômico caiu 1,6 ponto entre o quarto trimestre de 2021 e o primeiro trimestre deste ano, de 80,6 para 79 pontos. No Brasil, o indicador recuou 2,8 pontos (de 63,4 para 60,6 pontos) e apresentou a menor pontuação entre os países pesquisados.

Canais

Segundo a FGV, existem diversos canais pelos quais a crise entre Rússia e Ucrânia pode chegar à economia brasileira. O principal é o preço internacional do petróleo, cujo barril do tipo Brent encerrou a semana em US$ 105, no maior nível desde 2014. O mesmo ocorre com o gás natural, produto do qual a Rússia é a maior produtora global. O BTU, tipo de medida de energia, pode chegar a US$ 30, conforme disse em entrevista coletiva o diretor de Refino e Gás Natural da Petrobras, Rodrigo Costa. O Brasil usa o gás natural para abastecimento das termelétricas. Para o diretor da estatal, a perspectiva é que a elevação dos reservatórios das usinas hidrelétricas no início do ano possa compensar, pelo menos nesta fase de início de conflito.

Em relação à gasolina, a recuperação da safra de cana-de-açúcar está reduzindo o preço do álcool anidro, o que também ajuda a segurar a pressão do barril de petróleo num primeiro momento. Desde novembro do ano passado, o litro do etanol anidro acumula queda de 24,6% em São Paulo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Universidade de São Paulo. As maiores pressões sobre combustíveis estão ocorrendo sobre o diesel, que não tem a adição de etanol e subiu 3,78% em janeiro, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que funciona como prévia da inflação oficial.

Alimentos

Outro canal pelo qual a guerra no Leste europeu pode afetar a economia brasileira são os alimentos. A Rússia é a maior produtora mundial de trigo. A Ucrânia ocupa a quarta posição. Nesse caso, o Brasil não pode contar com outros mercados porque a seca na Argentina, tradicionalmente maior exportador do grão para o Brasil, está comprometendo a safra local.

A crise no mercado de petróleo também pressiona os alimentos. Isso porque a Rússia é o maior produtor mundial de fertilizantes, que também são afetados pelo petróleo mais caro. Atualmente, o Brasil compra 20% dos fertilizantes do mercado russo. O aumento do diesel também interfere indiretamente no preço da comida, ao ser repassado por meio de fretes mais caros.

Dólar e juros

O terceiro fator pelo qual a crise entre Rússia e Ucrânia pode impactar a economia brasileira é o câmbio. O dólar, que chegou a atingir R$ 5 na quarta-feira (23), fechou a sexta (25) a R$ 5,15 após a ocupação de cidades ucranianas por tropas russas. Por ora, os efeitos cambiais são relativamente pequenos porque o Brasil se beneficiou de uma queda de quase 10% da moeda norte-americana no acumulado de 2022. O prolongamento do conflito, no entanto, pode anular a baixa do dólar no início do ano.

Caso o dólar continue a subir e a inflação não ceder, o Banco Central tende a aumentar a taxa Selic (juros básicos da economia) mais que o previsto. Nesse caso, o crescimento econômico para este ano ficaria ainda mais prejudicado.

Na última edição do boletim Focus (pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central), os analistas de mercado elevaram a projeção anual de inflação oficial para 5,56% em 2022. Essa foi a sexta semana seguida de alta na estimativa. A previsão de crescimento para o Produto Interno Bruto (PIB) foi mantida em apenas 0,3%.

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