Versos quebrados
Luciano
Siqueira
Dois amigos coincidentemente distantes me perguntam por que não sou rigorosamente fiel às estrofes que publico no story do Instagram. Ao produzir o card com link para o texto completo em meu blog, frequentemente “acomodo” os versos ao espaço disponível.
Como hoje sobre o poema “Renúncia”, de Manuel Bandeira.
Respondo que importa atrair leitores – missão honrosa para quem gosta de poesia e se depara com a parca audiência dos poetas daqui e de longe.
No Brasil se lê pouco. Menos ainda poesia.
Na mesma proporção se compram livros.
Faço o arranjo possível no espaço disponível na tela do celular, combinando versos e imagens, quase sempre uma obra de arte – tela ou foto.
Essa “licença poética”, permitam-me a expressão, a pratico com razoável êxito, pois creio que poemas bem ilustrados estão entre os conteúdos mais vistos do blog, hoje oscilante entre pouco mais de 20 mil a 40 mil ou mais acessos diários.
Dizem-me que esta é uma boa audiência, considerando a natureza explicitamente amadora e improvisada do blog.
Quem edita? Eu mesmo, ora! Conteúdo e ilustrações.
E assim caminha a nossa cumplicidade...
"Leitura do não escrito" https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/minha-palavra.html

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