Trump diante de Xi Jinping
Luciano Siqueira
instagram.com/lucianosiqueira65
Anoto de “análises” publicadas hoje em vários sites de notícia a propósito do encontro dos presidentes dos Estados Unidos e China, hoje.
Muita especulação carente de dados concretos. Ou propositadamente tendenciosos.
O fato é que Donald Trump tudo faz para conter a ascensão notável da China. Mas insiste na aplicação de tarifas alfandegárias massivas, visando reduzir o déficit comercial americano e forçar a repatriação de cadeias de suprimentos. Enxerga a China não apenas como uma concorrente comercial, mas como uma ameaça objetiva à hegemonia dos EUA.
Esperneia. E permanece em desvantagem.
A diplomacia agressiva, mas errática de Trump opera o fortalecimento de alianças bilaterais seletivas (nem sempre bem sucedidas), enfraquecendo blocos multilaterais tradicionais.
No plano simbólico, Trump explora a incerteza mediante declarações e atos contraditórios; e permanece em desvantagem diante do gigante asiático apoiado em sabedoria milenar e em extraordinária ascensão tecnológica e econômica.
Atabalhoadamente, tenta reduzir (drasticamente, segundo intenções explícitas) a dependência ocidental em relação a transações com a China.
Um confronto entre desiguais: a China potência em ascensão montada numa economia pujante; os Estados Unidos às voltas com graves problemas internos que afetam duramente a sua economia, não apenas em razão à guerra contra o Irã, mas como traço marcante de um conjunto de fatores negativos que se acumulam progressivamente.
Vejamos o que acontecerá no encontro de hoje.
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Como a China contornou o tarifaço https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/04/china-x-estados-unidos.html

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