O voto híbrido ameaça Raquel
Luciano Siqueira
A montagem definitiva da chapa majoritária - os dois candidatos ao Senado e o lugar de vice — não é exatamente um problema para a governadora Raquel Lyra, candidata à reeleição.
Sempre foi assim, aqui e alhures:
negociações se concluem às portas da Convenção.
A novidade este ano foi o acerto da
chapa liderada pelo ex-prefeito João Campos (PSB) com surpreendente
antecedência.
Os nomes ventilados para completar em a
chapa do governadora todos têm força política e eleitoral. No ponto de
partida, mas no transcorrer da disputa ninguém sabe.
Sempre se disse que mais fascinante do que o poder é a
expectativa de poder. Se João Campos retomar dianteira nas pesquisas e se a
sua campanha ganhar a dimensão que promete, ninguém pode garantir que prefeitos,
vereadores e ativistas apoiadores dos candidatos ao Senado fechem a chapa
incluindo Raquel.
A legislação permite e a tradição
sugere: pelo interior afora, o voto
híbrido pode contribuir para a consolidação de uma possível Vitória de João
Campos.
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