Samba de um mercado
só
Luciano Siqueira
Não uso a expressão “de uma nota...”
em respeito a Tom Jobim e porque “mercado” sintetiza tudo.
Ou quase tudo, quando se lê e se
escuta o que dizem os responsáveis pelo programa de governo dos candidatos da
direita à presidência da República.
O compromisso de todos é antes de
tudo com o chamado mercado financeiro, a força hegemônica da elite dominante,
de braços dados com o grande agro exportador e os monopólios varejistas.
Cada um ao seu estilo, concentram
suas proposições na substituição ou reformulação de regras fiscais com foco na
contenção do crescimento dos gastos públicos, redução do déficit e
estabilização do endividamento em relação ao PIB. Associado a isso, redução drástica
dos gastos com politicas sociais compensatórias, principalmente com a Bolsa Família,
que odeiam.
Defendem a retomada e a ampliação de
programas de desestatização, concessões e parcerias público-privadas (PPPs)
para atração de capital privado em projetos de infraestrutura.
Muita demagogia com promessas de simplificação
tributária, desoneração, incentivo ao empreendedorismo, ampliação de crédito
para pequenos negócios e facilitação da produtividade.
E quando falam os próprios candidatos, saiam
de baixo: a superficialidade, o improviso e a demagogia dão o tom do discurso.
Pelo capital financeiro, tudo!
Vale acompanhar o confronto de ideias durante
a campanha e valorizar, mais do que nunca!, o programa da chapa Lula-Alkmin
cujo fio condutor está no desenvolvimento soberano e socialmente democrático.
Soberania nacional é o pilar do Programa de governo de Lula https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/08/editorial-do-vermelho_01066033204.html

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