Documento das juventudes será “bússola para 2026”, diz Bruna Brelaz
Seminário reuniu em Brasília jovens de sete partidos do campo progressista para formular propostas de governo e construir uma plataforma voltada às eleições
Lucas Toth/Vermelho
As juventudes de sete partidos do campo progressista deram nesta semana um passo na construção de uma plataforma comum para o debate político dos próximos anos.
Reunidos em Brasília nos dias 7 e 8 de julho, durante o Seminário Nacional “O Brasil Pelas Juventudes”, dirigentes de PCdoB, PT, PSB, PDT, PSOL, Rede e PV iniciaram a elaboração de um documento que pretende influenciar a formulação de propostas para a juventude brasileira e dialogar com a disputa política de 2026.
Promovido pelo Fórum das Juventudes Progressistas, criado neste ano pelas organizações da juventude, o encontro reuniu dirigentes nacionais e estaduais, fundações partidárias e entidades parceiras.
Vice-presidenta da União da Juventude Socialista (UJS) e diretora de Relações Internacionais da entidade, Bruna Brelaz afirmou ao Portal Vermelho que os debates buscam transformar reivindicações históricas da juventude em propostas concretas de políticas públicas.
“O trabalho dos grupos foi fundamental para transformar nossas demandas em políticas públicas estruturantes. Debatemos desde a necessidade de cidades sustentáveis até uma nova economia que garanta trabalho digno. O ponto central é que a juventude quer ser protagonista na construção de um projeto de país que supere a crise do capitalismo e ofereça horizontes reais para nossa geração”, declarou.
Segundo Bruna, o documento produzido pelo fórum terá papel estratégico na organização das forças progressistas nos próximos meses.
“Este documento é a nossa bússola para 2026. Nosso próximo passo é levar essa plataforma para a base, nos territórios, garantindo que o programa de governo nasça e seja fortalecido pelas mãos de quem constrói o Brasil todos os dias, transformando o sonho em projeto concreto”, afirmou.
Na abertura do seminário, Bruna representou as juventudes do PCdoB e defendeu a necessidade de um novo ciclo de desenvolvimento soberano para o país.
Em sua intervenção, ela destacou conquistas obtidas durante o governo Lula, como o programa Pé-de-Meia, a recomposição do orçamento das universidades, as políticas de permanência estudantil, a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e a aprovação do fim da escala 6×1 na Câmara dos Deputados.
A dirigente também avaliou que a construção de uma plataforma comum para a juventude é parte da disputa de projetos para o Brasil no próximo período.
“Queremos um programa que dialogue diretamente com as angústias e sonhos da juventude brasileira, criando uma alternativa real de futuro. É um compromisso para não permitir que a extrema direita sequestre a frustração da nossa geração, mostrando que a mudança real se faz com mobilização e um projeto nacional soberano”, disse.
Para ela, os avanços conquistados desde 2023 demonstram a importância da organização popular e apontam para desafios ainda maiores nos próximos anos.
“O governo Lula 3 nos provou que a luta muda o rumo das coisas. Conquistamos direitos vitais que estavam sob ataque, mas agora queremos ir além. Para um próximo ciclo, nossa ambição é um projeto de desenvolvimento soberano e justo, que garanta não apenas emprego, mas a dignidade de uma juventude que possa estudar, morar e viver com liberdade, sem medo da violência”, afirma.
O Fórum das Juventudes Progressistas pretende agora consolidar o documento produzido em Brasília e ampliar o debate nos estados e municípios.
A expectativa das organizações é que as propostas construídas coletivamente sirvam de referência para a formulação de políticas públicas voltadas à juventude e para o debate sobre os rumos do país nos próximos anos.
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