A MÃO DO VENTO NA SAVANA
João Maria Vilanova
Que voz perpassa
em teu dorso quando
a noite
passos-de-onça
se aproxima?
Memória de areais
Negras falésias?
Se te escutando
paciente é o trabalhar
de onda.
Eflúvios frémito
um deus muíla que subisse
monandengue
só da raiz do sangue.
[Ilustração: Elayaraja]
Leia também: "Fresta", poema de Cida Pedrosa https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/09/palavra-de-poeta_0649186256.html

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