01 novembro 2024

Vinícius Junior, o melhor

Vinicius Junior merecia a Bola de Ouro
Brasileiro é o melhor atacante do mundo; Rodri é o melhor meio-campista
Tostão/Folha de S. Paulo 

futebol espanhol domina atualmente o mundo. O espanhol Rodri, que joga no Manchester City, ganhou o título de melhor do mundo, eleito por cem jornalistas de diferentes países, embora Vinicius Junior merecesse pelo que joga no Real Madrid. O comportamento antirracista e digno do brasileiro incomoda muitas pesso

A jogadora espanhola Aitana Bonmati foi eleita a melhor do mundo. Lamine Yamal, do Barcelona, é o melhor jovem do futebol. O italiano Ancelotti, técnico do Real Madrid, foi escolhido o melhor do ano. A Espanha é campeã da Europa. Real Madrid, no masculino, e Barcelona, no feminino, foram os times do ano. A seleção, comandada dentro de campo por Rodri, é a que mais encanta no mundo pela união da posse de bola com troca de passes com agressividade ofensiva.

Vinicius Junior é o melhor atacante do mundo e o mais espetacular, fascinante, enquanto Rodri é o melhor meio-campista. Atua de uma intermediária à outra. O passe preciso e rápido, o comando da bola e do time e a visão ampla do conjunto são tão importantes quanto os muitos gols e passes decisivos para gols de outros grandes craques. A sua eleição, mesmo considerando que Vinicius Junior merecia o título, é um reconhecimento da enorme importância de um meio-campista para a equipe.

No clássico espanhol entre duas das grandes equipes do mundo, o Barcelona goleou o Real por 4 x 0 em um jogo que poderia ter sido vencido pelo Real se aproveitasse as chances que teve no primeiro tempo e se Mbappé não tivesse ficado tanto em impedimento por detalhes milimétricos. Os dois times jogaram com zagueiros adiantados, deixando grandes espaços atrás desses defensores, que foram muito bem aproveitados pelo Barcelona.

Detalhes técnicos esporádicos, imprevisíveis, podem decidir as partidas. Fazem também parte do acaso, assim como as falhas dos árbitros brasileiros na marcação de vários pênaltis em algumas partidas da última rodada do Brasileirão. Os árbitros conhecem bem as regras, mas não entendem de futebol. Além disso, com frequência, agem por impulso no momento do lance.

A violência e a criminalidade não fazem parte, com certeza, do acaso. São planejadas, como a emboscada de grupos de marginais com símbolos do Palmeiras contra torcedores do Cruzeiro, que voltavam de Curitiba, resultando na morte de um jovem torcedor e mais 17 feridos. Um horror, uma extensão da marginalidade que assola o país.

Planejadas são também as fortunas de dinheiro público gastas pelos partidos nas eleições por meio do fundo eleitoral, criadas por emendas parlamentares.

O jogo de futebol é muito complexo, uma disputa de muitas possibilidades técnicas, táticas e emocionais e de fatores surpreendentes. Nós é que tentamos simplificá-lo com nossas racionalizações e presunçosas sabedorias.

Bets

O jornalista José Henrique Mariante, em reportagem nesta Folha, mostrou um relatório da revista The Lancet, uma das mais conceituadas do mundo na área médica, que mostra que governos e legisladores precisam tratar as apostas esportivas como questão de saúde pública, como se faz com outros produtos que viciam e fazem mal, como álcool e tabaco. Mas no caso de apostas online é pior, pois não há limite, elas podem ser feitas 24 horas.

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Mais empregos

Desemprego cai para 6,4%, segundo menor índice desde 2012
Número de pessoas que não estavam trabalhando e procuravam por uma ocupação recuou para 7 milhões, menor contingente desde o trimestre encerrado em janeiro de 2015, segundo o IBGE
Priscila Lobregatte/Vermelho  

O desemprego segue diminuindo no Brasil e caiu para 6,4% no terceiro trimestre do ano, segunda menor taxa da série histórica da PNAD Contínua do IBGE, iniciada em 2012. O índice só é maior em relação à taxa do trimestre encerrado em dezembro de 2013 (6,3%). As informações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quinta-feira (31).

Pelas redes sociais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou o índice. “Desemprego em 6,4%, o menor índice desde 2013. Em setembro de 2024, foram gerados 247 mil novos empregos, um aumento de 21% em relação ao ano passado. Com trabalho e diálogo, estamos construindo juntos um país melhor, com mais oportunidades”, declarou. 

O resultado obtido entre julho e setembro é 0,5 ponto percentual menor se comparado ao período anterior entre abril e junho de 2024, quando ficou em 6,9%. Em relação ao mesmo trimestre móvel de 2023, a queda é 1,3 p.p. Naquele momento a taxa era 7,7%. 

Segundo a pesquisa, o número de pessoas que não estavam trabalhando e procuravam por uma ocupação — isto é, a população desocupada — caiu para 7 milhões. Este é o menor contingente desde o trimestre encerrado em janeiro de 2015, com recuos significativos nas duas comparações: -7,2% no trimestre, ou menos 541 mil pessoas buscando trabalho, e -15,8% frente ao mesmo trimestre móvel de 2023, ou menos 1,3 milhão de pessoas.

Leia também: Brasil atinge melhor saldo de empregos com 247,8 mil novas vagas em setembro

“A trajetória de queda da desocupação resulta da contínua expansão dos contingentes de trabalhadores que estão sendo demandados por diversas atividades econômicas”, explicou Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas Domiciliares do IBGE. 

Com esses avanços, o número de trabalhadores subiu para 103 milhões, o que, de acordo com o Instituto, é também um novo recorde verificado pela Pnad Contínua. 

A população ocupada cresceu 1,2% no trimestre, o que significa mais 1,2 milhão de trabalhadores. Na comparação anual, a alta foi de 3,2%, o equivalente a mais 3,2 milhões de pessoas ocupadas.

“O terceiro trimestre aponta para retenção ou crescimento de ocupados na maioria dos grupamentos de atividades. Em particular, a indústria registrou aumento do emprego com carteira assinada. Já no comércio, embora a carteira assinada também tenha sido incrementada, o crescimento predominante foi por meio do emprego sem carteira”, observou Adriana.

No caso do segmento industrial, a alta foi de 3,2%; já o comércio avançou 1,5% — somados, os dois setores absorveram 709 mil trabalhadores. Cabe salientar ainda que no comércio, a população ocupada bateu recorde, chegando a 19,6 milhões de pessoas. Os outros grupamentos mantiveram estabilidade na comparação trimestral.

Quanto ao rendimento médio real das pessoas ocupadas, o valor foi de R$ 3.227 no trimestre encerrado em agosto, sem mostrar variação estatisticamente significativa frente ao trimestre móvel anterior e com alta de 3,7% quando comparado ao mesmo trimestre móvel de 2023.

Já a soma das remunerações de todos os trabalhadores, que é a massa de rendimentos, chegou a R$ 327,7 bilhões, mantendo estabilidade no trimestre e subindo 7,2% na comparação anual. (Com informações da Agência IBGE)

Leia sobre o proletariado jovem no Brasil https://lucianosiqueira.blogspot.com/2023/02/proletariado-jovem.html 

Humor de resistência: Jota Camelo

 

Jota Camelo

Leia: "Os quatro cavaleiros da III Guerra" https://lucianosiqueira.blogspot.com/2024/01/eua-quem-semeia-guerra.html 

Fim de ano, recordar é viver (1)


Em Guangzhou, na China, em 2007, em missão oficial, com os companheiros Djalma Paes, então secretário de Planejamento da Prefeitura do Recife, Roberto Trevas, coordenador de Relações Internacionais e Tadeu Lira, chefe de gabinete do vice-prefeito. 

Minha opinião

É a realidade dura e crua 
Luciano Siqueira 

Entre "analistas" políticos do complexo midiático dominante, um misto estranheza e condenação ao presidente Lula por não intervir diretamente nas eleições para as mesas da Câmara dos Deputados e do Senado.

Na verdade, apenas um mote para atacar o presidente. 

Estivesse Lula intervindo politicamente, A "análise" seria outra, de condenação à intervenção do Executivo sobre assuntos internos do Poder Legislativo.

Tirante a má vontade midiática dominante, o fato é que a renovação das duas mesas diretoras do parlamento ocorre sobre hegemonia das forças conservadoras o chamado "centrão", em especial.

Aquilo que se pode chamar de base sólida o governo não conta com mais do que um quinto dos parlamentares.

Esta é a correlação de forças real. 

A relativa equidistância do presidente é o gesto político possível. 

E correto. 

Leia: apesar das condições adversas no parlamento https://lucianosiqueira.blogspot.com/2023/12/palavra-de-jandira.html

Postei no X

"O poder do Estado não se exerce apenas através da coerção, mas também através da hegemonia", ou seja, pela imposição da visão de mundo da classe dominante como modo de se perpetuar no poder — demonstrou Gramsci. O sistema midiático dominante no Brasil atual com esse objetivo. 

Leia sobre o potencial bélico da I.A. https://lucianosiqueira.blogspot.com/2023/04/inteligencia-artificial.html 

Enio Lins opina

Que fazer, senão torcer para o cordão azul americano?
Enio Lins    

Em sua diversificada e atabalhoada forma de eleger quem ocupará a presidência da República, os Estados Unidos vão, em sua esmagadora maioria, às urnas no dia 5 de novembro. Mas a eleição já começou com a coleta dos sufrágios de quem quis votar antecipadamente, como foi o caso do cidadão Joe Biden, atual inquilino da Casa Branca, que votou na segunda-feira, 8, em New Castle, Estado de Delaware. Pelo menos um voto Kamala já tem – teria, pois só vai poder computar depois do término do processo, quando quem vencer naquele Estado vai levar os votos de todos os três delegados delawarianos. O número de delegados varia de Estado para Estado. Califórnia, por exemplo, vai ao Colégio Eleitoral com 54 votos para um único nome chamar de seus.

QUE MUDA O QUE?

Em verdade pouco muda qualquer que seja a criatura eleita para a Casa Branca, pois os interesses hegemonistas dos Estados Unidos são os mesmos há dois séculos, quando uma estratégia neoimperialista foi desenhada, em 1823, pela Doutrina Monroe, apresentando o governo americano como o defensor da “liberdade” nos países alheios. Sob a presidência de Theodore Roosevelt, entre 1901 e 1909, essa política imperial foi explicitada, com menos palavras adocicadas, pela Doutrina do Grande Porrete, onde as intervenções militares foram assumidas como iniciativa legítima, embora isso já fosse perfeitamente visível durante a guerra contra a Espanha pelo controle de Cuba (1895/1898). Esse sentimento de “dono do mundo”, entretanto, tornar-se-ia avassalador durante a II Grande Guerra Mundial, turbinado pelo desempenho notável das forças armadas americanas na luta contra o Eixo, e pe lo fato de que (fora Pearl Harbour) nenhuma bomba caiu sobre o território estadunidense, o que garantiu um crescimento impressionante de sua economia naquele período de tremendo desastre em todas as demais potências envolvidas. Assim, quem quer que pegue o volante, não poderá, por mais que queira, levar o veículo para outros trilhos. Em termos gerais, as eleições americanas não mudam nada (ou quase nada) para o mundo sob o peso do dólar e das armas ianques, mas alguns detalhes específicos contam, sim, e podem salvar vidas.

KAMALA X TRUMP

Considerando cosméticas as diferenças programáticas (estratégicas) entre Kamala Harris e Donald Trump, é importante prestar atenção aos detalhes. Afinal, vivemos numa área considerada quintal dos Estados Unidos pelos americanos do “neo big stick”. E, justiça seja feita, o governo Joe Biden se negou a apoiar a aventura do golpe bolsonarista antes, durante e depois do 8 de janeiro de 2023... Então vamos lá, digo logo meu “voto”: Kamala é menos pior que Trump, no somatório das maiores e menores maldades entre ela e ele. Por incrível que possa parecer, Donald (como já escrito aqui antes) tem uma posição muito melhor que Harris no quesito OTAN (defendendo a redução dos investimentos naquela aliança militar). E, em relação à guerra entre Rússia e Ucrânia, Donald tem sido mais Putin que Zelensky. No quesito “genocídio contra os palestinos”, ambos são favoráveis aos massacres israelenses, e quando o terrorista Bibi Netanyahu visitou os Estados Unidos (em julho deste ano) foi recebido com honras por Joe Biden, Kamala Harris e Donald Trump. Em relação aos migrantes, ao meio-ambiente e direitos humanos (questões raciais, sociais e LGBTQIA+...), entretanto, Kamala Harris vence de goleada Donald Trump.

Isto posto, considerando o grande risco de Trump vencer a eleição, resta torcer pelo cordão azul americano, pois Dona Kamala é muito menos pior.

Leia sobre os EUA no Oriente Médio https://lucianosiqueira.blogspot.com/2023/10/eua-decadente-no-oriente-medio.html