Cidadania de onde?
Luciano
Siqueira
instagram.com/lucianosiqueira65
No caderno "mundo" da Folha de S. Paulo, que leio na versão digital, sempre vejo um convite, ilustrado com um amontoado de passaportes, a saber se tenho ou não cidadania europeia.
Nunca me interessei, pois certeza tenho de que sou apenas brasileiro, nordestino, norte-rio-grandense de nascença.
Sim, também sou cidadão honorário do Recife e de Pernambuco conforme outorga da Câmara Municipal e da Assembleia Legislativa, proposições do vereador Audísio Costa e do deputado Betinho Gomes.
Mas por levar Siqueira no sobrenome de origem paterna, com frequência me perguntam "Siqueira de onde?" Do sertão pernambucano, da Paraíba, de Goiás?
Natalense nascido na Policlínica do Alecrim, de pronto respondo no intuito de encerrar a conversa.
Na semana passada, pela enésima vez fui abordado sobre a minha “genealogia luso- brasileira”, pelo que nunca me interessei.
Como assim? Resolvi pesquisar para pelo menos ter o que responder aos curiosos e fiquei sabendo que Siqueira tem genealogia luso-brasileira, que remonta da nobreza medieval portuguesa.
Tudo começou na "torre de Sequeira", Vila Viçosa, Évora, no século XIV.
No Brasil Colônia parte dos Siqueira migrou para cá e aqui praticaram uma espécie de diáspora, em busca do que fazer em três direções, São Paulo, Nordeste e, espalhados difusamente, o sobrenome passou a ser usado por cristãos novos, judeus que fugiam à perseguição antissemita.
A partir daí tudo se dissipa como uma nuvem, pois sei apenas que meu avô paterno era Joaquim Batista de Siqueira, mas só isso. Seus antepassados teria raízes em Évora ou entre judeus convertidos?
Mais simples é pensar que os viventes em nosso país tropical abençoado por Deus que levam o sobrenome Siqueira somos todos parentes, uns mais próximos e outros distantes a perder de vista.
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