16 março 2026

Boa notícia

PIB cresce 0,8% em janeiro, maior avanço mensal em um ano
Melhores resultados foram verificados no setor de serviços, com 0,8%, e indústria, com 0,4%. Já a agropecuária teve recuo de -1,5%, segundo o IBC-Br do Banco Central
Priscila Lobregatte/Vermelho     


O Produto Interno Bruto (PIB) avançou 0,8% em janeiro na comparação com dezembro do ano passado. Trata-se do maior crescimento mensal desde janeiro de 2025 (1,2%). O melhor resultado foi verificado no setor de serviços, com 0,8%, e indústria, com 0,4%.

Já quando se analisa os 12 meses contados até janeiro, a expansão foi de 2,3%. Os dados constam do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado a prévia do PIB, divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (16).

O pior resultado ficou com a agropecuária, que teve recuo de -1,5%. Excluído esse segmento, o avanço do PIB vai a 0,9%. O cálculo leva em conta o ajuste sazonal, necessário para que seja possível comparar períodos diferentes.

O resultado vai ao encontro de análise feita pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad na sexta-feira (13). Ele avalia que o PIB pode crescer de 0,8% a 1% no primeiro trimestre deste ano.

“A economia brasileira é capaz de crescer entre 0,8% e 1% nesse primeiro trimestre. Então, os mecanismos de mudanças no crédito, tudo que nós estamos fazendo para manter a demanda efetiva está redundando em manutenção [da economia aquecida]”, declarou, em entrevista ao programa 20 Minutos, do site Opera Mundi.

“Eu acho que nós fizemos um trabalho de saneamento das contas. Eu não estou preocupado com as metas fiscais. Eu acho que o crescimento, pela maneira como nós estamos conduzindo, sobretudo as reformas que foram feitas, vão permanecer. Eu acho que a reforma tributária, que entra em vigor ano que vem, vai dar um impulso para o PIB ainda maior”, acrescentou.

Juros x crescimento

Um dos principais entraves para maior avanço no crescimento do país está no alto patamar da taxa de juros, que hoje figura em 15%, uma das maiores do mundo.

Nesta semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) fará nova reunião para definir a nova Selic. Conforme previsão do mercado financeiro, ela poderá ser reduzida em 0,25 ponto percentual, passando para 14,75%, conforme sinalizado no Boletim Focus desta segunda-feira (16). De acordo com o mercado, a taxa deverá fechar 2026 em 12,25%.

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