Modinha
Cecília Meireles
Tuas palavras antigas
deixei-as todas, deixei-as,
junto com as minhas cantigas,
desenhadas nas areias.
Tantos sóis e tantas luas
brilharam sobre essas linhas,
das cantigas — que eram tuas —
das palavras — que eram minhas!
O mar, de língua sonora,
sabe o presente e o passado.
Canta o que é meu, vai-se embora:
que o resto é pouco e apagado.
Leia também: "Rainha dos degradados", poema de Cida Pedrosa https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/03/palavra-de-poeta_22.html

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