29 setembro 2026

Desenrola 3.0

Desenrola 3.0 permite ao governo comprar dívidas e acertar a vida das pessoas, diz Lula
Nova versão do programa de negociação de dívidas prevê que a União dívidas inadimplentes com desconto de 90% e repasse integralmente a vantagem aos devedores
Priscila Lobregatte/Vermelho  

Com o objetivo de desafogar as famílias que se encontram endividadas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nessa sexta-feira (25), Medida Provisória que institui a terceira fase do programa de renegociação de dívidas de pessoas físicas, o Desenrola 3.0.

A nova etapa prevê que a União compre, em leilão, carteiras de dívidas inadimplentes de até R$ 10 mil, com desconto de 90%, e repasse integralmente a vantagem aos devedores. A estimativa é de que até R$ 150 bilhões em dívidas possam ser elegíveis à compra, com potencial de beneficiar até 15 milhões de pessoas.

“É importante lembrar que é um Desenrola melhor do que os outros”, afirmou o presidente. “No outro, as pessoas tiveram que individualmente procurar um banco. Agora é o governo que vai comprar dívida e acertar a vida das pessoas”, completou.

Com essa mudança de eixo, o devedor poderá quitar o valor restante à vista, mantendo o percentual de desconto obtido pela União, ou parcelar o saldo remanescente, em condições que ainda serão definidas pelo Conselho Monetário Nacional.

Ao anunciar a iniciativa, Lula também ponderou sobre o que está levando ao alto endividamento de parte da população: “Obviamente tem muitos fatores: nem sempre as pessoas ganham o que precisam, às vezes as pessoas entram num descompasso de fazer dívida de forma desordenada e depois não consegue se acertar mais, sobretudo pela facilidade do cartão de crédito”.

Neste ponto, criticou o fato de o sistema financeiro oferecer vários cartões de crédito a uma mesma pessoa, gerando uma bola de neve de dívidas.

Lula também falou sobre a “jogatina sem controle das bets”, que tem sido um dos fatores a estrangular financeiramente mulheres de pessoas. No mesmo evento, o presidente anunciou outra medida provisória, que acaba com as apostas on line.

“Se a dívida, inclusive em função das bets, é um problema real na sociedade, para a economia brasileira, nada mais justo e correto do que colocar o poder de compra do Estado a serviço da redução, da reestruturação das dívidas dessas famílias”, afirmou ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

Ele destacou que a dimensão da nova etapa pode alcançar uma parcela significativa das dívidas bancárias elegíveis: “Estamos falando de limpar dessa carteira R$ 150 bilhões em dívidas. É forte, é potente para que essas famílias possam recomeçar”.

De acordo com o governo, o Desenrola 3.0 terá o seguinte cronograma:

  • Setembro/2026: publicação da MP (texto final, que altera a Lei nº 14.690/2023). 
  • Novembro/2026: publicação do chamamento para entrega de propostas. 
  • Dezembro/2026: entrega de propostas pelos credores. 
  • Janeiro/2027: homologação das propostas selecionadas. 
  • Fevereiro/2027: assinatura de contratos e início do repasse do deságio aos devedores (quitação à vista ou parcelamento).

Lula anuncia o fim das bets https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/09/mp-das-bets.html   

Desenvolvimento soberano

Quando o futuro deixa de ser promessa
A crise climática e a revolução digital impõem a necessidade de superar a histórica subordinação primária do país por meio da construção de um Estado preditivo e capaz de converter recursos naturais em independência tecnológica
Marcio Pochmann/A Terra é Redonda     

1.

O Brasil está diante de uma mudança de época que exige mais do que crescimento econômico para reconstruir a capacidade de decidir o próprio futuro. Durante boa parte do século XX, desenvolvimento significou avançar em direção a uma fronteira relativamente conhecida como industrializar, urbanizar, elevar a produtividade, ampliar direitos, aumentar a escolaridade e reduzir a distância em relação às economias centrais. Hoje, essa referência perdeu nitidez.

A tese central é simples. O futuro deixou de ser uma promessa automática do progresso e precisa voltar a ser objeto de construção política, econômica e social. Isso significa repensar o desenvolvimento em um mundo marcado simultaneamente pela crise climática, pela revolução digital, pela financeirização, pela reorganização geoeconômica e pela transformação das formas de trabalho, produção e sociabilidade.

Durante boa parte do século XX, havia conflitos profundos sobre quem deveria conduzir o desenvolvimento e quem dele se beneficiaria, mas permanecia uma convicção poderosa acerca da possibilidade do futuro ser melhor que o presente. Essa talvez tenha sido uma das grandes promessas da modernidade. Mais educação deveria significar melhores empregos, assim como mais tecnologia, menos esforço, mais produtividade, maior prosperidade, mais ciência, maior domínio sobre a natureza.

No primeiro terço do século XXI, essa certeza começou a se desfazer. A ascensão da Ásia, sobretudo da China, desloca o eixo da economia mundial, ao passo que a crise climática evidencia os limites da expansão material e a revolução digital amplia extraordinariamente a capacidade de produzir e processar informações, ao mesmo tempo que concentra poder. Paralelamente, a financeirização permite que a riqueza abstrata cresça em meio ao avanço da insegurança social, enquanto a hiperconectividade multiplica a comunicação e transforma atenção e tempo em bens cada vez mais escassos.

Por isso, a pergunta já não parece ser apenas como crescer mais, mas que desenvolvimento ainda faz sentido e quem terá capacidade de orientá-lo. O Antropoceno tornou essa questão incontornável ao revelar que a humanidade não está separada da natureza e que suas próprias ações alteram as condições materiais de continuidade da vida social. O futuro, assim, deixa de ser apenas aquilo que ainda não aconteceu e passa a ser também aquilo que as decisões do presente podem tornar possível ou mesmo impossível.

Para o Brasil, essa transformação chega em momento contraditório. No século passado, o país realizou uma das mais rápidas mudanças estruturais entre as economias periféricas de passado colonial e escravista. Em poucas décadas, deixou de ser predominantemente rural e primário-exportador para constituir uma sociedade urbana e industrial. Essa transformação, contudo, permaneceu incompleta. Desde os anos 1990, o Brasil perdeu densidade industrial justamente quando uma nova revolução tecnológica começava a reorganizar a economia mundial. A financeirização, a especialização produtiva e a fragmentação das cadeias globais reduziram parte da capacidade nacional de produzir tecnologias e bens de maior complexidade.

2.

Por isso, a saída não está simplesmente em restaurar o desenvolvimentismo do século passado. A indústria contemporânea combina software, inteligência artificial, sensores, dados, novos materiais, automação e serviços especializados. A agricultura depende cada vez mais de genética, máquinas, satélites e informação ao passo que as infraestruturas física e digital se tornaram inseparáveis.

Diante disso, o Brasil não precisa escolher entre ser potência agrícola, industrial, energética, ambiental ou digital, mas integrar essas dimensões. A emergência climática amplia essa possibilidade, pois poucos países possuem simultaneamente água, biodiversidade, biomassa, terras produtivas, potenciais hidrelétrico, solar e eólico, reservas minerais e capacidade científica.

Mas a abundância também pode ser uma armadilha. O país pode exportar lítio e importar baterias, exportar minerais estratégicos e comprar equipamentos tecnológicos, produzir energia limpa e importar os bens industriais que dela mais se beneficiam e, ainda, exportar biomassa e adquirir materiais sofisticados produzidos a partir desse mesmo recurso.

Nesse caso, o Brasil poderia tornar-se essencial à transição verde mundial e, ainda assim, permanecer tecnologicamente dependente. A diferença entre uma potência ambiental e uma periferia verde reside na capacidade de transformar recursos naturais em conhecimento, tecnologia e produção.

A mesma lógica vale para a relação com a China, cuja ascensão oferece ao Brasil novos mercados, investimentos e possibilidades produtivas, mas também pode aprofundar um padrão conhecido de exportação de matérias-primas e importação de produtos industriais. Trocar o centro da dependência não significa superá-la.

A questão relevante é saber quanto conhecimento, tecnologia, fornecedores, empregos qualificados e capacidade produtiva permanecem no país depois que o investimento chega. O mesmo princípio vale para ferrovias, portos e corredores bioceânicos, pois uma infraestrutura destinada apenas a acelerar a exportação de commodities pode tornar a periferia mais eficiente, mas não necessariamente mais desenvolvida. O desenvolvimento exige encadeamentos produtivos e capacidade tecnológica.

A energia ocupa posição central nessa transformação. Durante milênios, as sociedades dependeram essencialmente dos fluxos naturais. A Revolução Industrial rompeu esse limite ao permitir a utilização, em larga escala, de carvão, petróleo e gás acumulados ao longo de milhões de anos. O início do século XXI, por sua vez, exige um novo movimento, marcado pela ampliação do uso do sol, do vento e da água, apoiado por redes elétricas, sistemas de armazenamento, eletrônica e inteligência computacional.

O Brasil possui condições extraordinárias para essa transição. Mas dispor de energia não significa, por si só, possuir soberania energética. A questão decisiva está no destino do excedente gerado por esses recursos. A renda do petróleo pode ser consumida no presente ou financiar ciência, infraestrutura e tecnologias para uma economia progressivamente menos dependente dos combustíveis fósseis.

3.

Há, portanto, uma oportunidade histórica de usar a riqueza dos estoques para construir a economia dos fluxos renováveis. A transformação em curso, porém, não se limita à produção. Ela também modifica a experiência cotidiana. Toda sociedade possui uma espécie de relógio. A sociedade agrária vivia segundo o tempo da natureza, ao passo que a industrial se submeteu ao relógio mecânico da fábrica e a sociedade digital começa a viver sob o relógio do algoritmo. Ele não apenas marca o tempo, mas classifica, recomenda, compara, notifica e procura antecipar comportamentos.

O trabalhador industrial precisava estar presente durante determinadas horas. O indivíduo hiperconectado precisa permanecer disponível. O relógio saiu da parede, entrou no bolso e passou a disputar espaço dentro da própria mente.

A tecnologia prometia economizar tempo. O paradoxo é que, quanto mais rapidamente realizamos uma tarefa, maior parece ser o número de tarefas à espera. Surge, assim, uma nova desigualdade que avançou para o acesso e no uso do tempo. A informação se generaliza de forma abundante e a atenção, escassa para uma comunicação instantânea e exposta cada vez mais a conteúdos quase ilimitados, tendo o silêncio se transformado em privilégio. Na sociedade hiperconectada, talvez o novo luxo seja poder não estar disponível.

A inteligência artificial aprofunda essa transformação. Pela primeira vez, máquinas de uso cotidiano participam diretamente da escrita, da análise, da programação e da tomada de decisões. A questão não é impedir a inteligência artificial, mas decidir quanto pensamento desejamos delegar. É justamente nesse ponto que a transformação tecnológica encontra o problema institucional, pois a produção, finanças e informação organizam-se em redes globais. As plataformas coordenam bilhões de pessoas, empresas atuam em dezenas de países e organizações criminosas e religiosas também aprenderam a operar em redes.

Enquanto isso, o Estado concebido na era industrial permanece, em muitos casos, dividido em estruturas setorializadas e pouco integradas. O problema não é simplesmente ter um Estado grande ou pequeno, mas saber se ele é capaz de produzir informações, integrar dados, planejar, regular e antecipar riscos.

O Estado desenvolvimentista do século XX atuava na industrialização de uma sociedade ainda marcada por estruturas agrárias. No início do século XXI, o Estado da era digital precisa preservar sua capacidade transformadora e incorporar novas dimensões, especialmente a sustentabilidade ecológica e a atuação preditiva. Isso significa antecipar acontecimentos e tendências como enchentes, transformações demográficas, mudanças no trabalho e dependências produtivas para que a atuação estatal antecipada evite que se converta em crises.

Nesse novo Estado, a informação deixa de ser apenas recurso administrativo e torna-se infraestrutura estratégica. Por isso, instituições públicas de estatística e geociências, como o IBGE, ganham nova centralidade. O Estado agrário precisava conhecer terras, população e produção. O industrial incorporou empresas, empregos, renda e cidades. O Estado digital precisa compreender também mobilidade, plataformas, fluxos digitais, riscos ambientais, novas formas de trabalho e uso do tempo.

Não parece ser suficiente saber onde as pessoas moram, mas também compreender por onde circulam, assim como é importante superar a medida da renda sem relacioná-la ao custo de vida, à mobilidade e ao tempo. Para além da identificação e acompanhamento da conexão, a necessidade de conhecer a qualidade e os efeitos dessa conexão.

O desafio brasileiro, portanto, não é apenas voltar a crescer, mas recuperar a capacidade de decisão e construção de uma estratégia capaz de integrar natureza, indústria, energia, dados, ciência e sociedade. No século XX, desenvolver-se significava avançar em direção a uma fronteira relativamente conhecida. Agora, a própria fronteira está em movimento. Talvez seja justamente aí que resida a oportunidade brasileira. O futuro deixou de ser promessa. Por isso mesmo, precisa voltar a ser projeto.

*Marcio Pochmann, professor titular de economia na Unicamp, é o atual presidente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Autor entre outros livros de Novo sujeito coletivo: a governança de populações em três tempos do capitalismo no Brasil (Editora da Unicamp). [https://amzn.to/40lMNWU]

A mídia flerta com o desastre https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/09/informacoes-distorcidas.html 

Humor de resistência

 

Miguel Paiva

A disputa pelo Senado https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/09/minha-opiniao_0646797896.html 

Palavra de poeta

DESAFIO
Jaci Bezerra   

A palavra é uma onda
aguardando o massacre,
e, antes que se esconda,
além de áspera, acre..

Nessa forma de ser
é fruto para a fome,
doendo sobre a pedra
que é e faz o homem..

A palavra é um pássaro
trinando a dura mágoa
do homem que no sáfaro
verão é pedra e água.

Nessa forma, uma porta
para amplas paisagens,
ser que é mapa e que é rota
para a exata imagem.

A palavra é uma caixa
de pássaros ardendo,
ser que a si não se basta
se é um pássaro morrendo.

Nessa forma, a lembrança
do dia, não o dia,
ser que a mão não alcança,
frágil caixa vazia,.

A palavra é um peixe,
luz de luzida escama,
ardendo como um feixe
de trigo ou uma chama.

Nessa forma, a borracha
que o tempo não consome,
comida que não basta
à boca de quem come.

A palavra é uma pedra
sofrendo no deserto,
ser que nem sempre medra
mesmo quando está perto.

A palavra é um rio
correndo sem ter margens,
ser que é mais que um fio
de luz sobre a ramagem.

Nessa forma, um tecido
de estrelas sobre a noite,
ser que dói nos sentidos
como um soco e um açoite.

[Ilustração: Adjacy Gomes]

Leia também:"A palavra", poema de Carlos Pena Filho https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/09/palavra-de-poeta_0129625086.html 

28 setembro 2026

Boa notícia

Lula dá largada para 19 novas unidades de institutos federais em 12 estados
Instituições estão no AL, BA, DF, MA, MG, MS, MT, PB, PE, PR, RS, SC E SP. Ao todo, SP chegará a 58 unidades — destas, 48 foram criadas nos governos Lula e Dilma, 16 somente neste mandato
Priscila Lobregatte/Vermelho   

Em sua passagem pela Zona Leste de São Paulo neste sábado (26), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou portarias de autorização para a construção ou obras de 19 novas unidades de institutos federais em 12 estados.

O ato ocorreu durante sua visita ao Instituto Federal de São Paulo (IFSP) na Zona Leste. O presidente também visitou as obras e instalações de novos campi da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

As novas unidades prontas ou em construção incluem as cidades de em Girau do Ponciano (AL), Macaúbas (BA), Santa Maria (RS), Chapadinha (MA), Balsas (MA), Amarante (MA), Paranaíba (MS), Canarama (MT), Alagoa Grande (PB), Mamanguape (PB), Sapé (PB), Queimadas (PB), Bezerros (PE),Toledo (PR), Tijucas (SC), Franco da Rocha (SP), Jaçanã (DF), Serrana (SP) e Belo Horizonte (MG).

Durante a agenda, Lula foi recebido por estudantes e moradores da região, que há décadas lutam por mais oportunidades de educação técnica e universitária.

As novas instalações do IF da Cidade Tiradentes abrigará cursos de qualificação profissional de inglês, língua portuguesa e cultura brasileira para estrangeiros, e assistente de produção cultural — que iniciaram neste mês.

A oferta de cursos técnicos de ensino médio está prevista para o ano letivo de 2027, sendo eles: informática; programação de jogos; audiovisual digital; multimídia; e design gráfico. Além desta unidade, os IFs chegam ao Jaçanã (Zona Norte) e ao Jardim Ângela (Zona Sul).

A expansão da rede pelo estado de São Paulo também alcança Carapicuíba, Cotia, Diadema, Franco da Rocha, Guarujá, Mauá, Osasco, Ribeirão Preto, Santos, São Bernardo do Campo, São Vicente, Serrana e Sumaré. Ao todo, São Paulo chegará a 58 unidades, 48 delas criadas nos governos Lula e Dilma, 16 dos quais somente neste mandato.


O estado conta ainda com 14 campi de universidades federais, dos quais dez foram criados nessas gestões.No caso do Campus Zona Leste da Unifesp, conforme o governo, haverá três grandes estruturas. A maior terá salas de aulas, laboratórios, biblioteca, auditório, espaço expositivo e outros pontos de apoio.

A média é composta por áreas acadêmicas, biblioteca, laboratórios e auditórios multifuncionais, enquanto a menor terá os laboratórios dos cursos de engenharia e arquitetura. Além disso, estão sendo construídos edifício acadêmico e administrativo, quadras de areia, coberta e descoberta e refeitório.

Em caminhada por São Miguel, Lula salientou: “Quem é que já imaginou na vida que a Zona Leste ia ter universidade federal? Pois é, tem, porque a educação é nossa prioridade”.

"Dois trunfos em favor de João Campos" https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/08/minha-opiniao.html

Postei nas redes

Mesmo na reta final da campanha, pesquisas apenas revelam tendências. Mas vale destacar que na mais recente pesquisa Quest, Lula avança, abre vantagem sobre Flávio e vai a 39% no 1º turno. 

A força das ruas https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/09/lula-no-recife-e-em-maceio.html 

Dica de leitura

As ideias em segundo plano
Luciano Siqueira  

Comento brevemente o bom artigo da jornalista Heloisa Villela "Sequência de distrações e escândalos abafa confronto de ideias", na revista Liberta.

No foco, a cobertura dominante na mídia a respeito das eleições presidenciais, privada do debate político substancial porque persiste como tema central a sucessão de escândalos e factoides.

Temas cruciais para o país — como projetos de desenvolvimento, políticas sociais e propostas de governo — não são debatidos em profundidade com a população.

Concomitantemente, a "folha corrida" e o histórico de figuras políticas controversas — destacadamente o senador Flávio Bolsonaro — acabam passando quase despercebidos.

Para ler o artigo na íntegra clique aqui https://revistaliberta.com.br/digital/eleicoes-2026-escandalos-abafam-debate-de-ideias/

Leia também: A força das ruas https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/09/lula-no-recife-e-em-maceio.html