Atenção (correta) às pesquisas
Luciano
Siqueira
instagram.com/lucianosiqueira65
Pesquisas eleitorais casam perfeitamente com previsões precipitadas. Sobretudo quando os números correspondem ao período pré-eleitoral, em que a grande maioria do eleitorado não está atenta às eleições e às pré-candidaturas.
Campo aberto a distorções intencionais,
principalmente pela brande mídia neoliberal de olho no que considera fatores
que poderão contribuir para a derrota do candidato indesejado, o presidente
Lula.
Algo semelhante acontece na província, palco
de disputas pelos governos estaduais.
Mas as pesquisas apreendem com precisão
matemática a opinião pública no instante exato em que os entrevistadores vão às
ruas. Aferem possibilidades e não tendências propriamente.
Adiante, o início da propaganda eleitoral na
TV e no rádio, o engajamento nas redes sociais, a movimentação nas ruas e o
desempenho efetivo dos candidatos propiciarão, adiante, aferições mais próximas
da realidade.
É quando será possível identificar uma
verdadeira tendência de crescimento ou de queda das candidaturas em confronto
através de uma série histórica de sondagens realizadas com a mesma metodologia.
Mas as manchetes atuais na grande mídia
dominante contrariam essa consideração técnica. A vontade subjetiva se sobrepõe
aos dados de realidade.
Às forças do campo popular e progressista
cabe usar pesquisas como instrumento auxiliar de análise da correlação de
forças em presença. Um dado auxiliar na formulação da orientação tática.
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