Complexo midiático dominante dá um passo adiante
Luciano Siqueira
instagram.com/lucianosiqueira65
Não é pouco, nem surpreende: o complexo midiático dominante – embandeirado das ideias liberais – pretende influir abertamente na formulação dos programas de governo dos candidatos à presidência da República.
A Folha e o Estadão já se organizam
para tanto na forma de seminários. O Globo certamente fará o mesmo. Tudo naturalmente
reverberado pela TV e mídias digitais.
Uma espécie de partido do mercado
financeiro disposto não apenas a interferir, mas a dá as cartas em candidaturas
como Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema.
O propósito é assumir abertamente o
papel de ator político central, priorizando temas como reformas fiscais,
privatizações e regimes de teto de gastos.
São as chamadas "únicas soluções
técnicas viáveis" para a economia do país e a fisionomia do Estado, este
muito descaracterizado em relação ao que formulou a Assembleia Constituinte, mediante
PECS e mesmo dispositivos legais infraconstitucionais.
Temas
como interesses e necessidades fundamentais dos trabalhadores da população em geral,
reindustrialização e assemelhados são antecipadamente condenados à cesta de
lixo.
Obviamente,
cabe aos movimentos sociais organizados e, sobretudo, aos partidos políticos
situados à esquerda, fazer a contraposição afirmando suas próprias ideias.
Uma
luta desigual, tamanha a complexidade dos meios de comunicação sob monopólio da
elite dominante, mas possível de ser vencida através da luta de ideias travada
nas ruas, nos salões e nas redes.
[Ilustração: imagem produzida por IA]
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