Trajetórias interrompidas
Luciano
Siqueira
instagram.com/lucianosiqueira65
Agrada-me observar as múltiplas manifestações da vida na fisionomia urbana. Toda cidade exibe a beleza construída ao longo dos anos, os sinais das novas experiências humanas e também expressões de decadência.
É inevitável. A vida não segue em linha reta. Emoções, conquistas e êxtases convivem com fracassos.
Imóveis abandonados, por exemplo.
Alguns simplesmente semidestruídos, outros nem tanto e até postos à venda ou oferecidos para aluguel.
Estima-se que até dezembro do ano passado, 2025, no Recife havia 95 mil imóveis considerados sem uso: habitações e prédios vazios ou completamente ao léu.
Famílias inteiras que se findaram ou se transferiram para outros lugares em busca de nova chance, empreendimentos fracassados, edificações interrompidas.
Daí o laivo de esperança que experimento diante de toscas placas "alugo", "vendo", "troco", "negocio"... como que percebendo ali, para além da trajetória interrompida, o propósito da resistência. Ainda que frágil.
[Foto: LS]
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