Palavra de poeta
REFLEXÕES
Maurílio Rodrigues

Ai daquele, que ao
final
De sua jornada, não
percebe
O seu rosto dizendo
Sim, valeu a pena.
Ai daquele, que
carrega
No seu cáustico
dorso,
O peso enorme da
desilusão,
E não é capaz de pedir
ajuda.
Ai daquele, que com o
coração
Oprimido, sente a
vida
Como um inevitável
naufrágio,
Por não ter cortado
as asas
De seus desejos.
É essa dor, que na
alma crepita,
Como os ciprestes que queimam
Sabendo que
seu único destino,
Será as cinzas, que o
vento as levará,
Em qualquer direção.
Ai daquele que
sequer
Tem uma débil
esperança
De encontrar um
arbusto
Que possa lhe
oferecer
Uma mínimo de sombra.
Ai daquele, que
sofrendo
Imensurável
dor,
Não encontra
palavras
Para amenizar seus
sofrimentos
Após uma vida de
desventuras.
Ai daquele que não
tem a fé
Para montar esse
cavalo selvagem,
Chamado vida, o qual
demonstra
Fortes sinais que
jamais será
Domesticado.
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