Sentido geopolítico dos minerais
críticos
Luciano Siqueira
É o tema
rumoroso das terras raras, que, a rigor, está apenas começando e a cada dia
revela sua verdadeira dimensão.
Faço anotações
breves do artigo "A geopolítica
dos minerais críticos e o lugar do Brasil e da América do Sul”, de
Raphael Padula, publicado no site Contexto
Brasil https://contextobrasil.com.br/a-geopolitica-dos-minerais-criticos-e-o-lugar-do-brasil-e-da-america-do-sul/
Padula considera
que a disputa por minerais críticos tem peso estratégico na geopolítica mundial
contemporânea. São recursos essenciais para a transição energética (como a produção de baterias para veículos
elétricos e tecnologias de energia renovável) e para a transformação digital (incluindo semicondutores, infraestrutura de
redes e sistemas de armazenamento de dados).
Daí a competição
entre grandes potências, notadamente Estados
Unidos e China, com implicações sobre regiões ricas em recursos
naturais, como a América do Sul.
O que implica riscos para os países da
região, mas também abre janelas de oportunidade estratégica.
Uma das razões para que a China venha
ampliando a presença na região, inclusive através de investimentos em
infraestrutura logística para facilitar o acesso a esses materiais.
Nesse
contexto, o Brasil é identificado como um ator de grande relevância devido às
suas expressivas reservas de diversos minerais críticos: nióbio, de que o Brasil detém as
maiores reservas e a vasta maioria da produção mundial a grafita natural e “terras raras”, possuindo
as segundas maiores reservas mundiais de ambos.
Também o manganês e o níquel, com reservas igualmente significativas.
Nesse contexto, devem compor a
estratégia brasileira a diversificação
de parceiros, a internalização de tecnologia, a coordenação regional.
Leia também: Soberania e autonomia tecnológica https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/08/estado-soberania-nacional.html

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