12 setembro 2026

Dica de leitura

Sentido geopolítico dos minerais críticos

Luciano Siqueira      

 

É o tema rumoroso das terras raras, que, a rigor, está apenas começando e a cada dia revela sua verdadeira dimensão.

Faço anotações breves do artigo "A geopolítica dos minerais críticos e o lugar do Brasil e da América do Sul”, de Raphael Padula, publicado no site Contexto Brasil https://contextobrasil.com.br/a-geopolitica-dos-minerais-criticos-e-o-lugar-do-brasil-e-da-america-do-sul/

Padula considera que a disputa por minerais críticos tem peso estratégico na geopolítica mundial contemporânea. São recursos essenciais para a transição energética (como a produção de baterias para veículos elétricos e tecnologias de energia renovável) e para a transformação digital (incluindo semicondutores, infraestrutura de redes e sistemas de armazenamento de dados).

Daí a competição entre grandes potências, notadamente Estados Unidos e China, com implicações sobre regiões ricas em recursos naturais, como a América do Sul.

O que implica riscos para os países da região, mas também abre janelas de oportunidade estratégica.

Uma das razões para que a China venha ampliando a presença na região, inclusive através de investimentos em infraestrutura logística para facilitar o acesso a esses materiais.

Nesse contexto, o Brasil é identificado como um ator de grande relevância devido às suas expressivas reservas de diversos minerais críticos: nióbio, de que o Brasil detém as maiores reservas e a vasta maioria da produção mundial a grafita natural e “terras raras”, possuindo as segundas maiores reservas mundiais de ambos.

Também o manganês e o níquel, com reservas igualmente significativas.

Nesse contexto, devem compor a estratégia brasileira a diversificação de parceiros, a internalização de tecnologia, a coordenação regional.

Leia também: Soberania e autonomia tecnológica https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/08/estado-soberania-nacional.html

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