Oxímoro é a cara do Jair e de seus herdeiros bolsonaristas
Enio
Lins
EM EDITORIAL publicado no dia 4 de abril, a Folha de São Paulo reconhece o que todo mundo conhece – de cor e salteado – há muitos anos: não existe “bolsonarismo moderado”. O diário paulista afirmou que o filho de Jair – aquele, candidato à presidência da República – “adota uma postura golpista ao lançar dúvidas sobre a lisura das eleições brasileiras”. Pois é: Zero-um é o pai cagado e cuspido.
TODA A FAMILÍCIA apresenta os mesmos valores iníquos que são marcas
registradas do ex-capitão. Brigam entre si, mas são idênticos seres
antidemocráticos, antiéticos, antipatrióticos. São unos e competentes no
amealhar fortunas, seja para a aquisição repentina de 101 imóveis, seja para
custear a doce vida de turista de luxo de um deles – desempregado – no
exterior, dentre outros fenômenos financeiros. E filho de Jair candidato à
presidência se destaca por sua alta capacidade empresarial, ao multiplicar os
rendimentos de uma lojinha de chocolates, e na administração de uma
impressionante indústria de rachadinhas, conforme amplamente noticiado há anos.
DISSE A FOLHA: “o atual pré-candidato do
PL, que aparece tecnicamente empatado com Lula no Datafolha, mostrou mais uma
vez que ‘bolsonarismo moderado’ é um oxímoro ao elencar um rol de ameaças e
bobagens, entre elas a de que o petista só venceu o último pleito com auxílio
do Supremo Tribunal Federal e interferência e auxílio financeiro do então
presidente democrata, Joe Biden. Segundo o senador pelo Rio, ele será escolhido
desde que haja ‘eleições livres e justas’”. E arremata: “Desde 1989, o Brasil
tem tido eleições diretas para presidente, todas elas livres e justas. Há quase
40 anos, os votos são contados de modo correto, principalmente depois da adoção
da urna eletrônica, em 1996, uma conquista brasileira que ainda hoje serve de
modelo mundial. O pré-candidato de ultradireita deveria deixar de perseguir
fantasmas e tratar de explicar aspectos nebulosos de seu passado —como as rachadinhas
e as ligações perigosas com milicianos— e dirimir preocupações concretas sobre
seu futuro —e o do país, caso venha a ser eleito”
BEM DEFINIDA pela Folha, é peculiaridade dos bolsonaros serem oxímoros
ambulantes, exprimindo-se, simultaneamente, em posições antagônicas. Falam em
liberdade e praticam a opressão; falam em democracia e amam a ditadura; falam
em honestidade e se excedem em corrupções; arrotam patriotismo, mas entregam o
país por um dólar furado; defendem eleições só se for para eles ganharem; se
dizem contra o crime, mas retroalimentam-se com o pior do banditismo; rezam
versículos carolas, mas são intensamente anticristãos etc. etc. O conceito
“bolsonarismo moderado”, ou “bolsonarismo democrático”, é a mesma coisa que
“inocente culpa”.
RELEMBRA A FOLHA: “Em maio de 2022, durante as tentativas do então presidente
Jair Bolsonaro (PL) de desacreditar as eleições brasileiras por meio de ataques
às urnas eletrônicas e outras teorias conspiratórias vazias, a Folha registrou
neste espaço: ‘[Jair] atiça
os ânimos de alguns poucos dispostos a participar de seus ensaios golpistas,
que alternam intimidações e recuos enquanto se mantém elevado o risco de
derrota em outubro. Trata-se de uma ofensiva estúpida contra uma valiosa
conquista nacional e, ao fim e ao cabo, contra todos os eleitores e eleitos do
país’. O peelista não somente perdeu o pleito daquele ano para o petista Luiz
Inácio Lula da Silva como acabou condenado e, inelegível, cumpre prisão
domiciliar por, entre outros crimes, tentativa de abolição violenta do Estado
democrático de Direito. O fato de o jornal voltar ao tema da lisura das
eleições brasileiras reforça a indigência do debate público advinda da ascensão
da direita populista com Donald Trump, em 2016, e, no Brasil, com Bolsonaro,
dois anos depois”. É isso aí.
Leia também: Patriotismo de propaganda e soberania em liquidação https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/04/subserviencia-desavergonhada.html

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