13 abril 2026

Zanzul Pessoa opina

O novo capítulo de um legado: o PCdoB, de Luciano Siqueira a Victor Marques, no coração do Recife

Zanzul Pessoa*  


 

Em Pernambuco, a política com verdadeira vocação popular não apenas sobrevive, ela se reinventa, amadurece e floresce. 

Vivemos uma "era dos legados", na qual as heranças de lutas sociais se consolidam como o alicerce definitivo das políticas públicas. Neste cenário, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) assume um protagonismo inegável e emocionante, demonstrando na prática o resultado de sua lealdade, seriedade e compromisso inabalável com a cidade do Recife.

Hoje, a capital pernambucana vive um momento singular de colheita. Com a saída do prefeito João Campos para disputar o Governo do Estado, a cidade avança com segurança e continuidade. A condução de Victor Marques à prefeitura não é obra do acaso, é a materialização da confiança depositada em um projeto político vitorioso e o coroamento da dedicação histórica do PCdoB aos recifenses. Victor assume o mais alto posto do Executivo municipal representando essa unidade, provando que o partido está preparado para governar, inovar e cuidar das pessoas.

A história recifense, sempre viva e cíclica, é agora reescrita com a tinta da esperança renovada, mas sem esquecer as suas raízes. Para compreender o peso deste novo momento de Victor Marques, é preciso olhar para a bússola que pavimentou este caminho. É impossível falar do PCdoB no Executivo do Recife sem reverenciar a era transformadora liderada por Luciano Siqueira. 

Luciano, com sua estatura de estadista, intelectualidade ímpar e militância histórica, não foi apenas um vice-prefeito, mas o arquiteto de uma nova forma de enxergar a cidade. Sua contribuição se deu em diferentes momentos da história recente, atuando como o ponto de equilíbrio e o fiador das políticas sociais nas gestões de João Paulo (2001-2008) e, posteriormente, de Geraldo Júlio (2013-2020). Em ambos os períodos, a marca do PCdoB ajudou a instituir marcos que mudaram para sempre a gestão pública, como a participação na construção da política municipal da assistência social, no carnaval multicultural, na construção de políticas públicas voltadas para o esporte e, mais recentemente, na construção de políticas públicas voltadas para o meio ambiente e para as mulheres da cidade.

Esse vasto legado, contudo, não foi construído por um só homem. Sob a liderança aglutinadora de Luciano Siqueira, formou-se uma força coletiva. Foram os muitos militantes do PCdoB homens, mulheres, jovens e lideranças comunitárias que gastaram sola de sapato nas ruas, nos morros e nos conselhos municipais, defendendo e transformando o programa do partido em realidade transformadora.

A verdade incontestável é que a administração pública recifense mudou de patamar após essa experiência. A régua subiu. Desde então, a gestão se reformulou e veio se aperfeiçoando, tendo a escuta e a participação do povo como exigência inegociável.

A chegada de Victor Marques à Prefeitura é a prova viva de que o legado construído por Luciano Siqueira e por essa militância incansável, forjado à base de democracia, lealdade e trabalho árduo, frutificou. O partido demonstra, hoje e sempre, que carrega em suas bandeiras o compromisso definitivo com a valorização do Recife e, acima de tudo, com a dignidade do povo pernambucano.

*Ex-líder estudantil, assessora parlamentar.

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