Trump e seu poço de areia movediça
Luciano Siqueira
instagram.com/lucianosiqueira65
O comportamento
agressivo e errático de Donald Trump causa prejuízos consideráveis aos Estados
Unidos, refletindo a decadência da superpotência que dirige; e coleciona,
internamente, um gol contra atrás do outro no que ainda se consideram
instituições democráticas e coesão social.
Não é sem
razão que amarga índices negativos de popularidade a cada rodada de pesquisa e age como que mergulhado num poço de areia movediça. Esperneia.
Num ambiente
de crise interna, a negação do papel de liderança que institucionalmente lhe
cabe. Ao contrário, grosseiramente fomenta divisões culturais, raciais e políticas para consolidar mirando
exclusivamente sua base eleitoral.
Em artigo
recente, o jornalista Thomas Friedmann, do The New York Times, comparou o
comportamento de Trump ao de líderes mafiosos. Usou o termo “bandido em chefe”.
Pior ainda
é uso que Trump faz da máquina governamental em seu próprio benefício e de seus
amigos empresários mais próximos em confronto aberto com parte da grande mídia
e do Poder Judiciário e – diz Friedmann – mesmo do FBI.
Mais:
como governante repete expedientes de quando candidato, disseminando “teorias
da conspiração” e fake news de toda espécie na tentativa de manter sua base
social envolta numa “realidade paralela”.
O
que Friedmann e outros analistas da mesma corrente não dizem é que Donald Trump
protagoniza um instante de visível decadência do imperialismo norte-americano
em meio à transição geopolítica mundial para um novo desenho multipolar.
[Ilustração: Gargallo]
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Leia também: Donald Trump e sua tresloucada política externa https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/06/minha-opiniao_0648315181.html

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