06 junho 2026

Minha opinião

Precarização crescente
Luciano Siqueira
instagram.com/lucianosiqueira65  

O mundo do trabalho em nosso país se complexifica sob oscilações conjunturais e levando em seu bojo a reestruturação produtiva e a precarização de parcela expressiva dos trabalhadores.

A reforma trabalhista de 2017, sob o governo golpista e desastroso de Michel Temer, se combina com o avanço tecnológico impõe novas dinâmicas de exploração.

Mais: uma brutal mistificação do trabalho individual ultraprecarizado sob o rótulo do empreendedorismo individual.

O trabalhador assume todos os riscos do “empreendimento” (manutenção de veículos, acidentes, ausência de cobertura previdenciária) enquanto as grandes corporações de tecnologia concentram os lucros.

Mais: a distinção entre o tempo de trabalho e o tempo de descanso faz-se cada vez turva. A comunicação digital instantânea através dos smartphones e aplicativos impõe ao trabalhador uma espécie de plantão permanente à disposição do mercado.

Nessas circunstâncias, a saúde mental do trabalhador é crescentemente comprometida pelo acometimento de ansiedade, reforma trabalhista, síndrome de burnout e exaustão.

Um desafio político cuja resolução ainda está por vir: como organizar os trabalhadores para a defesa dos interesses fundamentais nessas circunstâncias?

Nada simples, sobretudo porque os laços de camaradagem e solidariedade na linha de produção dão lugar à competição individual.

Numa abordagem mais larga, o tema foi objeto de uma intervenção especial no 16º. Congresso do PCdoB, a cargo do secretário sindical do Partido Nivaldo Santana.

Tal como em outras circunstâncias históricas, novas formas de luta e de organização estão por vir.

Além disso, há que se incluir nos compromissos programáticos da candidatura à reeleição do presidente Lula política pública específica.

Arte: @crisvecto

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Supressão da escala 6x1: extraordinária vitória parcial https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/05/minha-opiniao_0196419359.html

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