Precarização crescente
Luciano Siqueira
instagram.com/lucianosiqueira65
O mundo
do trabalho em nosso país se complexifica sob oscilações conjunturais e levando
em seu bojo a reestruturação produtiva e a precarização de parcela expressiva
dos trabalhadores.
A reforma
trabalhista de 2017, sob o governo golpista e desastroso de Michel Temer, se
combina com o avanço tecnológico impõe novas dinâmicas de exploração.
Mais: uma
brutal mistificação do trabalho individual ultraprecarizado sob o rótulo do
empreendedorismo individual.
O
trabalhador assume todos os riscos do “empreendimento” (manutenção de veículos,
acidentes, ausência de cobertura previdenciária) enquanto as grandes
corporações de tecnologia concentram os lucros.
Mais: a distinção entre o
tempo de trabalho e o tempo de descanso faz-se cada vez turva. A comunicação
digital instantânea através dos smartphones e aplicativos impõe ao trabalhador uma
espécie de plantão permanente à disposição do mercado.
Nessas circunstâncias, a saúde mental do
trabalhador é crescentemente comprometida pelo acometimento de ansiedade, reforma
trabalhista, síndrome de burnout e exaustão.
Um desafio político cuja resolução ainda está por
vir: como organizar os trabalhadores para a defesa dos interesses fundamentais nessas
circunstâncias?
Nada simples, sobretudo porque os laços de
camaradagem e solidariedade na linha de produção dão lugar à competição
individual.
Numa abordagem mais larga, o tema foi objeto de uma
intervenção especial no 16º. Congresso do PCdoB, a cargo do secretário sindical
do Partido Nivaldo Santana.
Tal como em outras circunstâncias históricas, novas
formas de luta e de organização estão por vir.
Além disso, há que se incluir nos compromissos
programáticos da candidatura à reeleição do presidente Lula política pública
específica.
Arte: @crisvecto
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Supressão da escala 6x1: extraordinária vitória parcial https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/05/minha-opiniao_0196419359.html

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